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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Infográfico: entenda a contusão que pode tirar Elano da Copa do Mundo

Meia da seleção brasileira tem inflamação num osso
do pé direito e não há previsão de retorno. Ele está fora do jogo contra a
Holanda, nesta sexta
Por GLOBOESPORTE.COM
Rio de Janeiro


Uma entrada criminosa, e a continuidade na Copa do Mundo em risco. Depois de ficar fora dos jogos contra Portugal e Chile, Elano está vetado para o duelo entre Brasil e Holanda, nesta sexta-feira, pelas quartas de final da Copa do Mundo. É a consequência da contusão sofrida contra a Costa do Marfim, no último dia 20, na segunda partida da fase de grupos. O camisa 7 foi atingido violentamente por Tioté e não jogou mais (assista ao vídeo ao lado). O problema no tornozelo direito é mais sério do que todos imaginavam, e até mesmo o seu aproveitamento no restante do Mundial, caso a seleção brasileira se classifique, está ameaçado. Saiba mais no infográfico abaixo:

Elano tem um edema num osso do pé. Não é considerada uma contusão grave, mas pode demorar. A maioria dos jogadores demora a voltar. Esse edema ósseo tem tempo de absorção e esse tempo é variado. O atleta faz gelo, tratamento fisioterápico, mas o que vai determinar se ele joga ou não é a capacidade de o organismo absorver. Existem traumas mais fortes, em intensidades elevadas. É um problema muito comum no futebol. O jogador foi tratado clinicamente, melhorou da pancada, conseguiu andar e trocar, mas em determinados movimentos ainda sente dor.

domingo, 20 de junho de 2010

Culinária dos países da Copa do Mundo cabe na dieta


Em tempos de Copa parece que o mundo fica mais unido. Dá até para conhecer
mais sobre a cultura dos países envolvidos no torneio. Temperos, recheios,
vegetais, cada lugar tem a sua especialidade. Conheça um pouco mais sobre os
pratos típicos de seis países que disputam a Copa da África e saiba como
ajustá-lo a sua dieta.


Alemanha no cardápio A culinária típica alemã tem como base a carne de porco. Quem faz dieta tenta passar longe dela, pois a carne suína é conhecida por seus cortes gordurosos. De fato, a carne tem mais gordura do que a bovina e a de frango, porém, não precisa deixá-la de lado. Principalmente, porque o alimento é uma das principais fontes de vitamina B1 (tiamina), que participa do metabolismo energético, melhorando o funcionamento nervoso.
A melhora na criação de porcos, com alimentação mais equilibrada e selecionada, permitiu que o nível de gordura desta carne fosse reduzido em 30%. Além disso, a carne de hoje, comparada a de vinte anos atrás, está 14% menos calórica e com 10% menos colesterol.

"Um prato balanceado pode considerar um pedaço de carne de porco (assado, grelhado ou cozido), acompanhado de salada crua e arroz e feijão, combinando assim proteínas, carboidratos, vitaminas e minerais. Alimentos ricos em vitamina C, como maçã e abacaxi, podem ser acrescentados ao prato para auxiliar na digestão das proteínas da carne", explica a nutricionista do Dieta e Saúde, Roberta Stella.

Churrasco à moda argentina

Nossos hermanos são especialistas das carnes no espeto. O churrasco argentino é imbatível. O cultivo do gado e o preparo conferem carnes bem macias e suculentas. Mas, nós brasileiros, aprendemos direitinho e até aperfeiçoamos a receita, incluindo mais opções. E quando o fim de semana se aproxima, não há quem resista. O problema é que o cardápio geralmente vem acompanhado de muita gordura e proteínas. Porém, você não precisa lutar contra a sua vontade. "Dá para incluir o churrasquinho do fim de semana na dieta, desde que com moderação", afirma Roberta Stella.
Uma boa dica para não exagerar na dose é prestar atenção nos acompanhamentos. "Comece a refeição com bastante salada e legumes, pois são ricos em vitaminas e fibras e, além disso, proporcionam maior saciedade, fazendo com que haja maior controle no consumo de pratos quentes", aponta a nutricionista. Utilize temperos mais leves para a salada. O molho vinagrete é uma ótima opção.
Na hora das carnes, "a alcatra e a maminha são as mais magras, além do tradicional franguinho (sem pele). Se quiser não resistir à picanha, descarte a capa de gordura. Passe longe da costela e do cupim, que são muito gordurosas." Não consuma mais que meia unidade de linguiça, pois além de gordura, são ricas em sódio.

Peixes à espanhola

Os frutos do mar são o que mais se destacam na culinária da Espanha. O país é um dos maiores consumidores de peixes, por causa da variedade disponível em seus mares. A Espanha utiliza-se também de muitos elementos da culinária mediterrânea, considerada a mais saudável pelo European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition, já que proporciona menor incidência de doenças cardiovasculares e outras enfermidades crônicas, além de aumentar a longevidade. O consumo elevado de verduras, legumes, frutas e grãos, aliada à ingestão moderada de peixes e frango e, claro, o uso do azeite de oliva.
Tudo acompanhado por um bom vinho dá o tom da dieta do mediterrâneo e da culinária espanhola. "Essa dieta prioriza alimentos com gorduras consideradas boas para o organismo e baixa quantidade de colesterol, que agem contra o desenvolvimento de doenças cardiovasculares", explica a nutricionista do Dieta e Saúde.
Podemos incluir boa parte da alimentação espanhola na nossa dieta. Principalmente os peixes, pois contém ômega-3, uma gordura do bem, que favorece o fortalecimento do sistema imunológico e contribui para a redução dos níveis de colesterol. Além disso, o alimento melhora os níveis de serotonina e dopamina no cérebro, substâncias associadas ao bem-estar, e diminuem o nível de insulina, dificultando o desenvolvimento de diabetes.
O azeite de oliva também é benéfico. Uma pesquisa nacional feita em 2008 pelo Instituto Brasileiro de Metabolismo e Nutrição revelou que o azeite de oliva é o alimento funcional mais importante, por reunir uma série de nutrientes que auxiliam na prevenção de doenças e estimulam o cérebro, além prevenir a degeneração dos neurônios.

Hambúrguer norte-americano

O país do fast-food é também o com maior índice de obesidade. Segundo estatística do Centro de Controle de Doenças americana, mais da metade da população adulta está acima do peso e, provavelmente, viverá menos que seus pais.
Além de gorduras, os fast-foods carecem de nutrientes e contém muito sódio, mineral responsável pela retenção de líquido no corpo, pelo aumento de problemas cardiovasculares e dos riscos de hipertensão. Porém, hoje em dia é tendência nas redes oferecer opções mais saudáveis e leves. "Conhecendo os alimentos oferecidos por essas redes de fast food, basta ter disciplina para optar pelas refeições mais saudáveis e não passar vontade", ensina Roberta.
Tente optar pela salada. Isso fará a quantidade de calorias da refeição despencar, se comparada com a combinação sanduíche e batata-frita. Algumas redes oferecem refil de refrigerante. Não caia em tentação e substitua o refrigerante pelo suco ou pelo chá gelado. Escolha sempre a menor porção, evitando quantidades maiores de acompanhamento.
O lanchinho em casa pode ser a melhor opção, com hambúrguer grelhado, pão integral e muita salada para rechear.

