domingo, 3 de maio de 2009

Exercício leve para a coluna

A falta de atividade física é mais conhecida como Sedentarismo. Essa palavra é originária da palavra sedentare, que significa ficar sentado. A falta de exercício constitui-se em um fator de risco para o aumento da incidência de doenças cardiovasculares, em especial a arteriosclerose e a hipertensão arterial, mas, o sedentarismo também complica as doenças das articulações, músculos e da coluna. Os exercícios que combatem o sedentarismo podem ser leves, mas, têm que ser diários e constantes: por exemplo subir escadas, ao invés de elevador, caminhar distâncias cada vez maiores, ao invés de usar o automóvel, fazer trabalho do lar, ao invés de pedir para a empregada. Todos esses atos agem como exercícios e têm efeito preventivo para problemas cardiovasculares e osteomusculares.
A caminhada com passos regulares e contínuos, com respiração adequada, está incluída no grupo de exercícios denominados de aeróbicos ou de resistência. São exercícios rítmicos de músculos, da mesma intensidade. Andar no shopping, parando e olhando vitrines não é considerado um exercício aeróbico. A caminhada, feita de forma adequada tem efeito semelhante sobre o organismo, sistema cardiovascular e nos ossos (principalmente, no caso da osteoporose) e músculos de forma semelhante à corrida, à natação, andar de bicicleta e à própria dança aeróbica. Outros benéficios dos exercícios aeróbicos ou de resistência para o organismo são a redução da gordura corporal e do peso, a melhoria da função respiratória, redução dos níveis do colesterol e triglicérides, a redução da ansiedade e depressão, regularização do sono, um melhor desempenho intelectual e maior equilíbrio emocional.



Os exercícios aeróbicos devem ser feitos com certa Intensidade chegando a 51 a 85% da capacidade máxima, que é medido pelo teste ergométrico.Também é importante a duração e a freqüência do exercício, sempre levando em conta a idade, sexo, treinamento prévio, situação cardiovascular e outras doenças em geral e das articulações e da coluna e uso de medicamentos.
K. Karjalainen e colaboradores, médicos do trabalho, de Helsinki, na Finlândia, compararam 56 trabalhadores que faziam exercícios leves na própria bancada do trabalho e que tinham dor nas costas - Grupo A, com 51 trabalhadores, com dores nas costas, mas, que não faziam nem esses exercícios leves, Grupo B. Ambos os grupos responderam um questionário sobre as dores. Nenhum deles fez fisioterapia ou tomou medicamento, mas, mesmo assim, os trabalhadores, do grupo A, faltaram menos
vezes que os do grupo B, somente com esses exercícios leves.


Fonte :: Spine. 2003 Mar 15;28(6):533-40

Quantidade de Exercícios?














Não há uma resposta adequada. Primeiro responda quem é você que pergunta. Você é sadio (não tem nenhuma doença? Ou não sabe que tem algum distúrbio orgânico?) É jovem, idoso (mais de 65 anos)? Esta na pós-menopausa? É obeso, quer fazer exercícios para perder peso? Ou quer sentir-se bem?
Em primeiro lugar faça uma revisão médica para responder às perguntas
iniciais. Os pesquisadores dizem que 30% das pessoas, de meia idade, que têm problemas metabólicos e são obesos, não sabem disso, pois, não sentem nada, mas, podem piorar depois que fizerem exercícios. Hanna-Maaria Lakka e colaboradores, da Universidade de Kuopio, na Finlândia, estudaram, durante 4 anos, 695 homens, de meia idade (40 a 50 anos), não diabéticos e que tinham o nível de insulina, no sangue, normal (normoinsulinêmicos). Nos 4 anos, 38 homens desenvolveram uma hiperinsulinemia (isso quer dizer que o nível de insulina, em jejum, no soro (atenção não é o nível de glicose) é > ou = 12,0 mU/l). Os autores verificaram que os obesos, que têm o índice de massa corporal > ou = 26,7 kg/m2 têm 6,6 vezes mais riscos (p = 0,001) de desenvolver uma hiperinsulinemia, quando comparados com homens que têm o índice de massa corporal < 24,4 kg/m2 . O ganho de peso desde os 20 anos de idade também está associado com um maior risco de apresentar hiperinsulinemia. Nessa síndrome metabólica, a hiperinsulinemia, a insulina fica no sangue e não é aproveitada, causando vários distúrbios orgânicos. Esse dado altera o ritmo em que devem ser realizados os exercícios e o mal estar que eles podem causar.

Fonte :: Horm Metab Res 2002 Sep;34(9):492-8

Atividade física medida em escolares

Costuma-se classificar a atividade física de acôrdo com a taxa de gasto energético, isto é, de acôrdo com a intensidade de atividade muscular
despendida na prática de um esporte ou uma atividade de trabalho qualquer. A atividade muscular pode ser esporte, trabalho, auto-manutenção do organismo, como por exemplo, ficar de pé, andar. Analisa-se um tipo específico de atividade e sua intensidade comparando o valor da taxa de trabalho metabólico realizada em relação ao valor taxa metabólica de repouso dessa mesma pessoa (isso é calculado em unidades METs). O gasto energético é expresso em quilocalorias ou então, quilocalorias por quilograma de peso corporal, que podem ser estimadas para todas as atividades. Esse sistema de medir os esforços permite comparar os resultados de estudos que apresentam dados referentes ao valor calórico de atividades físicas. Os valores do gasto energético podem ser expressos de várias formas; todas equivalentes; Kcal. Kg-1 . h-1 ; Kcal.min-1 ; Kcal. h-1 ou Kcal 24 h-1. A maneira mais precisa para determinar o gasto calórico, em quilocalorias, de uma atividade, é medindo-se o gasto calórico (Kcal) durante o repouso (isto é, a taxa metabólica basal = TMB) e multiplicá-la pelos valores de METs encontrados em várias tabelas existentes. Uma vez que a TMB é próxima de 1 Kcal. Kg-1 . h-1, os custos energéticos das atividades podem ser expressos como múltiplos da TMB. Multiplicando-se o peso corporal, em Kg, pelo valor do MET e pela duração da atividade, torna-se possível estimar o gasto energético (em Kcal), que é específico ao peso corporal individual. Por exemplo, pedalar uma bicicleta em uma intensidade equivalente a 4 METs, gasta 4 Kcal. Kg-1 . h-1. Um indivíduo de 60 Kg, pedalando por 40 minutos, irá gastar o seguinte: (4 METs X 60 Kg) X (40min/60min) = 160 Kcal. Dividindo-se 160 Kcal pelos 40 minutos de atividade, obtém-se 4 Kcal.min-1. Usando-se o mesmo raciocínio para uma pessoa de 80 Kg, obteremos um gasto energético de 213 Kcal ou 5,3 Kcal.min-1. Entretanto, é importante notar que, quando a TMB não for igual a 1 Kcal. Kg-1 . h-1 , para alguns indivíduos, as estimativas do gasto energético que incluem peso irão refletir mais precisamente o peso corporal do que a taxa metabólica. Hoje existe uma técnica chamada de Caltrac, que é um poderoso mini-computador, o qual calcula as calorias gastas, sem consultar as tabelas e fazer cálculos complexos (pois, o próprio computador já faz, em relação a idade, peso, sexo, atividade exercida, no esporte, no trabalho e no
repouso. C.Tudor-Locke e colaboradores, da Universidade do Arizona, estudaram em adolescentes filipinos (idade de 14-16) qual era o gasto calórico desprendido em ir para escola andando, no grupo A, por um transporte motorizado, no grupo B ou ambos, no grupo C. O metodo usado foi o Caltrac (dando os resultados dos gastos em kcal.dia) para cada sexo, por idade, peso e altura dos alunos. A amostra foi com 1518 adolescentes (691 meninos - Massa corporal (BMI) = 18,5 +/- 2,5) e 827 meninas (BMI = 18,7 +/- 2,3). O grupo A eram 323 (46,8% de todos os meninos da amostra) e 303 meninas (36,6% do total de meninas da amostra). No grupo B 160 meninos (23,2% do total) e 177 meninas (21,4%) da amostra, e no grupo C – 208 meninos (30,0%) e 347 meninas (42,0%). A diferença absoluta da energia gasta, entre o grupo A e os dois outros deu, em média, 44,2 kcal.d para o menino e 33,2 kcal.d para a menina. Os autores afirmam que calculando que existem 200 dias letivos por ano, deve haver um gasto de energia que pode variar de 8840 kcal a 6640 kcal entre o menino e a menina, que se não for gasta no grupo B, haverá um ganho de peso de 1 a 2 kilos, sem incluir outros fatores.

Fonte :: Med Sci Sports Exerc. 2003 Mar;35(3):465-71.

Saiba o que beber em cada atividade física

Enquanto algumas pessoas abusam dos isotônicos, outras ficam desidratadas, mas cada tipo de exercício pede uma bebida diferente
Edição: luciana vicária


ENERGIA REPOSTA
Ciclista faz pausa para beber e descansar. O aumento de 60% no consumo de isotônico levou a Anvisa a classificá-lo como “bebida destinada a atletas”
A água de coco é a bebida preferida dos banhistas. Mas há quem prefira suco, refrigerante, isotônico ou sorvete. Cada um tem a própria receita para matar a sede e refrescar o corpo. Mas poucos sabem abastecer o organismo com o que ele realmente precisa.

Deslizes comuns, como beber um isotônico após uma aula de alongamento – que não requer esse tipo de reposição – ou deixar de se hidratar durante atividades esportivas intensas, foram revelados em uma pesquisa inédita do American College of Sports Medicine, associação que reúne mais de 20 mil profissionais da medicina esportiva.

