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O mais importante para um corredor é o fortalecimento do aparelho locomotor, tais como ossos, músculos e articulações, pois 50% a 70% dos corredores apresentam algum tipo de lesão.
Essas lesões não estão na corrida ou na forma de correr e sim na carga de treinamento, volume e intensidade. As lesões como decorrência das atividades físicas de longa distância estão diretamente relacionadas à somatória das cargas de treinamento, danificando, assim, o tecido biológico.
Algumas variáveis do treino podem causar lesão. Por exemplo, nos sprints finais, o aluno já está com fadiga muscular e caso tenha que dar o máximo do aparelho locomotor nesse momento, o índice de se lesionar aumenta, pois aumenta em 40% o impacto sobre as articulações.
Outro aspecto relevante, que poucos dão importância, é o aumento do ciclo semanal, ou seja, com apenas 10% semana, aumenta o índice de lesão, portanto o incremento deve ser lento e gradativo por semana, isso é uma coisa “boba”, porém definitiva. Os maiores índices de lesões constatados em estudos, são na transição da caminhada para a corrida, ou seja, a pessoa que nunca correu e começa uma atividade aeróbia com objetivo de correr, tem boa probabilidade de se lesionar ao passar da fase caminhada para a corrida.
A geometria da colocação do pé influencia muito na corrida, o ideal é pisar calcanhar, meio e ponta do pé, assim, há uma preservação do aparelho locomotor com menor gasto energético. Entretanto, quando se pisa meio e ponta do pé, diminui o impacto e aumenta a velocidade, mas o gasto energético é muito grande e no outro dia o indivíduo sentirá muitas dores nos músculos tibial e panturrilha.
Calçados
Hoje em dia se dá muita importância aos calçados, as empresas agradecem, pois fala-se muito que devemos trocar de calçado em média a cada 6 meses de treino. Pois bem, foi feito um estudo com um par de tênis com uso superior a 5 anos e outro novo, com uso de até 6 meses e constatou-se que a absorção de impacto entre ambos era praticamente a mesma para a mesma velocidade. Portanto, do ponto de vista da biomecânica, os calçados são apenas coadjuvantes para os corredores e não o ator principal.
Esteira x Rua
Não há uma diferença biomecânica significativa entre correr na esteira e na rua, o que há é uma diferença fisiológica. Quando se corre na rua sempre há o fator ambiente (frio, calor, chuva, vento, terreno, etc.) que influenciará na performance do indivíduo. Entretanto, há algumas esteiras que têm um sistema de amortecimento de impacto, o que pode ser bom para treinos longos.
Prof. Fabrício Artesi
Essas lesões não estão na corrida ou na forma de correr e sim na carga de treinamento, volume e intensidade. As lesões como decorrência das atividades físicas de longa distância estão diretamente relacionadas à somatória das cargas de treinamento, danificando, assim, o tecido biológico.
Algumas variáveis do treino podem causar lesão. Por exemplo, nos sprints finais, o aluno já está com fadiga muscular e caso tenha que dar o máximo do aparelho locomotor nesse momento, o índice de se lesionar aumenta, pois aumenta em 40% o impacto sobre as articulações.
Outro aspecto relevante, que poucos dão importância, é o aumento do ciclo semanal, ou seja, com apenas 10% semana, aumenta o índice de lesão, portanto o incremento deve ser lento e gradativo por semana, isso é uma coisa “boba”, porém definitiva. Os maiores índices de lesões constatados em estudos, são na transição da caminhada para a corrida, ou seja, a pessoa que nunca correu e começa uma atividade aeróbia com objetivo de correr, tem boa probabilidade de se lesionar ao passar da fase caminhada para a corrida.
A geometria da colocação do pé influencia muito na corrida, o ideal é pisar calcanhar, meio e ponta do pé, assim, há uma preservação do aparelho locomotor com menor gasto energético. Entretanto, quando se pisa meio e ponta do pé, diminui o impacto e aumenta a velocidade, mas o gasto energético é muito grande e no outro dia o indivíduo sentirá muitas dores nos músculos tibial e panturrilha.
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Calçados
Hoje em dia se dá muita importância aos calçados, as empresas agradecem, pois fala-se muito que devemos trocar de calçado em média a cada 6 meses de treino. Pois bem, foi feito um estudo com um par de tênis com uso superior a 5 anos e outro novo, com uso de até 6 meses e constatou-se que a absorção de impacto entre ambos era praticamente a mesma para a mesma velocidade. Portanto, do ponto de vista da biomecânica, os calçados são apenas coadjuvantes para os corredores e não o ator principal.
Esteira x Rua
Não há uma diferença biomecânica significativa entre correr na esteira e na rua, o que há é uma diferença fisiológica. Quando se corre na rua sempre há o fator ambiente (frio, calor, chuva, vento, terreno, etc.) que influenciará na performance do indivíduo. Entretanto, há algumas esteiras que têm um sistema de amortecimento de impacto, o que pode ser bom para treinos longos.
Prof. Fabrício Artesi
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