À italiana

Pizza, massas, almôndegas. A culinária italiana já está mais que incorporada no hábito alimentar do brasileiro. O difícil é ter quem resista. Sabendo disso, sua dieta pode sim conter o mais gostoso da Itália, sem prejudicar a balança.
"As massas combinadas com molho podem se tornar muito calóricas e, por isso, é necessário atenção na hora de escolher. Se for preparar um macarrão, opte pelos que não tem recheio e pelo molho de tomate, já que o molho branco, quatro queijos e à bolonhesa são bastante calóricos", aconselha Roberta Stella.
Acrescentar a massa à salada pode ser uma boa opção. Mata a vontade e fica mais leve. O importante é não abusar da refeição. "Assim como qualquer outro prato, a massa tem nutrientes importantes para a dieta".
Substituir a farinha de trigo pela integral ou de soja, acrescentar espinafre na preparação e substituir o queijo do recheio de pães e salgados por hortaliças e legumes, como cenoura, batata ou brócolis, podem deixar sua massa um pouco mais leve.

Brasileira para dar sorte

Não há nada como uma comidinha bem brasileira. Apesar de o nosso país misturar sabores, cores e gostos de todos os cantos do mundo, nós sempre recaímos sobre a dupla dinâmica "arroz com feijão". E o prato não é sem graça não, como a expressão passou a indicar. Muito mais que isso, a combinação é uma delícia e pode ser muito usada em nossa dieta.
"O arroz é fonte de carboidratos e vitaminas do complexo B, já o feijão (leguminosa) é fonte de ferro, proteínas e fibras. Por isso, a dupla se completa e faz a combinação ideal para quem quer manter uma dieta nutritiva e equilibrada, além de proporcionar saciedade de longa duração", explica a nutricionista do Dieta e Saúde.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

10 coisas sobre febre que os pais precisam saber

Entenda o que é e o que fazer se a temperatura do seu filho subir



Ana Paula Pontes


Você fica apavorada toda vez que coloca a mão na testa do seu filho e percebe que a temperatura dele está elevada? Calma. Não é ruim a criança ter febre e, na maioria das vezes, ela é um indicativo de um quadro simples. “Se a criança estivar ativa, brincando e disposta, quando a temperatura abaixa, em geral, não é nada grave. Já aquela que não se sente bem o tempo todo, fica irritada, chorosa, gemente, mesmo quando a febre cede, precisa ser avaliada pelo médico”, diz Cid Pinheiro, pediatra do Hospital São Luiz (SP). Para ajudar você, selecionamos algumas dúvidas mais comuns sobre a febre.

O que é a febre?
Em primeiro lugar, saiba que ela é um sintoma, e não uma doença. Essa alteração da temperatura faz com que o sistema imunológico libere substâncias para defender o organismo contra vírus e bactérias. As causas mais comuns da febre são infecção (como pneumonia, otite, gripe) ou inflamação (artrite). Ela também pode surgir se houver infecções urinária e intestinal ou viroses. É considerada febre quando a temperatura estiver acima de 37,5oC ao ser medida na axila. Já, ao ser medida na boca ou no reto, acima de 37,3oC.


Quais são os sinais clássicos da febre?

A criança febril fica com o rosto vermelho, o coração acelerado, respira mais rápido que o normal, sente frio e fica abatida. As mãos e os pés ficam frios e algumas podem ter dores de cabeça e musculares.


Qual é o melhor termômetro para medir a temperatura?
Os de mercúrio são os mais fiéis, mas há risco de quebrar e vazar o material tóxico. Além disso, é preciso esperar, no mínimo, três minutos para verificar a temperatura. Nesse caso, os digitais são mais recomendados, mas nem sempre eles são precisos. Há também os de ouvido, que, em geral, são precisos, mas os pais devem saber usa-los corretamente.


Quando é necessário medicar?

Se a temperatura estiver acima de 37,8ºC e sempre com a orientação médica. O importante é o estado físico do seu filho. “Há crianças que com 37,6oC já ficam abatidas e com mal-estar. Nesses casos, não há por que esperar subir mais para medica-la”, diz Cid.


Em até quanto tempo a temperatura deve baixar após a medicação?
Normalmente, é preciso esperar de 30 a 40 minutos para a temperatura diminuir. E o principal objetivo não é fazer a temperatura voltar a 36,5oC (normal), e sim aliviar o mal-estar da criança.


E se a temperatura subir antes do horário de oferecer o antitérmico novamente?
Em primeiro lugar, fale com o pediatra para que seu filho seja avaliado. Em algumas situações é possível alternar antitérmicos com diferentes composições a cada três horas. As compressas e banhos mornos (nunca frios!) também são coadjuvantes para baixar a temperatura. Nunca dê banho com água e álcool, nem faça compressas com álcool, pois há risco de a criança inalar essa substância e ter uma reação alérgica.


Quando há risco de uma convulsão?
A crise convulsiva da febre surge quando a temperatura sobe rapidamente e acontece quando a criança tem em torno de 6 meses a 6 anos. Entre as características estão o tremor e rigidez de braços e pernas.

Em geral, a crise dura de 1 a 2 minutos (uma eternidade para os pais) e normalmente não traz seqüelas. Nessa hora, além da calma, é preciso deixa a criança confortável, deitada e com a cabeça um pouco elevada, para facilitar a respiração. Se durar mais que esse período, ela deve ser levada ao pronto-socorro.

Acalme-se. Esse tipo de problema acontece em um número pequeno de pessoas e apenas uma única vez na vida. Além disso, é preciso haver uma predisposição genética. Se você souber dessa predisposição, medique a criança ao perceber que ela está num processo febril.


O que fazer se meu filho não quiser comer enquanto está com febre?
Não insista. A atenção deve ser grande na hidratação. A criança pode desidratar não somente por causa da febre, mas porque continua perdendo líquidos, como o xixi. Nesse caso, ofereça sucos, água ou leite, em pequenas quantidades e várias vezes no dia.


Devo medicar meu filho antes de levá-lo ao pediatra?
Sim. O antitérmico não vai mascarar a doença da criança e vai facilitar a avaliação do especialista.


Há como prevenir a febre?
Não. Mas há como evitar algumas doenças que podem elevar a temperatura corporal. Por isso, é fundamental manter o calendário de vacinação em dia.


Fonte: Cid Pinheiro, pediatra do Hospital São Luiz (SP); A Saúde de Nossos Filhos, Hospital Israelita Albert Einstein

Macacão muda de cor quando o bebê está com febre

A invenção é de um britânico e deve chegar a vários países a partir de outubro



Ana Paula Pontes


Imagine um macacão que sinalizasse se o seu filho está com febre? Essa é a proposta de uma roupa infantil chamada Babyglow. A ideia é do britânico Chris Ebejer, pai de um adolescente de 17 anos.

Segundo informou ao Daily Mail, a inspiração surgiu da lembrança de sua juventude de uma famosa marca de camiseta que mudava de cor de acordo com a temperatura corporal. Ebejer resolveu adaptar o processo para ajudar os pais nas corriqueiras febres das crianças.

A invenção estará disponível nas cores rosa, azul e verde-pastel, e o macacão deve ficar no tom branco quando a temperatura passar de 37 graus. Tudo indica que a partir de outubro as peças poderão ser compradas por mães de todos os países. O custo previsto para venda fica em torno de 20 euros (por volta de R$ 60).