Os erros mais comuns são de dois tipos: cresce o número de pessoas que exageram no isotônico ao mesmo tempo que aumenta o número dos que se exercitam desidratados. As duas coisas fazem mal.

“As pessoas reconhecem a importância da boa hidratação, mas não sabem como fazer isso”, diz o nutricionista Barry M. Popkin, professor da Universidade da Carolina do Norte. De acordo com ele, as pessoas escolhem bebidas erradas na hora de se exercitar. “A água perde cada vez mais espaço para sucos artificiais e refrigerantes”. Popkin lançou recentemente o livro The world is fat, em português: O mundo está gordo. Nele, o autor alerta para o excesso de calorias em bebidas artificiais e dá dicas de como combinar o líquido certo com a atividade física, sem abusar das calorias ou destoar do ambiente (leia o quadro na próxima página).

Como regra geral, afirma Popkin, em um dia quente basta tomar bastante água, em várias doses. Se o suor for intenso, um suco de frutas ajuda a repor os sais minerais perdidos na transpiração. Na academia de ginástica, se a atividade durar mais de uma hora, pode-se recorrer a um isotônico, como o Gatorade, bebida elaborada especialmente para repor as perdas causadas pela transpiração.

Os isotônicos têm concentrações moleculares semelhantes às dos fluidos do corpo. São compostos de água, sódio, potássio e carboidratos e indicados para quem pratica exercícios físicos aeróbicos prolongados, como triatletas e maratonistas. Mas também servem para amadores que praticam atividades aeróbicas como corrida e futebol.

O consumo de isotônicos aumentou em 60% nos últimos cinco anos, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas não Alcoólicas. Até as crianças já têm opções isotônicas “kids” para levar na lancheira. O aumento do consumo dessa bebida levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária a reclassificá-la como “alimento para atletas” em vez de “alimento para praticante de atividades físicas”. A agência alega que uma alimentação balanceada é suficiente para atender às necessidades de esportistas amadores. E que o sal do isotônico pode fazer mal à saúde.

O isotônico tem nove vezes mais sal que um refrigerante como a Coca-Cola. E 3 mil vezes mais que um hidrante infantil, como o Pedialyte. “Se por um lado o isotônico é essencial para repor a energia de quem supera os próprios limites, por outro, se consumido como se fosse suco, por alguém sedentário, pode colaborar com a hipertensão”, diz a endocrinologista Ellen Paiva, diretora do Centro Integrado de Terapia Nutricional. Os números apoiam a tese da endocrinologista. O brasileiro consome em média 10 gramas de sal por dia. A recomendação da Organização Mundial da Saúde é de 6 gramas no máximo.

“Existe alarmismo nessa história. Ninguém se torna hipertenso por tomar um isotônico sem necessidade”, diz João Carlos Bouzas Marins, especialista em nutrição esportiva e professor da Universidade Federal de Viçosa. “O problema é o sujeito sedentário que bebe isotônico como se fosse água”.

Há também os esportistas que bebem pouco líquido. Passar uma tarde sob sol intenso jogando futebol e tendo apenas água como fonte de hidratação não é ideal. A eliminação excessiva de sais pode levar à desidratação. Os sintomas são boca seca, sensação de fadiga e, em casos mais graves, cãibra e sonolência. A sensação de sede, quando ocorre, mostra que o organismo já perdeu pelo menos 1 litro de água, um aviso de que o corpo caminha para a desidratação.

O melhor, segundo especialistas, é se antecipar à sede. Comece bebendo um copo d’água 20 minutos antes de começar a atividade física. E repita a dose a cada 15 minutos. Se o esporte for extenuante, complete com um isotônico. E faça pausas para o descanso, sempre que for possível. Na dúvida, consulte um nutricionista.

O melhor líquido para cada esporte
Nutricionista dá dicas de como combinar a bebida com a atividade física



Caminhada no parque
Se você não pretende reduzir medidas, peça um SUCO DE FRUTAS. É energético, refrescante e mantém a hidratação. Mas, se estiver de dieta, troque por água ou água de coco. Como a atividade é moderada, beba isotônico apenas se o calor estiver intenso

Musculação
ÁGUA, à vontade. Para melhorar o desempenho, recomenda-se fazer um lanche rico em carboidratos antes da malhação. Isotônicos, em exercícios anaeróbicos, são desaconselháveis


Futebol
ISOTÔNICO. A bebida ajuda a repor o líquido perdido (que chega a 3 litros) e restaura a perda de carboidratos e sais minerais. Mas não deve ser a única fonte de hidratação. Recomenda-se beber bastante água durante a prática esportiva





Passeio de bicicleta
Nada melhor que ÁGUA, antes, durante e depois da atividade física. Ela hidrata e mata a sede. Se estender o passeio por mais de uma hora, complemente com um suco ou isotônico






Frescobol na praia
Abasteça o corpo com ÁGUA DE COCO, um isotônico natural, rico em nutrientes e pouco calórico. A bebida contém sódio, potássio, cloro, carboidratos e vitaminas. Hidrata e ainda combina com o cenário







Balada agitada
A dica é substituir o sanduíche e o refrigerante, no fim da noitada, por um CALDO DE CANA. A garapa hidrata e nutre de forma equilibrada. Prefira um isotônico se tiver problemas com o excesso de calorias



Fonte: Ellen Paiva/Centro Integrado de Terapia Nutricional

Caminhar e exercício vigoroso para mulheres


É sabido que existe uma relação inversa entre uma atividade física vigorosa e uma diminuição do risco de ter infarto do miocárdio e ter outros eventos cardiovasculares.
Os exercícios são medidos em quantidade de energia metabólica gastos na sua execução “metabolic equivalents MET score”.
JoAnn E. Manson e colaboradores, do Departamento de Medicina, do Brigham and Women’s Hospital, de Boston, compararam a incidência de eventos coronarianos entre 73.743 mulheres menopausadas, aos 50 anos, que foram acompanhadas até os 79 anos de idade, sob o aspecto das atividades físicas. Nesse período foram registrados 345 casos de doença cardíaca coronariana e 1.551 casos de eventos cardiovasculares.
Os escores MET, entre andar com passos vigorosos e exercícios extenuantes, foram relacionados com as mesmas reduções de fatores de risco nessas mulheres, não variando com a idade nem a massa corporal.
Isso significa que os exercícios realizados pelas mulheres em andar (não fazendo compras, nem olhando vitrine, mas em passos cadenciados e constantes), pode reduzir a incidência de infarto do miocárdio e eventos cardiovasculares da mesma forma que a prática de exercícios mais intensos na Academia de Ginástica.




Fonte :: N Engl J Med. 2002 Sep 5;347(10):716-25

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Metabolismo em marcha lenta


A partir dos 30 anos, o ritmo natural do nosso corpo vai diminuindo gradativamente. Um dos resultados dessa queda é a facilidade de ganhar peso e acumular gordurinhas. Felizmente, existem maneiras de reverter esse quadro

por Rita Trevisan

Quando o assunto é metabolismo - a forma como o nosso corpo aproveita as calorias que vêm dos alimentos para diversos processos bioquímicos -, as mulheres já nascem com uma grande desvantagem. Isso por causa da própria constituição física, que prevê uma proporção maior de tecido gorduroso em relação aos homens, que possuem mais músculos. Mas, com o tempo, a situação fica ainda pior. A massa magra tende a encolher, dando lugar à temida gordura, e os quilinhos a mais vão se acumulando. Tanto o tamanho quanto o número de fibras musculares diminui. O processo se agrava mesmo a partir dos 30 anos. Para se ter uma idéia, por volta dos 35, a perda de tecido muscular pode chegar a 340 g por ano. A substituição gradativa de músculos por gorduras tem ainda outro efeito sobre o funcionamento do organismo, o de desacelerar o metabolismo, diminuindo, conseqüentemente, a velocidade do gasto calórico. "Enquanto o músculo é uma usina de gasto de energia, capaz de consumir calorias até quando estamos em repouso, as células de gordura trabalham no sentido contrário, armazenando energia. Então, se há uma diminuição da massa muscular, que vai gradativamente sendo substituída por tecido adiposo, o gasto energético tende a diminuir", explica Ricardo Zanuto, mestre e doutorando em Fisiologia Humana e Biofísica pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), na Capital. Outros fatores influenciam nesse processo que faz o corpo, lentamente, ir diminuindo sua marcha. Além do próprio envelhecimento celular, a produção dos hormônios sexuais e do crescimento - que influenciam no processo de constituição e manutenção da massa magra - sofre alterações importantes. "Com o avanço da idade e as mudanças hormonais, perdemos tecido muscular e fica muito mais difícil recuperá-lo. Além disso, há uma redução da resposta às catecolaminas, hormônios fundamentais no processo de queima da gordura. A conseqüência é o aumento da massa gorda", esclarece Zanuto. A dona de casa Rosemeire de Souza Rubira, de 39 anos, sentiu na pele essa mudança em seu metabolismo. "Eu sempre fui magra, nunca freqüentei academias e comia de tudo. Não precisava sequer me preocupar com o peso. Depois dos 30, comecei a engordar sem parar. Para me manter nos 57 kg que tenho hoje, malho quatro vezes por semana, pegando pesado na musculação. Cortei também lanches e guloseimas... nem compro mais para não correr o menor risco de abusar", conta. Uma injeção de ânimo Rose está no caminho certo para garantir o peso ideal durante os anos que terá pela frente. Segundo os especialistas, a melhor maneira de reagir aos efeitos do tempo é justamente buscando meios de promover um gasto calórico mais elevado, capaz de mandar embora as gordurinhas acumuladas, ajudando, ainda, a recuperar a massa muscular perdida. "À medida que o metabolismo desacelera, no processo natural de envelhecimento, a atividade física vai assumindo um papel cada vez mais importante. Isso porque o peso do exercício, no gasto energético total, será maior", diz o endocrinologista Pedro Saddi, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os benefícios da prática regular de exercícios podem ser colhidos a qualquer tempo. A musculação é uma das melhores formas de reverter, gradativamente, a proporção entre tecido adiposo e massa magra. Mas o que já sabemos é que qualquer tipo de atividade física - desde que feita com uma certa freqüência e aumentando-se a intensidade gradativamente - é capaz de dar um empurrão e tanto no metabolismo. E, quando ele trabalha num ritmo mais acelerado, a queima de calorias também se torna mais eficiente.