Ebejer passou seis anos trabalhando ao lado de cientistas para desenvolver tintas pigmentadas com moléculas sensíveis ao calor que pudessem, também, ir para a máquina de lavar. Ele acredita que o Babyglow, que se tornou sua paixão, poderá salvar vidas.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Esticadinha Básica

Acredite: reservar alguns minutinhos da manhã, para alongar o corpo, faz toda a diferença. Além de aliviar as tensões musculares, o exercício acorda a mente, facilitando o raciocínio. E então, pronta para começar o dia com o pé direito?

POR ANA PRIMO



Assim como muitas de nós, a modelo e estudante Rossana Lins, 22 anos, não se dá ao luxo de permanecer uns minutinhos a mais na companhia do travesseiro. Logo que ouve o despertador tocar, ela se levanta e dá início às tarefas diárias. Mas é justamente ao despertar que Rossana já precisa encarar um problema: "Sinto muita dor na coluna. Ao longo do dia, se não me policiar, fico com uma postura encurvada, e o incômodo piora", diz. Para Fabiana Cardoso, professora do Estúdio Pilates da Academia Gustavo Borges (SP), o problema tem solução: alongar os músculos todas as manhãs. "Muita gente sente dores ao se levantar, pois, durante o sono, adota posturas incorretas, como deitar sobre o braço. Isso gera tensão na coluna cervical e nos ombros", explica. Além disso, testes científicos mostram que, nesta hora, os músculos ficam cerca de 10% mais curtos do que em seu estado normal, após algum tempo de movimentação. Por isso, o ideal é dar aquela forcinha e ajudar o corpo a "acordar" também. "O alongamento relaxa a musculatura, dissolvendo as tensões responsáveis pela dor. Ele também prepara o organismo para as atividades, apurando os reflexos, aumentando a concentração e a agilidade de raciocínio", atesta a especialista. Confira as orientações de Fabiana, e adote você também essa "esticadinha do bem".


pro dia nascer feliz

Ao despertar, mesmo com pressa, rossana não abre mão de uma boa espreguiçada. depois, geralmente, ela se levanta e vai tratar de suas obrigações. somente nos dias em que acorda com dores muito intensas é que a modelo capricha mais no alongamento. "deitada na cama, estendo as pernas, e, na sequência, elevo, uma de cada vez, em direção ao peito. Em seguida, faço movimentos circulares com os pés", comenta.

o que diz a especialista


"Não é à toa que sentimos necessidade de espreguiçar o corpo, pela manhã. como já vimos, acordamos com os músculos encurtados e mais rígidos, por conta do repouso prolongado. Quando esticamos os membros, estimulamos o relaxamento da musculatura, que se prepara para voltar ao seu estado normal e para responder à amplitude dos movimentos comuns do dia-a-dia. o exercício que a rossana utiliza nas situações de dor está correto. Mas ainda há outros tipos de alongamento que podem ser feitos na cama, enquanto estamos deitados. um deles é abraçar os joelhos contra o peito, e fazer movimentos com o quadril, em forma de círculos. outra possibilidade é, com as pernas flexionadas, (de modo que as coxas fiquem próximas ao corpo), abrir os braços e levar os joelhos, juntos, para a esquerda, e o tronco na direção oposta. depois, é só repetir, para o outro lado. sugiro intercalar as opções ao longo da semana."

desjejum funcional


"Acredito que, até por conta da minha altura, (tenho 1,75 m), quando estou sentada, fazendo as refeições, tenho a tendência de ficar um pouco corcunda. No café da manhã, quando ainda estou meio preguiçosa, isso é mais comum ainda. portanto, presto muita atenção à minha postura", fala a estudante.

o que diz a especialista

"Continue atenta a isso, pois, mantendo o corpo ereto, você evita a sobrecarga na região lombar, e previne dores e desconfortos. Anote aí outra coisa para prestar atenção: a forma como leva os alimentos à boca. procure não inclinar o tronco para frente. É a comida quem deve ir até você, e não o contrário, ok?"
bem cuidada por fora...
e por dentro!
Quando nos sentimos muito cansadas e tensas, um banho morno é um aliado relaxante e irresistível, não é mesmo? o que muita gente não sabe é que, combinando a ducha com umas boas espichadinhas, o resultado é melhor ainda. "Nunca me alonguei durante o banho, mas imagino que deva ser bem prazeroso", opina rossana. "penso que a água quentinha ajude a amenizar o desconforto naqueles pontos estratégicos de dor."

o que diz a especialista


"Essa combinação é gostosa e benéfica, mesmo! Quando estiver no chuveiro, trabalhe a musculatura do tríceps: estenda os braços para cima, entrelace os dedos e alongue. cuidado para não elevar demais os ombros, pois você pode tensioná-los. outra sugestão é, também com os braços para cima, flexionar o cotovelo direito atrás da cabeça, com a palma da mão aberta, e os dedos voltados para o chão. se você gosta de passar cremes no corpo, encontrou outra chance para alongar. Estenda uma das pernas (veja a foto à esquerda) e a apóie na cama. sem curvar a coluna, incline o tronco em direção ao pé. Espalhe o produto até chegar na coxa. repita o processo com a outra perna. Agora é a vez dos braços e ombros: enquanto passa o creme, coloque a mão direita no cotovelo esquerdo, estenda o braço, e puxe-o em direção ao peito, virando levemente o pescoço para a esquerda. repita do outro lado.


teve uma pausa no dia? aproveite para alongar!

Geralmente, quando tem um tempo livre, rossana gosta de assistir tevê ou bater papo com uma amiga, ao telefone. E para unir o útil ao agradável, ela aproveita para fazer alongamentos simples. "gosto de esticar as pernas e os pés, puxando e virando-os para baixo. outro exercício que faço é manter as pernas estendidas e impulsionar o peito para frente, como se fosse tocar os joelhos."

o que diz a especialista


"É muito bom aproveitar esses momentos para se alongar. A combinação de alongamento e conversas ao telefone está liberada, mas fique atenta: nada de repousar o aparelho sobre os ombros. isso gera tensão no local, e também na coluna, provocando ou acentuando as dores. No sofá também é possível trabalhar a região dorsal. sentada, com as costas bem apoiadas no encosto, entrelace os dedos à sua frente e vá, devagar, arredondando as costas. leve o queixo em direção ao peito, de modo que a cabeça fique entre os braços. lembre-se de contrair bem o abdome e os glúteos, para estabilizar a postura.

tudo começa com a respiração

Para manter a forma e a saúde, rossana frequenta a academia três vezes por semana, e faz uma sequência de alongamentos, para evitar lesões. É bom lembrar: nunca force demais seu corpo. A flexibilidade vem com treino e paciência. rossana também aprendeu a respirar corretamente durante os exercícios. o correto é inspirar ao alongar, e expirar ao relaxar. Fabiana cardoso concorda: "respirando calma e profundamente, melhoramos a oxigenação do sangue, que passa a circular melhor".

Faça assim:
* Fique sentada ou deitada.
* inspire para começar o movimento e vá soltando o ar, à medida que seu corpo estiver esticando.
* Ao inspirar, sempre pelo nariz, encha seu pulmão de ar, fazendo com que as costelas se expandam.
* Na expiração, solte o ar pela boca.
* preste atenção, pois nesse momento você deverá pressionar seu umbigo em direção às costas, contraindo a musculatura abdominal.



Produção: Myrna Nascimento / Assistente: Camila Zorzella / Cabelo e Make Robson de Almeida (First) / Modelo: RossanA Lins (Elite) / Ela usa Fazendo OndA / Agradecimentos: Liliane Zorzella:

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Atividade física durante a gestação

Já é lugar comum a defesa das boas conseqüências para a saúde da pratica de atividade física para as pessoas em geral. As gestantes que praticam essa atividade têm uma melhor capacidade cardio-respiratória ,melhor condições musculares e esqueléticas que ajuda na adaptação às mudanças posturais e no próprio trabalho de parto. Os exercícios de ginástica garantem fortalecimento muscular, protegendo assim as articulações e reduzindo o risco de lesões. Ajudam também na oxigenação, na circulação e no controle da respiração. Já os exercícios desenvolvidos na água favorecem o relaxamento corporal, reduzem as dores nas pernas e o inchaço dos pés e mãos.
Antes do início dos exercícios, a gestante deve passar por consulta de pré-natal para ser avaliada pelo obstetra. As mulheres que já praticavam atividade física e que nunca sofreram aborto espontâneo, podem continuar as atividades após adaptação para seu novo estado. Já aquelas sedentárias devem iniciar os exercícios após a décima segunda semana de gestação. Não havendo problemas, os exercícios podem ser continuados até o parto, embora seja necessário reduzir a intensidade aos poucos. Após o parto normal, as atividades podem ser retomadas após 40 dias. No caso de cesárea, o médico avalia cada caso.
As atividades físicas mais recomendadas são :Caminhada: melhora a capacidade cardio respiratória e favorece o encaixe do bebê na bacia da mãe. O ideal é caminhar 3 vezes por semana, cerca de 30 minutos.Natação: trabalha bastante a musculatura. Atenção: apenas algumas modalidades são liberadas durante a gestação. Hidroginástica: são os mais indicados para as gestantes! Alongamento: ajuda a manter a musculatura relaxada e o controle da respiração.
A prática de atividade física deve ser sempre indicada e acompanhada por profissional qualificado, incluindo médicos, fisioterapeutas e profissionais de educação física.
A atividade física consiste em exercícios bem planejados e bem estruturados, realizados repetitivamente. Eles conferem benefícios aos praticantes e têm seus riscos minimizados através de orientação e controle adequados. Esses exercícios regulares aumentam a longevidade, melhoram o nível de energia, a disposição e a saúde de um modo geral.
R.L.Biggs e colaboradores obstetras de um departamento da Marinha Americana em Guann fizeram um inquérito sobre a gravidez com 59 perguntas realizadas nas primeiras 24 horas pós-parto e recolhidos antes da alta. A maioria afirmou que a gravidez não tinha mudado planos de carreira. As maiorias das oficiais não consideram que seus comandos deram apoio durante a gravidez. Oitenta e dois por cento das gestações não foram planejadas entre os oficiais solteiros. A maioria das gestações ocorreu durante seu primeiro alistamento. Três quartos de todos os solteiros pediram o apoio financeiro da Marinha pois não queriam o envolvimento dos pais.A gravidez se desenvolveu normalmente na maioria das oficiais com a realização das atividades esportiva do exigidas pela corporação.
Fonte :: Mil Med. 2009 Jan;174(1):61-75

Família com falta do hormônio de crescimento


Em 1921, foi demonstrada a existência do hormônio de crescimento (GH) e, duas décadas após, ele sintetizaram o hormônio cristalino . O hormônio de crescimento tem importantes funções no organismo, além do papel que lhe sugere o nome.A ação do hormônio de crescimento é sobre o crescimento, composição corporal, os metabolismos lipídico, glicídico e ósseo, risco cardiovascular, vida reprodutiva e a qualidade de vida.
Carla R. P. Oliveira e colaboradores, endocrinologistas do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe, Aracaju fazem , uma analise em que 105 indivíduos de uma mesma família apresentam deficiência genética isolada do hormônio de crescimento de herança autossômica recessiva, com níveis extremamente baixos de desse hormônio (deficiência de GH tipo IB) , por causa da mutação homozigótica no gene do receptor do hormônio liberador do hormônio de crescimento (GHRH-R), descrita em Itabaianinha, Sergipe . Embora as conseqüências da deficiência do GH (DGH) possam diferir quando isolada ou associada a outros hormônios hipofisários, quando iniciada na infância ou na idade adulta, quando grave ou moderada, o modelo em questão é único para se estudar as conseqüências puras da deficiência isolada do hormônio de crescimento (DIGH) vitalícia e não-tratada no organismo humano.
Os autores descrevem as conseqüências puras, em longo prazo, da deficiência isolada e vitalícia do hormônio de crescimento (GH). Foi constatada baixa estatura grave com estatura final entre -9,6 a -5,2 desvios-padrão abaixo da média, com redução proporcional das dimensões ósseas, redução do volume da adeno hipófise corrigido para o volume craniano e da tireóide, do útero, do baço e da massa ventricular esquerda, todos corrigidos para a superfície corporal, em contraste com o tamanho de pâncreas e fígado, maior que o de controles, quando igualmente corrigidos. As alterações características da composição corporal incluem redução acentuada da quantidade de massa magra (kg) e aumento do percentual de gordura com depósito predominante no abdome.
Nos aspectos metabólicos são encontrados aumento de colesterol total e LDL, redução de insulina e do índice de resistência à insulina usando um modelo de controle homeostase , acompanhados de aumento da proteína C reativa de alta sensibilidade e da elevação da pressão arterial sistólica nos adultos, embora sem evidências de aterosclerose precoce. Outros achados incluem resistência óssea menor, embora acima do limiar de fraturas, puberdade atrasada, fertilidade normal, paridade diminuída, climatério antecipado e qualidade de vida normal

Fonte :: Arq Bras Endocrinol Metab 52 (5) Julho 2008

Asma na gravidez

Diversos fatores podem favorecer o agravamento da asma na gravidez. Alteração hormonal, aumento do volume uterino que, conseqüentemente, empurra o diafragma, comprime o tórax e diminui a expansibilidade dos pulmões, além de aspectos emocionais, como ansiedade e insegurança. A gestante asmática, registre-se, é mais suscetível a contrair infecções respiratórias, especialmente pneumonias.
Estatisticamente, a evolução da asma na gestante é assim definida. Em 1/3 das gestantes há melhora das crises, 1/3 piora e 1/3 prossegue sem nenhuma alteração. Para manter um quadro controlado, deve-se procurar a um pneumologista para a realização de tratamento preventivo.
É importante que as gestantes não suspendam o uso de medicamentos, pois pode haver complicações indesejáveis. Aliás, o uso da budesonida, uma corticóide para inalação, apresenta boa segurança e é autorizado pela FDA, agência reguladora americana que controla alimentos, medicamentos, entre outros itens.
A gravidez com asma não controlada aumenta o risco do bebê. As complicações tanto podem atingir a mãe, que pode ter pré-eclampsia, diabetes e rompimento prematuro da bolsa, como afetar a criança, que corre o risco de ter baixo peso ao nascer, entre outros problemas
Ainda existem riscos, como a diminuição de oxigênio na corrente sangüínea da mãe, o que é fator de comprometimento do crescimento e da sobrevida do feto, impedindo-o de se desenvolver normalmente.
Os sintomas costumam melhorar durante as últimas quatro semanas da gravidez. Também é bom lembrar que a criança pode ou não nascer com a doença. Uma vez que se trata de um mal de origem genética, transmissível pelo gene da mãe ou do pai, não há como determinar antecipadamente.