"A partir dos 35 anos, a perda de tecido muscular na mulher
pode chegar a
340 g por ano"



A contadora Elaine Perez, de 33 anos, sempre brigou com a balança. Com a proximidade dos 30, viu os ponteiros dispararem. Quando chegou aos 89 kg, despertou para a necessidade de adotar um estilo de vida mais saudável. Começou a treinar quatro vezes por semana numa academia, com um personal trainer, e mudou radicalmente a dieta. Hoje, um ano e meio depois, está 18 kg mais magra. "Como não fazia atividade física, não podia comer nada e já engordava. Hoje, percebo que a resposta do meu organismo para a queima de calorias é muito mais rápida. Até me permito cometer alguns pecados na dieta de vez em quando. Mas sem exagerar", brinca.
Elaine também percebeu uma melhora considerável em sua disposição e até no humor. "Sou outra pessoa", conta. O aumento da sensação de tranqüilidade e bem-estar que normalmente é percebido pelos praticantes de atividades físicas regulares tem tudo a ver com a elevação na produção de serotonina, uma substância que influi sobre o humor e que é estimulada quando nos exercitamos. Outra vantagem de mexer o corpo: se estamos mais centrados e calmos, a ansiedade diminui, assim como a compulsão por comida.
O real papel da alimentação Tão importante quanto adotar uma rotina de exercícios é investir num cardápio balanceado no dia-a-dia. Com o corpo trabalhando contra você - mandando embora os músculos e recepcionando como convidadas de honra as gorduras -, o jeito é adotar uma postura ainda mais disciplinada à mesa. Isso significa fornecer o aporte de energia necessário de acordo com o seu gasto calórico, nem mais, nem menos. Mas não basta preocupar-se apenas com a quantidade. A qualidade do que se coloca no seu prato também é fundamental. O próprio carboidrato, atacado como um vilão nos programas de emagrecimento durante muito tempo, volta a ser reconhecido como um grupo alimentar essencial ao bom funcionamento do organismo. Só com uma quantidade mínima dele é possível garantir que o metabolismo continue funcionando num ritmo contínuo. Ele também fornece combustível para que o corpo realize todas as suas atividades bioquímicas e é imprescindível para a queima de gorduras. "O carboidrato é necessário para que a gordura seja decomposta e metabolizada e, conseqüentemente, o indivíduo emagreça", explica Saddi. Além disso, quando não o consumimos, nos sentimos mais cansados e o rendimento na atividade física diminui.



Mexa-se!



É impossível, na sua rotina agitada, separar um tempo para a atividade física regular? Pois isso não deve servir de desculpa para adotar um estilo de vida sedentário. Com pequenas mudanças no dia-a-dia, é possível aumentar o seu gasto energético total. Confira!

*Fique em pé dez minutos diariamente em uma hora em que normalmente estaria sentada, e esse empurrão no metabolismo vai evitar que você ganhe 1 kg por ano.

* Desça do ônibus um ponto antes e ande quatro quarteirões até o seu trabalho e no retorno à sua casa, todos os dias. Você vai estimular o seu metabolismo e queimar 40 calorias. Faça isso durante um ano e eliminará até 3 kg.

* Suba dois lances de escadas em vez de tomar o elevador duas vezes por dia. Esse cuidado vai evitar que você ganhe, aproximadamente, 1 kg por ano.

* Dançar a noite inteira também é uma ótima pedida para quem quer perder peso. Aa cada 15 minutos no ritmo da música, cerca de 100 calorias vão embora!

* Leve seu cachorro para passear todos os dias e dê uma voltinha pelo bairro de no mínimo meia hora. Iisso vai evitar que você ganhe dois quilos por ano.

* Pular corda é um excelente exercício para despertar o seu metabolismo e fazê-lo trabalhar com mais ânimo. Aa cada 15 minutos de atividade, 200 calorias são queimadas.

FONTE: LIVRO ACELERE SEU METABOLISMO, DE LYSSIE LAKATOS E TAMMY SHAMES (ED. BEST-SELLER)

As proteínas também são fundamentais, especialmente porque fornecem matéria-prima para a construção e reparo dos músculos, essencial ao aumento da massa magra. Sem elas, mesmo um treinamento pesado não renderá os resultados esperados. A proteína tem ainda a vantagem de diminuir a velocidade da digestão dos carboidratos, o que resulta num prolongamento da sensação de saciedade e mesmo da ativação metabólica.

As gorduras - até elas! - possuem um papel importantíssimo no proo- cesso de obtenção de mússculos. Parece uma afirmação paradoxal? Para entendê- la, bassta saber que, na falta de um mínimo de gordura no organismo, o corpo passará a usar os músculos como um combustível allterrnativo para adquiirir a energia essencial aos seus processos vitais. Mais um argumento a favor das gorduras é o fato de que, quando associadas aos carboidratos, elas ajudam a estabilizar o nível de glicose no sangue, aumentando a sen- sação de saciedade.

Outros cuidados
Alguns deslizes, aparentemente inocentes, podem afetar a equação massa muscular x tecido adiposo, tão importante nesse processo. O hábito de pular refeições e passar muito tempo sem comer, por exemplo, pode funcionar como um sabotador do seu programa de emagrecimento. Isso porque, na ausência de um aporte energético - feito por meio das refeições regulares -, o organismo passa a funcionar num ritmo mais lento e começa a fazer reservas maiores, para o caso de uma emergência. "A verdade é que o nosso corpo foi preparado, desde as épocas mais primitivas, para armazenar energia. Isso porque o homem dependia dos frutos que colhia e dos animais que caçava para sobreviver. Ou seja, sua alimentação variava de acordo com as condições do ambiente e as oportunidades de obtenção de comida eram mais ou menos imprevisíveis. Hoje em dia, a oferta de alimentos é maior do que a nossa necessidade de consumi-los. Mas o corpo não sabe disso, e continua obedecendo ao mesmo mecanismo de reserva quando se sente ameaçado", explica o endocrinologista Pedro Saddi.



"Além de exercícios físicos, a dica dos especialistas para evitar o sobrepeso é adotar uma dieta moderada que combine carboidrato, proteína e gordura"





O resultado é que, ao menor sinal de falta de comida, o organismo trata de desacelerar o meetabolismo e tanto a queima dos depósitos de gordura quanto das calorias se dão de maneira mais lenta. Por isso aquela velha orientação de alimentar-se de três em três horas continua sendo muito válida. Mas é preciso prestar atenção nas quantidades, claro. "Os estudos comprovam que emagrece mais quem come mais vezes por dia" diz o endocrinologista.

O mesmo efeito rebote é provocado pela adoção de dietas restritivas, que prevêem um consumo diário que fica abaixo de 1.000 calorias. Além do mesmo efeito sobre o metabolismo, a falta de nutrientes pode fazer o corpo começar a queimar músculos para se abastecer. No fim das contas, os prejuízos - incluindo os males à saúde - não compensam os ganhos.



FOTOS: SHUTTERSTOCK E ARQUIVO PESSOAL

Hidroginástica não serve para a osteoporose

A hidroginástica é uma forma especial de atividade física, feita na água, que tem algumas
características diferentes da prática normal, pois a água tira o efeito da gravidade e os músculos trabalham muito menos. A hidroginástica foi usada como uma terapia, ou seja, uma forma de
tratamento fisioterápico, e se chama hidroterapia usada para pessoas acidentadas, com reumatismo articulares doloridos, fibromialgia que não suportam os exercícios tradicionais. S.Melton e colaboradores, terapeutas da Pennsylvania
afirmam que apesar da hidroginástica ser divertida a sua eficácia é muito pequena. Nos indivíduos idosos, a prática de atividade física normal de andar e de fazer exercícios ajudam a manter ou
melhorar a densidade mineral óssea, o que é de extrema importância para a prevenção e o tratamento da osteoporose. Mas a hidroginástica não melhora a força muscular, não melhora a osteoporose,e não é mais indicada. Nos idosos a hidroginástica melhora a flexibilidade articular e o equilíbrio, reduzindo a incidência de quedas e o risco de fraturas. Também melhora nos idosos sedentários, o condicionamento cardiovascular e a socialização que ajuda na qualidade de vida.
A grande restrição dessa prática pelos idosos, são várias doenças associadas de pele, nariz, ouvido, olhos etc..., que podem piorar com o cloro da piscina. Um outro benefício também bastante agradável da hidroginástica é a massagem proporcionada pela água, por meio da pressão e da resistência. Isso garante um efeito suavizante sobre a musculatura, ajuda a aumentar a circulação periférica do sangue e alivia as tensões.
Outra vantagem importante da hidroginástica, pode ser praticada por gestantes. Existem várias modalidades de hidroginástica, que são realizados em esteiras, bicicletas ergométricas e trampolim imersos na água. Recomenda-se que a hidroginástica seja praticada no mínimo, três vezes por semana durante 45 minutos.
Após um período inicial de 3 meses começa-se a perceber seus
benefícios.