F. Bacopoulou e colaboradores pediatras da Universidade de Atenas, Grécia analisam a prevalência de asma desde a infância até a adolescência, em uma população de 2133 crianças de 7 e 18 anos de idade. A prevalência de asma foi de 9,0% em media aos 7 anos e 5,0% aos 18 anos. A prevalência da asma ao longo da vida de 18 anos foi de 26,3%. Mais de metade das crianças (58,2%), com início precoce asma eram assintomáticos aos 7 anos e apenas 7,6% continuaram a ter sintomas durante a adolescência. Contudo, em 48,2% daqueles com início tardio asma, os sintomas persistiram até aos 18 anos. Análises de regressão logística e estatistica mostrou que sexo masculino, história familiar de atopia ( alergias cutanias , tabagismo ativo do adolescente e fumo materno foram significativamente associados positivamente com asma continua ate os 18 anos. Além disso, fumar durante a gravidez, estava associado com um risco aumentado de persistência de sintomas de asma dos filhos ate os 18 anos. Asma na infância e adolescência o tabagismo ativo foram positivamente associados, mas o consumo diário de frutas e hortaliças diminuiu a asma atual em jovens com 18 anos de idade. As crianças que foram amamentadas tiveram um menor risco de terem asma ao longo da vida desde os 7 anos. Os autores concluem que a prevalência de sintomas de asma jovens de 7 e 18 anos de idade foi baixa em toda a Grécia, comparados aos resultados de outros paises, que os autores atribuíram ao consumo diário de frutas e hortaliças

Veja mais em www.intramed.uol.com.br

Fonte :: J Asthma. 2009 Mar;46(2):171-4

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Pílula do dia seguinte é usada de forma errada, mostra pesquisa em PE

CLÁUDIA COLLUCCI
da Folha de S.Paulo

Pesquisa com 4.200 estudantes entre 14 e 19 anos mostra que 27% já usaram a pílula do dia seguinte. Desses, 78% o fizeram de forma errada: tomaram o remédio antes do ato sexual ou ao notar o atraso da menstruação, por exemplo.

A pílula -que impede a fertilização do óvulo pelo espermatozoide- deve ser prescrita pelo médico e usada até 72 horas após o ato sexual desprotegido. O método contraceptivo é oferecido pelo SUS.

O estudo, feito em 76 escolas estaduais de 44 municípios de Pernambuco e publicado em periódico científico da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), revelou ainda que 35% dos alunos nunca haviam recebido informações sobre o método contraceptivo de emergência. E, entre os que receberam, a principal fonte foram os amigos.

Para o ginecologista Nilson Roberto de Melo, presidente da Febrasgo (federação das sociedades de ginecologia e obstetrícia), o alto índice de desconhecimento sobre a pílula não surpreende: "É até esperado. Muitos jovens usam a contracepção de emergência de forma errada porque não recebem informações apropriadas."

Segundo as pesquisadoras e autoras do estudo, Maria Suely de Araújo e Laura Olinda Fernandes Costa, da Universidade de Pernambuco, quatro em cada dez entrevistados (44%) já tinham iniciado a vida sexual - 30,9% entre os 13 e os 14 anos.

Entre os que mantêm relações sexuais, 60% dos rapazes e 24% das moças contaram ter tido três ou mais parceiros. A maioria diz ter usado camisinha na última relação sexual.


Editoria de Arte/Folha Imagem




Amigo

Os amigos foram mais citados como fontes de informação sobre a contracepção de emergência do que os profissionais de saúde e os professores.

"Os adolescentes recorreram aos amigos, provavelmente não preparados para isso, e podem ter recebido informações deformadas. O fato mais preocupante, porém, é a baixa participação dos profissionais de saúde como agentes de informação", dizem as pesquisadoras.

Elas verificaram também que os jovens consideram monótonas e desinteressantes as palestras realizadas nos serviços de saúde. "Há necessidade de desenvolver programas de educação sexual e reprodutiva efetivamente voltados para os adolescentes, numa linguagem mais próxima à sua realidade".

Nilson de Melo, da Febrasgo, concorda: "As políticas sexuais e reprodutivas do sistema de saúde não são focadas no jovem, o que é um erro porque a taxa de fecundidade cai em todas as faixas etárias, exceto na adolescência. É um público que merece mais atenção."

São Paulo

Em São Paulo, dados parciais de um estudo que está sendo desenvolvido pela Faculdade de Saúde Pública da USP também revela o desconhecimento dos adolescentes em relação à pílula do dia seguinte: menos de 20% deles sabem que o método deve ser usado em caso de emergência, por exemplo.

Segundo a pesquisadora Ana Maria Lefevre, uma das coordenadoras do estudo, os jovens ainda fazem a "maior confusão na utilização da pílula". Lefevre também não se surpreendeu com os dados da pesquisa da Universidade de Pernambuco.

"No nosso estudo, teve menino achando que a pílula é abortiva, outros que pensam que é para vir a menstruação e existe até quem acredite que ela sirva para engravidar."

A pesquisa da USP ouviu 300 adolescentes paulistas entre 12 e 20 anos e 60 profissionais da saúde para investigar a percepção desse público sobre o método. Para 8,3% dos profissionais entrevistados ela serve como abortivo. "Há influência de muitas questões, inclusive religiosas, intervindo nas opiniões e decisões", explica Lefevre.

O estudo também revelou que a grande maioria dos jovens entrevistados é a favor da pílula, mas eles também não conhecem bem seu funcionamento. Para 30% dos homens e 45,26% das mulheres entrevistados ela serve simplesmente para evitar uma gravidez.

Apenas 17,14% deles e 13,36% delas dizem que esse método só deve ser usado em situações de emergência.

Para o ginecologista Nilson de Melo, muitas adolescentes têm usado a pílula de emergência como um contraceptivo comum. "Um dos efeitos colaterais mais comuns é a alteração no ciclo menstrual." Ou seja, fica quase impossível calcular o período fértil.

Outros sintomas são dor de cabeça, sensibilidade nos seios, náuseas e vômitos.

Magra aos 20, 30, 40




TPM, ansiedade, stress, alterações hormonais, perda de músculos... A cada década, o corpo tem suas razões para resistir ao emagrecimento. A boa notícia é que mudanças na dieta ajudam você a virar esse jogo. Por isso, invista em alimentos integrais, antioxidantes e anti-inflamatórios: eles driblam as alterações que emperram a balança. E siga o cardápio certo para sua idade – dá para perder cerca de 1 quilo por semana!





por Eliane Contreras fotos Alfredo Franco

20 anos


É fácil perder peso
Quem está acima do peso nessa fase tem a vantagem de o organismo responder mais facilmente às mudanças nos hábitos alimentares. É só reduzir a pizza, o refrigerante e o salgadinho para o excesso na cintura e no culote ir embora. Ok, por causa dos hormônios sexuais a mil, é comum você sentir mais fome. A nutricionista Marcella Amar e a cardiologista adepta da terapia ortomolecular Heloísa Rocha, ambas do Rio de Janeiro, sugerem alimentos que você deve colocar no prato para controlar melhor o apetite e vencer os desconfortos típicos dessa fase da vida.

• Arroz, massa e pão integrais: as fibras presentes nesses alimentos aumentam o tempo de absorção dos nutrientes da refeição, prolongando a saciedade. Elas também estimulam o intestino, desde que você beba água (oito copos por dia) – fibra sem água faz você ir menos ao banheiro.

"Quando cheguei aos 20, mudei meu cardápio. Cortei fast food, reduzi o chocolate
e troquei a massa, o pão e o arroz refinados pela versão integral. Parei com a
história de não gostar de salada e fruta, além de adotar o iogurte como aliado"
Juliana Didone, 24 anos, 1,72 m, 55 kg



• Leite, iogurte e queijo com baixo teor de gordura: garantem cálcio, que, entre os vários benefícios, ameniza os sintomas da TPM, como irritabilidade e ansiedade. Menos ansiosa, você controla melhor a vontade de doce.

• Feijão, lentilha, grão-de-bico e carne vermelha magra: são boas fontes de ferro, que, nessa faixa etária, costuma ficar em baixa por causa do fluxo menstrual intenso. Além de anemia e fraqueza, a carência do mineral pode desencadear a Síndrome da Fome Oculta – distúrbio que faz você comer muito e não se sentir satisfeita. Resultado: emagrecer fica cada vez mais difícil.

• Frutas cítricas e folhas escuras: oferecem vitamina C, importante para favorecer a absorção do ferro. Por ser um poderoso antioxidante (neutraliza os radicais livres), essa vitamina ainda é capaz de manter a pele jovem por muito mais tempo.


30 anos

Ansiedade engorda

Nesta década, o metabolismo começa a tirar o pé do acelerador (estima-se que, a partir daqui, o ritmo diminui naturalmente 4% a cada década). O corpo também passa a perder massa magra gradativamente (cerca de 1% por ano), o que diminui ainda mais a velocidade do metabolismo. Conclusão: emagrecer não é tão fácil quanto aos 20 anos. Para completar, a ansiedade e o stress provocados pelas cobranças profissionais fazem com que o organismo produza menos serotonina. A carência desse neurotransmissor, capaz de aumentar a saciedade e o bem-estar, faz você comer mais, especialmente doce.

Veja o que Heloísa e Marcella recomendam colocar no prato para virar esse jogo.


"Mudei radicalmente minha alimentação quando entrei nos 30, e enxuguei 4 quilos.
Troquei a carne vermelha por peixe e virei fã das sementes (linhaça, girassol e
gergelim). Economizo na massa e capricho nas frutas e verduras. Como cenoura e
espinafre até no café-da-manhã" Daniele Suzuki, 31 anos, 1,65 m, 50 Kg


• Atum, camarão, castanha-do-pará: ricos em selênio, eles minimizam a perda de músculos (massa magra), importantes para manter o metabolismo acelerado e facilitar a queima de calorias. O selênio ainda preserva a integridade das células, mantendo a pele lisinha.


• Quinua e cogumelo: os dois têm proteína de alto valor biológico e, por isso, são boas opções para manter os músculos. A quinua também tem carboidrato de baixo índice glicêmico. Ou seja, leva mais tempo para ser transformado em açúcar no sangue, mantendo a produção de insulina sob controle. Em excesso, esse hormônio resulta em gordurinhas extras.

• Batata, berinjela, peito de peru, tomate: são alimentos com substâncias que participam da produção de serotonina. Com isso, você evita o ciclo vicioso ansiedade, menos serotonina, mais compulsão a doce.

• Chá verde, branco e vermelho: ricos em antioxidantes, ajudam a desintoxicar, desinchar e acelerar o metabolismo. Além disso, são grandes aliados contra as ruguinhas precoces.


40 anos

Músculo é essencial

É aqui que o corpo revela os cuidados recebidos nas décadas anteriores. Além disso, é a fase que o padrão hormonal começa a mudar. O estrogênio e a progesterona (hormônios femininos) são produzidos em menor quantidade por causa da aproximação da menopausa e, com isso, a testosterona (hormônio masculino) se mantém em maior proporção.


"Para perder peso aos 20 anos, era só comer menos que o jeans ficava
soltinho no dia seguinte. Agora é mais difícil. Mas não é impossível quando a
gente faz exercício e elege alimentos que ajudam a equilibrar os hormônios, como
a soja. Além disso, não economizo nas folhas e nos legumes" Luíza Brunet, 46
anos, 1,76 m, 62 kg



Resultado: o metabolismo entra num ritmo ainda mais lento e o volume de massa magra em declínio. Percebeu por que as mulheres na faixa dos 40 têm que batalhar mais que as de 30 para emagrecer? Pode ser pior se você abusou dos alimentos superindustrializados, do cigarro e se expôs muito ao sol e à poluição. Ao longo do tempo, eles inflamam as células, deixando o corpo ainda mais resistente à perda de peso. Mas dá para amenizar essas mudanças incluindo alimentos protéicos e anti-inflamatórios na dieta.

• Soja e linhaça: o grão e a semente têm substâncias (fito-hormônios) capazes de reequilibrar os hormônios femininos, amenizando os efeitos negativos acarretados pelas falhas de estrogênio e progesterona, como redução de músculo e ganho de gordura.

• Proteína magra (frango, peixe): é indispensável para compensar a redução de massa magra (músculos) – importantíssima para manter o metabolismo acelerado. Está comprovado que uma dieta protéica e exercício são fundamentais para a mulher nessa faixa etária se manter magra, durinha e com visual saudável.

• Frutas vermelhas (amora, açaí, morango) e chá verde: ricos em antioxidantes com ação anti-inflamatória, combatem a inflamação nas células. A partir disso, tudo no organismo funciona melhor, inclusive o metabolismo. O inhame também tem o poder de desinflamar.

Três passos para acelerar a dieta

O alimento que você não
pode deixar de incluir no cardápio, mudanças importantes no estilo de vida e um suplemento. Coloque em prática essas sugestões para emagrecer mais facilmente



20 anos
Lentilha

Está na lista dos alimentos que contêm ferro. Ainda tem a vantagem de oferecer fibras insolúveis, que dão saciedade e melhoram o funcionamento do intestino. Como não são absorvidas pelo organismo, essas fibras aumentam o volume das fezes, facilitando sua eliminação. Nesse processo, levam as toxinas que dificultam a perda de peso.

É bom evitar
Comer chocolate em excesso e transformar o fast food num hábito. Além disso, maneire no chope (um copo de 300 ml tem as mesmas calorias de um pão francês) da happy hour. E, claro, deixe a vida sedentária de lado para ganhar mais músculos desde já – vai facilitar (e muito!) sua relação com a balança aos 20, 30, 40...

Cápsula de vitamina C
Caso você não consiga aumentar o consumo de frutas (laranja, kiwi, acerola) e vegetais (couve, couve-de-bruxelas) que oferecem essa vitamina, recorra às cápsulas. A dose recomendada é 500 mligramas por dia. Essa vitamina favorece a absorção de ferro, combatendo anemia, além de neutralizar os radicais livres – inimigos da pele jovem.