Fonte :: J Strength Cond Res. 2004 Aug;18(3):508-12

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Perguntas e respostas sobre artrite e exercícios físicos

Pessoas com artrite deveriam praticar exercícios físicos?

Sim. Estudos têm mostrado que exercícios físicos ajudam pessoas com artrite de várias formas. Exercícios reduzem a dor e rigidez na articulação e aumenta a flexibilidade, força muscular, saúde do coração e resistência. Eles também ajudam na redução de peso e contribuem para uma sensação de bem-estar.

Como os exercícios se encaixam num plano de tratamento para pessoas com artrite?

Exercícios são uma parte do plano de tratamento amplo para a artrite. Planos de tratamento podem incluir descanso e relaxamento, dieta apropriada, medicação, e orientação sobre o melhor uso das articulações e modos de conservar energia (ou seja, não desperdiçar movimentos), assim como a utilização de métodos para aliviar a dor.

Que tipos de exercícios são mais adequados para alguém com artrite?

Três tipos de exercícios são os melhores para pessoas com artrite:

Exercícios de extensão de movimento (por exemplo dança) ajudam a manter a movimentação normal das articulações e aliviar a rigidez. Esse tipo de exercício ajuda a manter ou elevar a flexibilidade.

Exercícios de força (por exemplo musculação) ajudam a manter ou aumentar a força muscular. Músculos fortes ajudar a dar apoio e proteger as articulações afetadas pela artrite.

Exercícios aeróbicos ou de resistência (por exemplo andar de bicicleta) elevam o condicionamento cardiovascular, auxiliam no controle de peso e melhoram as funções gerais. O controle de peso pode ser importante para pessoas que têm artrite devido à pressão a mais do peso extra em várias articulações. Alguns estudos mostram que o exercício aeróbico pode reduzir a inflamação em algumas articulações.

Muitos clubes e centros comunitários oferecem programas de exercício para pessoas com limitações físicas.

Como uma pessoa com artrite pode começar um programa de exercícios?

Pessoas com artrite devem discutir as opções de exercícios com seu médico e outros profissionais da área da saúde. A maioria dos médicos recomenda atividade física a seus pacientes. Muitas pessoas com artrite começam com exercícios leves, de extensão de movimento e aeróbicos de baixo impacto. Indivíduos com artrite pode participar de vários, mas não todos, esportes e programas de exercícios. O médico saberá quais (se algum) esportes não devem ser praticados.

O médico pode ter sugestões sobre como começar e pode direcionar o paciente a um fisioterapeuta. É melhor encontrar um fisioterapeuta que tenha experiência em trabalhar com pessoas com artrite. O fisioterapeuta irá elaborar um programa apropriado de exercícios e ensinar os clientes sobre métodos para alívio da dor, mecânica corporal adequada (disposição do corpo para uma tarefa dada, como levantar uma caixa pesada), proteção das articulações e conservação de energia.

Preparando-se para o exercício:


Como começar?

Discuta o programa de exercícios com seu médico

Comece com a supervisão de um fisioterapeuta ou preparador físico qualificado.

Aplique calor nas articulações doloridas (opcional; muitas pessoas com artrite começam seus programas de exercícios dessa forma).

Faça alongamento e aquecimento com exercícios de amplitude de movimento.

Comece os exercícios de musculação devagar e com pesos leves (um peso de 0,5-1,0 kg pode fazer uma grande diferença).

Progrida devagar.

Use bolsa de gelo depois dos exercícios (opcional; muitas pessoas com artrite começam seus programas de exercícios dessa forma).

Adicione exercícios aeróbicos

Considere exercícios recreativos apropriados (depois de fazer exercícios de extensão de movimento, alongamentos e aeróbicos). Poucas lesões na articulação afetada pela artrite acontecem durante exercícios recreativos se estes forem precedidos de exercícios de extensão de movimento, alongamentos e aeróbicos que colocam seu corpo na melhor condição possível.

Pegue mais leve se as articulações ficarem doloridas, inflamadas ou com vermelhidão, e procure a causa com seu médico para eliminá-la.

Escolha o programa de exercícios que mais goste e faça dele um hábito.


Quais são alguns dos métodos para alívio de dor para pessoas com artrite?

Há métodos conhecidos para ajudar a para a dor por períodos curtos de tempo. Esse alívio temporário pode facilitar a prática de exercícios para pessoas com artrite. O médico ou fisioterapeuta pode sugerir um método que seja melhor para cada paciente. Os métodos abaixo têm funcionado para várias pessoas:

  • Calor úmido fornecido por toalhas molhadas, compressas quentes, banheira ou chuveiro pode ser utilizado em casa por 15-20 minutos três vezes por dia para aliviar os sintomas. Um profissional da saúde pode usar ondas curtas, microondas e ultra-som para levar calor mais profundamente às áreas da articulação não-inflamadas. O calor profundo é recomendado para pacientes com inflamação aguda nas articulações. Calor profundo geralmente é usado ao redor do ombro para relaxar tendões tensos antes dos exercícios de alongamento.
  • Frio suprido por bolsa de gelo ou vegetais congelados enrolados na toalha ajudam a interromper a dor e reduzir o inchaço quando usado por 10-15 minutos por vez. Geralmente é utilizado para inflamações agudas nas articulações. Pessoas que têm o fenômeno de Raynaud não devem usar esse método.
  • Hidroterapia pode diminuir a dor e rigidez. Exercícios em piscinas maiores podem ser mais fáceis porque a água tira algum peso das articulações doloridas. Alguns pacientes também podem encontrar alívio no calor e movimento fornecido pela piscina de hidromassagem.
  • Terapias de mobilização incluindo tração (puxão suave e contínuo), massagem e manipulações (uso das mãos para restaurar o movimento normal das juntas endurecidas). Quando realizados por um profissional treinado esses métodos podem ajudar a controlar a dor a elevar a mobilidade das articulações e flexibilidade dos músculos e tendões.
  • TENS (estimulação trans-cutânea elétrica dos nervos) e biofeedback são dois métodos adicionais que podem proporcionar algum alívio à dor, porém muitos pacientes acham que eles são muito caros e gastam muito tempo. Com TENS, um choque elétrico é transmitido por eletrodos colocados na superfície da pele. Os equipamentos TENS custam entre US$ 80-800. As unidades baratas são boas. Pacientes podem usá-los durante o dia e ligá-los ou desligá-los de acordo com a necessidade de controlar a dor.
  • Terapia de relaxamento também ajuda a reduzir a dor. Pacientes podem aprender a aliviar a tensão muscular para aliviar a dor. Fisioterapeutas devem ser capazes de ensinar técnicas de relaxamento. Spas e estações de férias as vezes têm cursos especiais de relaxamento
  • Acupuntura é um método tradicional chinês para alivio da dor. Um acupunturista com qualificação médica posiciona agulhas em certas partes do corpo. Pesquisadores acreditam que as agulhas estimulam os nervos sensoriais profundos que dizem ao seu cérebro para liberar analgésicos naturais (endorfinas). Acupressure é similar à acupuntura, mas pressão é aplicada nos pontos ao invés do uso de agulhas.


Com que freqüência pessoas com artrite devem praticar exercícios físicos?

Exercícios de extensão de movimento podem ser feitos pelo menos a cada dois dias

Exercícios de força podem ser realizados a cada dois dias a não ser que tenha dor severa ou inchaço nas articulações.

Exercícios aeróbicos devem ser feitos de 20 a 30 minutos três vezes por semana a menos que tenha dor severa ou inchaço nas articulações. De acordo com a American College of Rheumatology, rotinas de 20-30 minutos pode ser feitas em incrementos de 10 minutos no curso do dia.

Que tipo de exercício de força é melhor?

Isso varia dependendo da preferência pessoal, tipo de artrite envolvida e o quanto ativa é a inflamação. O fortalecimento muscular em pessoas com artrite pode ajudá-las a livrarem-se do fardo das articulações com dor. O treinamento de força pode ser feito com pequenos pesos soltos, equipamentos de musculação, isométricos, tiras elásticas e exercícios com resistência da água. O posicionamento correto é crítico porque se feitos incorretamente os exercícios de força podem causar estiramento muscular, mais dor e maior inchaço na articulação.


Há diferentes exercícios para pessoas com tipos diferentes de artrite?

Há vários tipos de artrite. Médicos experientes, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais podem recomendar exercícios que são particularmente úteis para um tipo específico de artrite. Médicos e terapeutas também conhecem exercícios específicos para a articulação dolorida em particular. Há vários exercícios que ultrapassam o limite para pessoas com um tipo particular de artrite ou quando as articulações estão inchadas e inflamadas. Pessoas com artrite devem discutir seus programas de exercícios com um médico. Os médicos que tratam pessoas com artrite incluem: reumatologistas, cirurgiões ortopedistas, clínicos gerais, médicos de família e especialistas em reabilitação.

Quando a quantidade de exercício é demais?

A maioria dos especialistas concordam que exercícios causam dor se durarem mais de 1 hora, são muito extenuantes. Pessoas com artrite devem ver com seus fisioterapeuta ou médico como ajustar o programa de exercícios quando notarem alguns dos seguintes sintomas de exercício extenuante:

Fadiga incomum ou persistente

Fraqueza elevada

Extensão de movimento diminuída

Aumento do inchaço na articulação

Dor contínua (dor que dura mais de 1 hora depois do exercício)

Alguém com artrite reumatóide deve continuar a exercitar-se depois de uma crise geral? E se for uma crise local de articulação?