30 anos
Cogumelo
Estudos revelam que o sabor desse alimento aciona uma espécie de centro de recompensa do nosso sistema nervoso. Ativado, esse centro manda uma mensagem de saciedade ao cérebro. Ainda contém vitaminas, fibras, minerais e alto valor protéico – quatro colheres de sopa de shiitake equivalem a um filé pequeno de carne vermelha.

É bom evitar
Intervalos longos (mais de três horas) sem comer. Está mais do que comprovado que fazer pequenos lanches entre as refeições é o pulo-do-gato para manter o metabolismo trabalhando contra as gordurinhas. Mude também o hábito de colocar mais de um carboidrato (arroz e batata ou arroz e milho ou macarrão e cenoura) no prato.

Levedo de cerveja
Essa substância natural, resultante da fermentação da cerveja, é rica em fibras e proteínas – dupla que reduz a resistência à insulina. Resultado: menos estoques de gordura. Fonte de vitaminas do complexo B, o levedo também estimula o metabolismo – outro ponto a favor da dieta. Recomendação: dois tabletes por dia.


40 anos
Inhame
Tem o poder de amenizar os efeitos negativos do hormônio cortisol, em especial a inflamação nas células. Um dos prejuízos dessa alteração é a diminuição do GH (hormônio do crescimento, que, no adulto, favorece a queima de gordura). “Faltam estudos revelando por que o inhame tem efeito anti-inflamatório. Mas as experiências clínicas mostram que ele é eficiente”, diz Marcella.

É bom evitar
Comer na mesma quantidade que aos 20 ou 30 anos, principalmente se você não malha. “A recomendação é diminuir 10% das calorias diárias”, diz Heloísa Rocha. Fracionar mais a alimentação, realizando seis pequenas refeições no dia, e apostar nas proteínas são estratégias que ajudam você a sentir menos fome.

Whey protein
A proteína isolada do soro do leite é absorvida facilmente pelo organismo e, por isso, é uma grande aliada para o aumento de massa magra – importante para manter o metabolismo acelerado. O ideal é consumir essa proteína até uma hora após o exercício, na medida recomendada na embalagem (dois dosadores por dia).

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Sete dores que não devem ser menosprezadas

7 dores que são a ponta do iceberg
Elas avisam: algo está errado. Mas preferimos pensar que vão passar depressa a procurar um médico. É aí que muitas vezes damos de cara com o perigo. Saiba como escapar de um engano



por DÉBORA DIDONÊ
design THIAGO LYRA



Levante a mão quem nunca se automedicou por causa de uma dor. É corriqueiro achar que ela é um mal passageiro, entupir-se de analgésico e esperar até ela se tornar insuportável para ir ao médico. Estudos indicam que 64% dos brasileiros tentam se livrar da sensação dolorosa sem procurar ajuda. Foi assim com a auxiliar de dentista Antônia Sueli Ferreira, 45 anos, de São Paulo. “Tomei muito remédio durante três meses por causa de cólicas fortíssimas e do que parecia ser uma lombalgia. Só depois fui ao médico. E então descobri que tinha um câncer colorretal. Tive de ser submetida às pressas a uma cirurgia. Por sorte, estou bem”, conta. Segundo o cirurgião Heinz Konrad, do Centro para Tratamento da Dor Crônica, em São Paulo, “a dor é um mecanismo de proteção que avisa quando algo nocivo está acontecendo”. A origem do malestar? Eis a questão — e, para ela, precisamos ter sempre uma resposta. “Na dúvida, toda dor precisa ser checada, ainda mais aquela que você nunca sentiu igual”, aconselha o cardiologista Paulo Bezerra, do Hospital Santa Cruz, em Curitiba. Aqui, selecionamos sete dores que você nunca deve ignorar.

Dor de cabeça



Dos 10 aos 50 anos, ela geralmente é causada por alterações na visão ou nos hormônios — esta, mais comum entre as mulheres. E esses são justamente os casos em que a automedicação aumenta o tormento. “Isso porque, quando mal usado, o analgésico transforma uma dorzinha esporádica em diária”, avisa o neurocirurgião José Oswaldo de Oliveira Júnior, chefe da Central da Dor do Hospital A.C. Camargo, em São Paulo. Acima dos 50 anos, as dores de cabeça merecem ainda mais atenção: é que podem estar relacionadas à hipertensão.







Dor de garganta



Costuma ser causada pela amigdalite de origem bacteriana ou viral. “Se não for tratada, a amigdalite bacteriana pode exigir até cirurgia”, alerta o otorrinolaringologista Marcelo Alfredo, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André, na Grande São Paulo. A do tipo viral baixa a imunidade e, em 10% dos casos, vira bacteriana. Portanto, pare de banalizar essa dor. Se ela parece nunca ir embora, abra os olhos: certos tumores no pescoço também incomodam e podem ser confundidos, pelos leigos, como simples infecções.


Dor no peito




“Quando o coração padece, a dor é capaz de se espalhar na direção do estômago, do maxilar inferior, das costas e dos braços”, descreve o cardiologista Paulo Bezerra. Em geral, isso acontece quando o músculo cardíaco recebe menos sangue devido a um entupimento das artérias. “A sensação no peito é como a de um dedo apertado por um elástico. E piora com o estresse e o esforço físico”, explica Bezerra. Não dá para marcar bobeira em casos assim: o rápido diagnóstico pode salvar a vida.






Dor nas pernas


Muita gente não hesita em culpar as varizes — às vezes injustamente. “A causa pode ser outra”, avisa a fisiatra Lin Tchia Yeng, do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Uma artrose, por exemplo, provoca fortes dores nos pés e nos joelhos. Se não for tratada, piora até um ponto quase sem retorno. “Em outros indivíduos a dor vem das pisadas”, explica Lin. “É quando há um erro na posição dos pés ou se usam calçados inadequados.” Sem contar doenças como hipotireoidismo e diabete, que afetam a circulação nos membros. “Há medicamentos específicos para resolver a dor nesses casos”, diz a reumatologista Solange Mandeli da Cunha, do Centro de Funcionalidade da Dor, em São Paulo.

Dor abdominal



Uma dica: o importante é saber onde começa. Uma inflamação da vesícula biliar começa no lado direito da barriga, mas tende a se irradiar para as costas e os ombros. Contar esse trajeto ao médico faz diferença. “Se a pessoa não for socorrida, podem surgir perfurações nessa bolsa que guarda a bile fabricada no fígado”, diz o cirurgião Heinz Konrad. Nas mulheres, cólicas constantes — insuportáveis no período menstrual — levantam a suspeita de uma endometriose, quando o revestimento interno do útero cresce e invade outros órgãos. “Uma em cada dez mulheres que vivem sentindo dor no abdômen tem essa doença”, calcula a anestesiologista Fabíola Peixoto Minson, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.