É apropriado colocar as articulações suavemente em suas amplitudes totais de movimento uma vez por dia, com períodos de repouso, durante crises agudas sistemáticas ou crises locais. O Paciente pode conversar com seu médico sobre a qual a melhor quantidade de repouso durante crises gerais ou de um articulação.

Os pesquisadores estão estudando exercícios e artrite?

Pesquisadores estão examinando os efeitos dos exercícios e esportes na evolução de deficiências músculo-esqueléticas, incluindo artrite. Eles descobriram que pessoas que praticam a corrida em intensidade moderada tem risco baixo, se algum, de desenvolver osteoartrite. Entretanto, estudos mostram que pessoas que participam de esportes com impactos diretos de alta-intensidade nas articulações, como por exemplo o futebol, têm o risco de desenvolver a doença. Esportes envolvendo impacto repetitivo nas articulações e rotação (como basquete e futebol) também elevam o risco de osteoartrite. Diagnóstico precoce e tratamento efetivo de lesões esportivas e reabilitação completa devem diminuir o risco de osteoartrite decorrente dessas lesões.

Os pesquisadores também estão examinando os efeitos da força muscular na evolução da osteoartrite. Estudos mostraram, por exemplo, que o fortalecimento dos quadrícepes pode reduzir a dor no joelho e incapacidade relacionada à osteoartrite. Um estudo mostrou que o aumento relativamente pequeno na força (20-25%) pode resultar numa diminuição de 20-30% do risco de desenvolver osteoartrite no joelho. Outras pesquisas continuam a procurar e encontrar benefícios dos exercícios para pacientes com artrite reumatóide, lúpus eritematoso sistêmico, espondilite anquilosante e fibromialgia. Eles também estão estudando os benefícios dos exercícios a curto e longo prazo em pessoas mais velhas.

Pane no amortecedor

A artrite, longe de ser um mal da velhice,
está na mira de uma nova
geração
de medicamentos
Cristiane Segatto


Otávio Dias/ÉPOCA Maurilo Clareto/ÉPOCA


A BOA MALHAÇÃO
O engenheiro Adriano Costa ganhou músculos para combater a
artrite reumatóide, doença que impedia Roseli Gomes (acima) de amarrar os
sapatos

O primeiro sintoma pode ser uma pontada no joelho ou a fisgada que desce do quadril à panturrilha. Quem sofre de artrite, a degeneração das articulações que vem ganhando abrangência de epidemia, costuma atribuir os sinais iniciais aos excessos do futebol ou à vida sedentária. Afinal, dor nas juntas é indício de velhice, certo? Engano. O crescimento do diagnóstico de artrite em pessoas em idade produtiva levou a Organização Mundial de Saúde a deflagrar a Década do Osso e da Articulação, movimento internacional que pretende reduzir o mal até 2010. O arsenal de combate é composto de controle da obesidade, atividade física e novos remédios.
Calcula-se que mais da metade da população acima de 45 anos apresenta algum sinal de osteoartrite, a mais comum entre as mais de 100 formas da doença. Também conhecida como artrose, caracteriza-se pelo colapso da cartilagem que amortece o peso do corpo sobre as articulações. O problema é causado por múltiplos fatores, como flacidez muscular, tendões e ligamentos subutilizados e variações genéticas que levam algumas pessoas a ter cartilagens menos resistentes que outras. Mas está provado que os danos são provocados tanto pela escassez como pelo excesso de atividade física.
Não é à toa que jogadores de vôlei padecem de osteoartrite nos ombros e bailarinas passam maus bocados com dores nos tornozelos. O mesmo acontece com esportistas ocasionais, que abusam das aulas de step ou ginástica aeróbica nas academias. Todos esses fatores, agravados pelo aumento da obesidade, que sobrecarrega as articulações, explicam o avanço da doença.
'A prevalência da artrite na população mundial é espantosa e pode transformar o portador em excluído social ou dependente da família', diz Caio Moreira, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia. No caso da osteoartrite, prevenir é melhor que remediar. Os parcos recursos para enfrentá-la se resumem a remédios para aliviar a dor ou, em casos gravíssimos, implantação de próteses nas juntas destruídas.
O AVANÇO DA OSTEOARTRITE

A doença se caracteriza pelo colapso da cartilagem nas articulações, causado por sedentarismo ou excesso de atividade física
1. Cartilagem saudável
Feita de água, proteínas e açúcares, amortece o peso sobre o joelho
2. Cartilagem doente
Quando degradada, deixa de absorver o atrito entre os ossos e provoca dor

As estruturas envolvidas na evolução da moléstia

3. Músculos
Quando estão flácidos, elevam o estresse sobre o joelho
4. Inflamação
O sistema imunológico ataca a cartilagem degradada e produz um doloroso inchaço
5. Tendões e ligamentos
Se enfraquecidos, contribuem para o colapso da articulação
6. Ossos
Mudanças na estrutura óssea alteram as articulações e danificam a cartilagem


Infográfico de Erika Onodera sobre foto de Maurilo Clareto/ÉPOCA


A boa notícia é que uma nova geração de drogas enfrenta a artrite reumatóide, a inflamação nas articulações que atinge 1,6 milhão de brasileiros. A doença é crônica e hereditária (parentes de primeiro grau dos afetados correm risco 16 vezes maior de apresentar o problema), mas costuma ser disparada por infecção viral ou estresse emocional. Ela produz inchaço doloroso, rigidez articular e deformações posturais que podem levar o paciente à cadeira de rodas. A artrite reumatóide aflora até mesmo na infância, mas a maioria das vítimas tem entre 35 e 55 anos.
A professora de educação infantil Roseli Gomes Lopes, de 46 anos, sofre de artrite desde 1995. Tudo começou com uma dor aparentemente banal nos punhos, que depois se estendeu aos joelhos e aos pés. Roseli ficou impossibilitada de executar tarefas do dia-a-dia como dobrar roupas, pentear os cabelos ou amarrar o cadarço dos sapatos. Foi obrigada a desistir de ser mãe. 'Não podia levantar um copo, e hoje já faço supermercado sozinha', comemora.
Ela começa a recuperar a independência graças ao tratamento com um coquetel de remédios de uma classe de medicamentos que não traz a cura, mas interrompe os danos nas articulações. Eles combatem a proteína responsável pelo avanço da inflamação sobre as células sadias.
Um deles, o Remicade, do laboratório Schering-Plough, é o único disponível no Brasil. Mas outras drogas semelhantes vêm aí, como o Enbrel, do laboratório Wyeth, o Kineret, do Amgen (já lançado nos Estados Unidos), e a substância adalimumab, do Abbot, que deve ser aprovada pelas autoridades sanitárias americanas no início de 2003. Apesar de eficazes, esses lançamentos trazem certos inconvenientes. Devem ser injetados em ambulatório, custam cerca de R$ 5 mil por mês e terminam por deprimir o sistema imunológico, abrindo espaço para infecções.
As novas drogas são caras e causam importantes efeitos colaterais, mas devolvem qualidade de vida a pacientes que não melhoravam com os remédios convencionais', explica a reumatologista Evelin Goldenberg, professora de clínica médica da Universidade Federal de São Paulo.



Otávio Dias/ÉPOCA

ARSENAL
As novas drogas só devem ser utilizadas quando os recursos
tradicionais falham, diz a médica Evelin





O tratamento da artrite reumatóide não se resume aos medicamentos. Ele deve incluir ainda um bom programa de atividade física, com perda de peso para reduzir o estresse sobre joelhos e tornozelos, caminhadas que diminuem a sensação de fadiga, hidroginástica e musculação. Mais do que o estica-e-puxa das academias, o uso de pesos para fortalecer músculos, tendões e ligamentos virou um grande aliado da saúde das articulações.

Aos 42 anos, o engenheiro civil amazonense Adriano Bernardo Costa faz musculação com uma fisioterapeuta no próprio consultório da reumatologista. 'Melhorei muito', conta. 'Criei músculos e as dores passaram.' Além da malhação, Costa é tratado com medicamentos e sessões semanais de acupuntura para aliviar a tensão.
Acompanhamento psicológico também é fundamental. Os médicos observam que a artrite reumatóide aparece preferencialmente entre os perfeccionistas. Quem não admite falhar ou se sente na obrigação de ser o esteio da família prepara o terreno para que a doença hereditária surja.

Por incrível que pareça, aprender a lidar com as contrariedades é a primeira receita para combater a moléstia. 'Muitos pacientes não melhoram da artrite porque o salário está estacionado ou o casamento vai mal', diz o reumatologista Caio Moreira. A depressão, muito comum nesses casos, precisa ser combatida com medicamentos e terapia para barrar o círculo vicioso que alimenta o colapso das articulações.

Reforço estrutural
Como um novo remédio está vencendo a osteoporose
Um medicamento considerado revolucionário no tratamento da osteoporose, doença que afeta uma em cada três mulheres após a menopausa, foi aprovado há duas semanas pelas autoridades sanitárias americanas. Batizada de Fortéo, a nova droga induz o crescimento dos ossos. Até então, os melhores remédios disponíveis apenas conseguiam deter a perda de massa óssea. 'Pela primeira vez, será possível reverter a degeneração', aposta o reumatologista Sebastião Radominski, da Universidade Federal do Paraná.

ANTES DEPOIS

As falhas de um osso com osteoporose são reveladas pela imagem de tomografia computadorizada Após o tratamento, os filamentos internos do osso crescem e ganham espessura outra vez
O inconveniente do Fortéo é a forma de administração. O paciente toma uma injeção diariamente durante todo o tratamento, que dura de 18 a 24 meses. O aplicador é uma caneta-seringa semelhante à usada pelos diabéticos. O produto deverá chegar ao mercado americano antes de março e, no Brasil, até o fim de 2003. Avaliações iniciais mostraram que usuárias do Fortéo ganharam até 14,6% de massa óssea. 'Novos estudos poderão dizer se é possível recompor mais osso em tratamentos mais longos', diz Oswaldo Braco, pesquisador da Eli Lilly, empresa que desenvolveu o produto. Estudos organizados por 24 centros de pesquisa com 2.800 americanas indicaram que a droga reduziu em 65% os riscos de fraturas na coluna e em 53% nas outras partes do corpo. 'É a garantia de que o remédio pode melhorar a vida dos pacientes', diz Radominski.

Alexandre Mansur

Artrite

A artrite é a inflamação das articulações, em sentido amplo: é conjunto de sintomas e sinais resultantes de lesões articulares produzidas por diversos motivos e causas. É comum o termo artrite ser erroneamente utilizado como sinônimo de reumatismo (que é uma doença imunologicamente mediada), diferentemente da artrite que é uma reação inflamatória inespecífica e multicausal.


Classificação
As artrites podem ser classificadas em:

Artrite degenerativa
Artrite gotosa (também chamada de gota)
Artrite piogênica aguda
Artrite psoriática
Artrite reumatóide

Artrite degenerativa
Doença crônica caracterizada por degeneração da cartilagem articular, hipertrofia óssea, dor ao movimentar-se. Acomete preferencialmente joelhos, as articulações coxofemorais e a coluna espinhal.


Artrite gotosa
É uma doença causada por reação inflamatória a microcristais minerais de urato. Apresenta maior incidência no sexo masculino devido a fatores culturais e, na mulher, é mais frequente após a menopausa. Acomete principalmente o hálux (dedo do pé), dorso do pé, tornozelos, joelhos e cotovelos, deixando a região quente, dolorosa e hiperemiada (vermelhidão). Pode haver febre e, normalmente, há limitação dos movimentos devido a dor. O ácido úrico está elevado em 85% dos casos.


Artrite piogênica aguda
Com o aparecimento dos antibióticos, a incidência, evolução e o prognóstico das artrites piogênicas agudas se modificaram positivamente. As articulações mais afetadas são as coxofemorais, os joelhos, ombros e, menos freqüentemente, tornozelos, cotovelos, articulações sacrilíacas e os punhos.


Artrite psoriática
A psoríase é uma doença de pele, de causa desconhecida, caracterizada por erupção eritêmato-escamosa. Podendo também apresentar quadro articular grave.


Artrite reumatóide
A artrite reumatóide (AR) é uma entidade auto-imune sistêmica com notória predileção pelas articulações periféricas. É a mais comum das doenças reumáticas inflamatórias. Dadas as potenciais morbidades articulares inerentes à doença, seu impacto sócio-econômico é considerável, atingindo de 0,5% a 1% da população mundial

Jogos eletrônicos, bons ou maus?

O Natal está chegando e, como sempre, os jogos eletrônicos ou games são os
campeões dos pedidos feitos a Papai Noel pela maioria das crianças... e também
por muitos jovens e até adultos. Diante de tamanha solicitação, muitos pais se
perguntam se esse é o presente mais adequado para seus filhos, se é educativo,
se promove a interação etc. Existe, pois, certa desconfiança em relação a esses
produtos, mas, segundo vários especialistas, eles não são maléficos em si, desde
que utilizados com moderação.


Fonte: EducaRede Espanha
Tradução: Airton Dantas



Adaptação: Equipe EducaRede Brasil

Há vários anos esses jogos ocupam grande parte do tempo livre de crianças e adolescentes, e sua demanda é cada vez maior. Os pais podem achar surpreendente que uma criança de 6 anos domine essa tecnologia, mas na maioria das famílias com menores de 14 anos em casa há um desses games, cada vez mais atraentes e acessíveis.
Os jogos eletrônicos tiveram um enorme avanço, sobretudo em termos de qualidade visual, mas também em relação a aspectos pedagógicos. Atualmente, muitos centros educativos os utilizam para ensinar certas disciplinas e educar para a cidadania. Na província de Kyoto, no Japão, por exemplo, o videogame portátil Nintendo foi adotado nas aulas de inglês nas classes do segundo ano do ensino médio das escolas públicas. Testes feitos em 2007, mostraram um progresso de cerca de 40% no vocabulário da língua inglesa entre os alunos. Em entrevista, a coordenadora do projeto, Hideo Kageyama, afirmou que o videogame, “ao deixar o cérebro mais confortável, aumenta a concentração e melhora o aprendizado”.

Embora resultados como o apresentado sejam cada vez mais comuns, a inquietação provocada pelos videogames freqüentemente é motivada pelo desconhecimento de seus benefícios e/ou malefícios.

De um lado, há quem afirme que esse tipo de entretenimento pode provocar isolamento social. Assim, os pais devem ficar atentos e observar se o estado de alienação dos filhos, enquanto jogam, chega ao ponto de não quererem fazer mais nada, mesmo quando lhes propõem outras atividades atraentes. Essas vozes contrárias também alertam sobre os malefícios dos jogos à saúde. Nesse sentido, advertem sobre o risco de os jogos eletrônicos provocarem ataques epilépticos. Em resposta, os fabricantes passaram a informar no interior do produto que quem sofre de epilepsia deve consultar o médico antes de jogar.

De outro lado, os que são favoráveis a esse tipo de diversão assinalam as maravilhas de seu uso, principalmente em relação a seus aspectos educativos e de superação e aquisição de habilidades manuais. Um estudo apresentado durante a Convenção Anual da Sociedade Americana de Psicologia, em agoto deste ano, na cidade de Boston, nos EUA, mostrou que os games podem, entre outras coisas, aprimorar a habilidade de médicos em suas cirurgias. A pesquisa, que reuniu 300 cirurgiões para avaliar suas habilidades manuais em tarefas exigidas durante operações médicas, mostrou que os profissionais que jogaram videogames que trabalham com noções espaciais e destreza manual, foram mais rápidos nas tarefas propostas do que os profissionais que não tiveram contato com os games. Para Douglas Gentile, psicólogo da Universidade Estadual de Iowa, a influência dos games deve ser analisada sob vários aspectos. “Os efeitos podem se manisfestar de várias maneiras, desde quanto se joga, o conteúdo em questão, os elementos que exigem sua tenção na tela e os mecanismos de comando. Isso não significa que os jogos são 'bons' ou 'maus', mas são ferramentas educacionais poderosas e estimulam muitos efeitos que não esperávamos que pudessem estimular”, afirmou o pesquisador.




O vício em jogos eletrônicos

Um dos efeitos negativos que mais preocupam pais e educadores é a dependência que esse tipo de entretenimento pode causar em crianças e adolescentes. Segundo um estudo realizado por pesquisadores alemães, esses produtos atuam sobre o cérebro da mesma maneira que outras substâncias viciantes. Se submetem o cérebro continuamente a certos estímulos que causam a liberação de quantidades crescentes de dopamina – um neurotransmissor que proporciona a sensação de satisfação e prazer –, os jogadores acabam criando “uma memória da dependência”, que tem efeito sobre a atividade cerebral.

Muitos partidários desses jogos negam que eles gerem dependência. Para o fundador da única clínica da Europa dedicada ao problema, Keith Bakker, do Centro Smith & Jones, em Amsterdã, na Holanda, “cerca de 90% dos jovens que procuram tratamento por se considerarem jogadores compulsivos de videogame não são viciados”. Em entrevista à BBC, Bakker, que já tratou centenas de jovens, afirmou que “embora quando cheguem à clínica muitos dos garotos apresentem sintomas parecidos com os de outros tipos de vício ou dependência química, percebemos que quanto mais lidamos com eles, menos podemos chamar o problema de vício”. Segundo o pesquisador, os vícios múltiplos afetam apenas 10% dos jogadores compulsivos.

A intervenção dos pais e dos professores, de acordo com Bakker, é o único caminho para quebrar o círculo vicioso para os mais jovens. “Isso às vezes significa tirar a criança do computador por um tempo até ela se dar conta de seus hábitos e começar a ver que existem outras opções na vida”, afirma o fundador da clínica, que adotou novos métodos de tratamento em seu programa de reabilitação, priorizando atividades que desenvolvam habilidades sociais e de comunicação para ajudar seus pacientes a reintegrar-se à sociedade.

Não devemos esquecer também que o abuso dos games está freqüentemente associado a hábitos de vida familiar que dificultam conciliar educação dos filhos com vida profissional e outras atividades. Por isso, os pais não devem permitir que crianças e, sobretudo, os jovens utilizem os jogos eletrônicos ou a TV para preencher esse vazio, pois eles podem gerar dependência.



Conteúdos dos games: educativos ou perigosos?

As recomendações dos fabricantes em relação à idade a que se destinam seus jogos podem até dar uma orientação aos pais, mas nem sempre são adequadas. Os jogos eletrônicos são como livros, filmes e música. Existem para todas as idades e com todos os tipos de conteúdo: ação, esportes, aventura, simulações e construções, estratégia, quebra-cabeça, cartas, lógica, perguntas. Nesse sentido, da mesma forma que devem supervisionar a programação a que os filhos assistem na TV, os pais devem controlar os conteúdos a que as crianças têm acesso em um game, sem se esquecerem, contudo, de manter uma postura de negociação e não de imposição.

Inúmeros estudos declaram haver relação entre games violentos e a conduta agressiva, e outros problemas relacionados a ela, dos jogadores. No entanto, cabe a pergunta: são esses jogos que geram violência ou o contexto sociocultural violento no qual a criança vive é que influencia seu prazer pelos jogos violentos? Segundo o professor Claudemir Edson Viana, doutor em ciências da comunicação pela ECA/USP, autor da tese O lúdico e a aprendizagem na cibercultura: jogos digitais e Internet no cotidiano infantil (2005), feita a partir da análise de um grupo de 30 crianças entre 8 e 10 anos de idade, “a relação é dialética entre os produtos culturais, seus usuários e seus contextos socioculturais”.

De acordo com Viana ignora-se ainda neste contexto o fato da violência ser parte da psiquê humana. “A violência também vem de dentro pra fora, é um processo mental de todo ser-humano. Em torno dos três anos de idade, período no qual a criança não depende tanto da mãe, ela percebe que precisa aprender a lidar com os “perigos” da vida. Instintivamente ela usa de violência para se “defender”. Com o passar dos anos, por meio de brincadeiras, nas quais desafia e é desafiado, como pega-pega, ela aprende a lidar com o instinto violento para com o outro e a recepção do instinto violento do outro para com ela”, explica.

O essencial é ter clareza dos aspectos positivos e negativos dos jogos eletrônicos e, com base nisso, controlar seus conteúdos. Quanto aos aspectos positivos dos jogos eletrônicos, cabe destacar:



  • Ensinam os jogadores a tomar decisões e a agir e, com isso, o mais importante:
    eles vêem seus esforços recompensados.

  • Ajudam a adquirir conhecimentos
    (linguagens específicas, símbolos, técnicas etc.).

  • Proporcionam a
    sensação de destreza e plenitude, que conduz ao aumento da auto-estima e ao
    reconhecimento social perante os amigos.

  • Permitem exercitar a
    imaginação, sem limites espaciais ou temporais.

  • Desenvolvem a
    coordenação visomotora, ensinam habilidades psicomotoras e ajudam a “aprender a
    aprender”.


Já quanto aos aspectos negativos, ressalta-se:



  • Podem fazer com que os jogadores lhes dediquem tempo excessivo, abandonando outras tarefas.

  • Algumas pessoas com sintomas de fobia social utilizam esse tipo de entretenimento como refúgio.

LER/Computador em crianças

As crianças pré-escolares, manuseando teclas, fascinadas por sons e cores, sentem-se livres e brincam em frentes aos computadores. A criança também exercita a investigação, estimulando o gosto pela pesquisa, ajudando o seu desenvolvimento intelectual no que se refere às dimensões psicomotoras, cognitiva e afetivas. Os vídeo games e computadores têm seus pontos negativos, ressaltando o interesse exagerado pela máquina, passando as crianças e adolescentes, às vezes horas, entretidos em jogos e na Internet.
Vários problemas têm sido associados ao uso de computadores e vídeo games em crianças e adolescentes, como diminuição da atividade física e prática de esportes, obesidade, dor torácica, dor abdominal, fadiga, anorexia, ansiedade, cefaléia, comportamentos agressivos, convulsões por foto-estimulação e particularmente as dores músculo-esqueléticas localizadas ou difusas. Várias denominações têm sido utilizadas na literatura, com relação as dores e lesões músculo-esqueléticas associadas aos computadores.
Nos pacientes adultos e adolescentes, em regime de trabalho, utilizam-se alguns termos como tenossinovites dos digitadores ou L.E.R. (lesões de esforços de repetição); ou D.O.R.T. (distúrbio ósteo-muscular relacionado ao trabalho), que é atualmente o recomendado pela O.M.S. (Organização Mundial de Saúde).
A. Burke e colaboradores, da Universidade de Francisco, entrevistaram 212 crianças, e seus pais do primeiro ciclo, sobre o uso do computador e do uso dos monitor dos vídeo games para saber de sua queixas clínicas. Cerca de 30% tinham dores no punho, e 15% dores na coluna vertebral, quase diárias, com essas atividades. Na entrevista 46% dos pais afirmaram, que era muito difícil tirar as crianças dos computadores, e dos vídeo games, 35% dos pais disseram que depois que ganharam esses jogos diminuiu as atividades esportivas e os lazeres fora de casa.


Fonte :: Public Health Rep. 2002 Jul-Aug;117(4):350-7






Lesões ligamentares do joelho

As lesões ligamentares do joelho são comuns em indivíduos que praticam esportes, sendo a lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) a mais freqüente nos esportes de contato.

A ruptura desse ligamento provoca uma frouxidão articular, principalmente nos movimentos rotacionais e causa, freqüentemente, incapacidade para a prática esportiva e desgaste articular. A reconstrução ligamentar tem como objetivo reconstituir o ligamento lesado, por meio da sua substituição por uma estrutura que assemelha-se ao tecido ligamentar, de forma que esse tecido seja funcionalmente eficaz.
Os resultados pós-cirúrgicos são avaliados quanto ao grau de frouxidão ligamentar residual, ao nível funcional, à alteração da acuidade proprioceptiva( sentir o joelho), à satisfação do paciente e quanto à presença de algumas complicações como a dor, o derrame articular, a limitação do movimento articular e a hipotrofia dos músculos da coxa, principalmente o músculo quadríceps( músculo da coxa). Em decorrência dessas avaliações, alguns autores, consideraram a reconstrução do ligamento como o fator primordial para a estabilidade articular e para o retorno à atividade física.
Considerando, ainda, a presença de frouxidão ligamentar residual após a reconstrução do LCA, existe estudos que demonstraram uma ausência de associação do nível funcional dos pacientes avaliados com sinais clínicos objetivos, tais como o teste de Lachman e o teste de pivot shift positivos; e com sinais clínicos subjetivos, tais como a presença de dor, da queixa funcional e da queixa de instabilidade. Esses autores concluíram que não existe relação direta entre nível funcional e grau de frouxidão ligamentar.
A hipotrofia do músculo quadríceps é outro fenômeno, freqüentemente, observado nos pacientes em pós-operatório de reconstrução do LCA. Alguns autores demonstraram, através dos estudos que incluíam a mensuração da força do músculo quadríceps, que o déficit encontrado entre membros pode ser observado até dois anos após a cirurgia. No entanto, esse déficit de força parece não ter relação com outras variáveis, como o nível funcional e a frouxidão ligamentar residual, demonstrando uma ausência de evidências que comprove a dependência direta da resposta muscular em decorrência da estrutura ligamentar.
Dessa forma, uma vez que o objetivo final da reconstrução ligamentar é o retorno à atividade física, no mesmo nível pré-lesão, avaliar fatores neuromusculares e mecânicos pode ajudar a esclarecer como eles influenciam e/ ou determinam a estabilidade articular. Além disso, o entendimento desses mecanismos pode contribuir para elucidar a razão pela qual indivíduos mesmo após a reconstrução não
conseguem retornar à atividade física e ao mesmo nível funcional. I.Eitzen e colaboradores ortopedistas da Universidade Ullevaal da Noruega estudam 73 indivíduos com ruptura total unilateral do LCA agendada para cirurgia LCA com enxerto autólogo foram incluídos no estudo.Os autores queriam identificar as variáveis independentes que podem predizer se função do joelho vai voltar ao estado da pré lesão A função foi avaliada pelo teste Cincinnati Knee Score de pontuação dois anos após a cirurgia do LCA. A força muscular do quadríceps , lesões meniscais e Short-Form-36 Bodily Pain sub score corporal (teste que avalia o estado emocional do paciente em relação a dor) foram identificados como preditores significativos para a função do joelho. Indivíduos que já tem no pré-operatório, déficit das forças do quadricipital acima de 20% também tinham significativamente maiores déficit de resistência dois anos após a cirurgia.

veja www.intramed.uol.com.br

Fonte :: Br J Sports Med. 2009 Mar 17

Cabo de Guerra

Cabo de guerra, também conhecido por jogos da corda, é uma atividade esportiva que envolve força, onde duas equipes disputam entre si um teste da mesma.

Brincadeira de cabo de guerra.


Segundo as regras internacionais cada equipe deve ser composta de oito integrantes. Os competidores ficam dispostos em linha reta, seguidos ao longo do cabo, de aproximadamente 10 cm de diâmetro. Entre os dois grupos existe uma linha central. O cabo é marcado em seu ponto central e em dois outros pontos distantes quatro metros de seu centro. A disputa é iniciada pelos dois times com a marca central do cabo coincidindo com a linha central.

O objetivo do jogo é puxar o grupo oponente, fazendo com que ele cruze a linha central com sua marca de quatro metros do cabo. Outra forma de vencer a disputa é conseguir fazer o oponente cometer uma falta. O esporte foi incluído nos Jogos Olímpicos de 1900 a 1920.

No ano de 1900, em Paris, principiou como modalidade olímpica nos Jogos Olímpicos de Verão. Apenas duas equipes participaram da disputa, a vencedora elegeu-se campeã. A equipe sueco-dinamarquesa obteve vitória sobre as duas primeiras disputas, conquistando a medalha de ouro.

Por Patrícia Lopes

Biomecânica da Corrida



O mais importante para um corredor é o fortalecimento do aparelho locomotor, tais como ossos, músculos e articulações, pois 50% a 70% dos corredores apresentam algum tipo de lesão.
Essas lesões não estão na corrida ou na forma de correr e sim na carga de treinamento, volume e intensidade. As lesões como decorrência das atividades físicas de longa distância estão diretamente relacionadas à somatória das cargas de treinamento, danificando, assim, o tecido biológico.

Algumas variáveis do treino podem causar lesão. Por exemplo, nos sprints finais, o aluno já está com fadiga muscular e caso tenha que dar o máximo do aparelho locomotor nesse momento, o índice de se lesionar aumenta, pois aumenta em 40% o impacto sobre as articulações.

Outro aspecto relevante, que poucos dão importância, é o aumento do ciclo semanal, ou seja, com apenas 10% semana, aumenta o índice de lesão, portanto o incremento deve ser lento e gradativo por semana, isso é uma coisa “boba”, porém definitiva. Os maiores índices de lesões constatados em estudos, são na transição da caminhada para a corrida, ou seja, a pessoa que nunca correu e começa uma atividade aeróbia com objetivo de correr, tem boa probabilidade de se lesionar ao passar da fase caminhada para a corrida.
A geometria da colocação do pé influencia muito na corrida, o ideal é pisar calcanhar, meio e ponta do pé, assim, há uma preservação do aparelho locomotor com menor gasto energético. Entretanto, quando se pisa meio e ponta do pé, diminui o impacto e aumenta a velocidade, mas o gasto energético é muito grande e no outro dia o indivíduo sentirá muitas dores nos músculos tibial e panturrilha.

Calçados


Hoje em dia se dá muita importância aos calçados, as empresas agradecem, pois fala-se muito que devemos trocar de calçado em média a cada 6 meses de treino. Pois bem, foi feito um estudo com um par de tênis com uso superior a 5 anos e outro novo, com uso de até 6 meses e constatou-se que a absorção de impacto entre ambos era praticamente a mesma para a mesma velocidade. Portanto, do ponto de vista da biomecânica, os calçados são apenas coadjuvantes para os corredores e não o ator principal.

Esteira x Rua

Não há uma diferença biomecânica significativa entre correr na esteira e na rua, o que há é uma diferença fisiológica. Quando se corre na rua sempre há o fator ambiente (frio, calor, chuva, vento, terreno, etc.) que influenciará na performance do indivíduo. Entretanto, há algumas esteiras que têm um sistema de amortecimento de impacto, o que pode ser bom para treinos longos.

Prof. Fabrício Artesi

Correr na rua requer cuidados com ritmo do treino, tênis e vestimenta

Para muitas pessoas, deixar a segurança da esteira para ganhar as ruas parece um passo gigantesco; nessa transição, aproveite as primeiras horas da manhã ou o finzinho da tarde.


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A primeira providência ao trocar a corrida indoor pela corrida ao ar livre é encontrar uma área segura perto de sua casa ou academia e dividir os treinos entre a esteira e uma calçada ou rua próximas. Corra por 5 a 10 minutos na esteira, ande e corra do lado de fora por 5 minutos e volte para a esteira. Repita esse ciclo duas ou três vezes. Comece fazendo 2 a 3 minutos do lado de fora, e aumente o tempo gradualmente.

Use um tênis adequado
Use um tênis de corrida confortável e que não esteja gasto. Vá a uma loja especializada em corrida, onde alguém poderá avaliar a forma como você pisa e ajudá-lo a encontrar um modelo adequado. Tênis gastos, desconfor­táveis ou feitos para outras atividades podem causar lesões.

Ande mais vezes
Enquanto se adapta ao novo ambiente, faça mais pausas para caminhar que as feitas durante o treino na esteira. Se está acostumado a parar e andar a cada 3 minutos, por exemplo, faça o mesmo a cada 1 minuto de corrida.

Vista a roupa certa
É importante usar as roupas certas para ambientes externos. Grande parte das roupas de corrida pode absorver e retirar suor da sua pele, mantendo você aquecido em um clima mais frio e refrescado no verão. As roupas adequadas podem fazer a diferença.

Regras da rua

Percurso tranqüilo
Explore ruas seguras do bairro para não ter que se preocupar com carros.

Encare o tráfego
Nunca corra na mesma direção que os carros. Vá pelo acostamento e no contrafluxo. Os carros não irão necessaria­mente vê-lo ou desviar de você.

Identifique-se
Leve RG, endereço e informações para contatos de emergência. Se possível.


Fonte: Runners
Edição: F.C.
03.12.2008

Siga nosso roteiro e ganhe motivação para malhar

Com estes truques, a preguiça vai passar longe de você



Levando em conta todos os benefícios da prática de exercícios físicos, você decidiu abandonar o sedentarismo. Mas a decisão de suar a camisa não foi suficiente para te transformar em fã número um de esportes. Para incentivar você a persistir na missão e não abandonar os treinos logo após as primeiras semanas de prática, o Minha Vida contou com um time de especialistas das mais renomadas academias de São Paulo. Além das dicas, os profissionais ressaltaram quais armadilhas podem desestimular quem está começando. Aprenda a usar as armas a seu favor e espante de vez a preguiça que insiste em te rodear.
Foque nos motivos do pontapé inicial
Em muitos casos, o que leva pessoas resistentes aos exercícios passarem a praticá-los é a preocupação com a saúde. Quando notam que já estão sofrendo com alguns prejuízos, elas procuram algum tipo de atividade física , afirma o coordenador de ginástica da Bio Ritmo, Saturno de Souza. Ele conta que é comum receber alunos que perderam o fôlego ao brincar com os filhos ou que já não têm mais o mesmo pique na hora de bater uma bola com os amigos.
Ter os motivos que te levaram a se exercitar sempre em mente é uma das dicas de motivação dada pelo coordenador da Bio Ritmo. Ele lembra que as atividades físicas funcionam como um regulador do sistema corpóreo, já que equilibram todo o corpo. Manter a conclusão de que os exercícios são fundamentais para o bom funcionamento do corpo em primeiro plano serve como motivação , completa.

Escolha modalidades que te agradem
Saturno aconselha os iniciantes nos esportes a praticar atividades de curta duração. Uma caminhada de 30 minutos ou um treino com a mesma duração, praticados três vezes por semana, são suficientes para sentir resultados no corpo , garante.

O coordenador de ginástica conta que se exigir demais logo no começo da prática pode ter efeito contrário. Segundo ele, o ideal é aumentar a intensidade e o tempo dos exercícios aos poucos, conforme as melhoras forem aparecendo.
Além de não exagerar na dose, é fundamental encontrar uma atividade que te agrade. Se você não gosta de caminhar, vai ser mais difícil dar continuidade ao projeto. Opte pelas pedaladas, por exemplo. Para quem não gosta de se exercitar sozinho, em vez das séries de musculação, pode escolher aulas de exercícios localizados e interagir com outros alunos , indica Saturno.

Descobrir a modalidade mais indicada para você é fácil, segundo a professora da Competition, Marcela Braghin. Ela aconselha os iniciantes a se aventurar por diversos tipos de aula para saber escolher a que mais agrada. Leve em conta também algumas características da sua personalidade. Se você é muito agitado, por exemplo, certamente vai se adaptar bem às aulas em grupo, acompanhadas de música .

A dica é confirmada pela cantora Marina Elali. Como gosta de dançar desde criança, não teve dúvidas na hora de escolher uma atividade física. Mesmo com as viagens para realizar os shows, ela conta que não deixa de se exercitar. O segredo para tanta motivação? Ela revela: a dança me faz bem, me sinto mais feliz e disposta. É um processo natural, cada dia me sinto mais disposta .

O coordenador de ginástica Saturno alerta que praticar as modalidades feitas por seus amigos pode se transformar em armadilha. Quando os gostos não são parecidos, a companhia não vai adiantar muita coisa. Procure por um tipo de exercício que realmente te agrade , insiste. Não radicalize na dieta
Da mesma forma que exagerar nos exercícios não é recomendado, seguir um cardápio muito restrito é mais um atalho para cair no desânimo. Saturno lembra que a alimentação está diretamente ligada à prática de exercícios. Fazendo dietas radicais, você se sente mais fraco, a energia diminui e o cansaço surge mais facilmente , cita Saturno. Ainda de acordo com o especialista no assunto, quando as alterações na alimentação são necessárias, elas também devem ser feitas aos poucos, sem que o corpo passe por efeitos bruscos em uma fase que está se adaptando aos exercícios.

Veteranos também correm perigo
Mesmo quando você já não se enquadra mais na categoria de iniciantes das atividades físicas, não dá para bobear. A rotina dos treinos é um exemplo típico de fator desestimulante. A dica de Saturno para driblar o inconveniente é aproveitar todas as possibilidades oferecidas pelas academias. A variedade das aulas é grande atualmente. E até mesmo os treinos de musculação podem ser dinâmicos. Você pode trabalhar determinados grupos musculares em um dia e outros, no dia seguinte , exemplifica. Além de quebrar a rotina, a professora da Competition garante que alternar os tipos de exercícios é uma medida eficaz contra a fadiga.

A consultora de atividade física do portal Minha Vida, Valéria Alvim, ressalta que mudanças nos treinos, com realização de novas séries e diferentes intensidades, por exemplo, são fundamentais para que a acomodação não se instale e os benefícios dos exercícios sejam constantes. É por este motivo que se submeter a uma avaliação física a cada seis meses é necessário. Baseado na avaliação, novos objetivos são traçados e novos estímulos são dados ao corpo, respeitando os limites individuais do aluno , completa.

Para não deixar o desânimo te pegar de surpresa, fique atento também aos locais onde você treina. O coordenador da Bio Ritmo conta que a academia ou o parque freqüentado precisam fazer parte do seu roteiro, seja no caminho do trabalho ou perto de casa. É comum vermos alunos que mudaram de emprego e se exercitam perto do escritório antigo, abandonarem as atividades , constata Saturno.