Dor nas costas



A má postura e o esforço físico podem machucar a coluna lombar. “É uma dor diária, causada pelo desgaste físico e pelo sedentarismo”, diz o geriatra Alexandre Leopold Busse, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Conviver com o tormento? Essa é a pior saída. A dor nas costas, além de minar a qualidade de vida, pode escamotear o câncer no pâncreas também. “No caso desse tumor, surge uma dor lenta e progressiva”, ensina a fisiatra Lin Tchia Yeng. Por precaução, aprenda que a dor nas costas que não some em dois dias sempre é motivo de visitar o médico.

Dor no corpo


Se ele vive moído, atenção às suas emoções. A depressão, por exemplo, não raro desencadeia um mal-estar que vai da cabeça aos pés. “O que dá as caras no físico é o resultado da dor psicológica”, diz Alaide Degani de Cantone, coordenadora do Centro de Estudos e Pesquisas em Psicologia e Saúde, em São Paulo. “Quem tem dores constantes aparentemente sem causa e que vive triste, pessimista, sem ver prazer nas coisas nem conseguir se concentrar direito pode apostar em problemas de ordem emocional”, opina o psiquiatra Miguel Roberto Jorge, da Universidade Federal de São Paulo. E, claro, essas dores que no fundo são da alma também precisam de alívio.

domingo, 3 de maio de 2009

Exercício leve para a coluna

A falta de atividade física é mais conhecida como Sedentarismo. Essa palavra é originária da palavra sedentare, que significa ficar sentado. A falta de exercício constitui-se em um fator de risco para o aumento da incidência de doenças cardiovasculares, em especial a arteriosclerose e a hipertensão arterial, mas, o sedentarismo também complica as doenças das articulações, músculos e da coluna. Os exercícios que combatem o sedentarismo podem ser leves, mas, têm que ser diários e constantes: por exemplo subir escadas, ao invés de elevador, caminhar distâncias cada vez maiores, ao invés de usar o automóvel, fazer trabalho do lar, ao invés de pedir para a empregada. Todos esses atos agem como exercícios e têm efeito preventivo para problemas cardiovasculares e osteomusculares.
A caminhada com passos regulares e contínuos, com respiração adequada, está incluída no grupo de exercícios denominados de aeróbicos ou de resistência. São exercícios rítmicos de músculos, da mesma intensidade. Andar no shopping, parando e olhando vitrines não é considerado um exercício aeróbico. A caminhada, feita de forma adequada tem efeito semelhante sobre o organismo, sistema cardiovascular e nos ossos (principalmente, no caso da osteoporose) e músculos de forma semelhante à corrida, à natação, andar de bicicleta e à própria dança aeróbica. Outros benéficios dos exercícios aeróbicos ou de resistência para o organismo são a redução da gordura corporal e do peso, a melhoria da função respiratória, redução dos níveis do colesterol e triglicérides, a redução da ansiedade e depressão, regularização do sono, um melhor desempenho intelectual e maior equilíbrio emocional.



Os exercícios aeróbicos devem ser feitos com certa Intensidade chegando a 51 a 85% da capacidade máxima, que é medido pelo teste ergométrico.Também é importante a duração e a freqüência do exercício, sempre levando em conta a idade, sexo, treinamento prévio, situação cardiovascular e outras doenças em geral e das articulações e da coluna e uso de medicamentos.
K. Karjalainen e colaboradores, médicos do trabalho, de Helsinki, na Finlândia, compararam 56 trabalhadores que faziam exercícios leves na própria bancada do trabalho e que tinham dor nas costas - Grupo A, com 51 trabalhadores, com dores nas costas, mas, que não faziam nem esses exercícios leves, Grupo B. Ambos os grupos responderam um questionário sobre as dores. Nenhum deles fez fisioterapia ou tomou medicamento, mas, mesmo assim, os trabalhadores, do grupo A, faltaram menos
vezes que os do grupo B, somente com esses exercícios leves.


Fonte :: Spine. 2003 Mar 15;28(6):533-40

Quantidade de Exercícios?














Não há uma resposta adequada. Primeiro responda quem é você que pergunta. Você é sadio (não tem nenhuma doença? Ou não sabe que tem algum distúrbio orgânico?) É jovem, idoso (mais de 65 anos)? Esta na pós-menopausa? É obeso, quer fazer exercícios para perder peso? Ou quer sentir-se bem?
Em primeiro lugar faça uma revisão médica para responder às perguntas
iniciais. Os pesquisadores dizem que 30% das pessoas, de meia idade, que têm problemas metabólicos e são obesos, não sabem disso, pois, não sentem nada, mas, podem piorar depois que fizerem exercícios. Hanna-Maaria Lakka e colaboradores, da Universidade de Kuopio, na Finlândia, estudaram, durante 4 anos, 695 homens, de meia idade (40 a 50 anos), não diabéticos e que tinham o nível de insulina, no sangue, normal (normoinsulinêmicos). Nos 4 anos, 38 homens desenvolveram uma hiperinsulinemia (isso quer dizer que o nível de insulina, em jejum, no soro (atenção não é o nível de glicose) é > ou = 12,0 mU/l). Os autores verificaram que os obesos, que têm o índice de massa corporal > ou = 26,7 kg/m2 têm 6,6 vezes mais riscos (p = 0,001) de desenvolver uma hiperinsulinemia, quando comparados com homens que têm o índice de massa corporal < 24,4 kg/m2 . O ganho de peso desde os 20 anos de idade também está associado com um maior risco de apresentar hiperinsulinemia. Nessa síndrome metabólica, a hiperinsulinemia, a insulina fica no sangue e não é aproveitada, causando vários distúrbios orgânicos. Esse dado altera o ritmo em que devem ser realizados os exercícios e o mal estar que eles podem causar.

Fonte :: Horm Metab Res 2002 Sep;34(9):492-8

Saiba o que beber em cada atividade física

Enquanto algumas pessoas abusam dos isotônicos, outras ficam desidratadas, mas cada tipo de exercício pede uma bebida diferente
Edição: luciana vicária


ENERGIA REPOSTA
Ciclista faz pausa para beber e descansar. O aumento de 60% no consumo de isotônico levou a Anvisa a classificá-lo como “bebida destinada a atletas”
A água de coco é a bebida preferida dos banhistas. Mas há quem prefira suco, refrigerante, isotônico ou sorvete. Cada um tem a própria receita para matar a sede e refrescar o corpo. Mas poucos sabem abastecer o organismo com o que ele realmente precisa.

Deslizes comuns, como beber um isotônico após uma aula de alongamento – que não requer esse tipo de reposição – ou deixar de se hidratar durante atividades esportivas intensas, foram revelados em uma pesquisa inédita do American College of Sports Medicine, associação que reúne mais de 20 mil profissionais da medicina esportiva.

Os erros mais comuns são de dois tipos: cresce o número de pessoas que exageram no isotônico ao mesmo tempo que aumenta o número dos que se exercitam desidratados. As duas coisas fazem mal.

“As pessoas reconhecem a importância da boa hidratação, mas não sabem como fazer isso”, diz o nutricionista Barry M. Popkin, professor da Universidade da Carolina do Norte. De acordo com ele, as pessoas escolhem bebidas erradas na hora de se exercitar. “A água perde cada vez mais espaço para sucos artificiais e refrigerantes”. Popkin lançou recentemente o livro The world is fat, em português: O mundo está gordo. Nele, o autor alerta para o excesso de calorias em bebidas artificiais e dá dicas de como combinar o líquido certo com a atividade física, sem abusar das calorias ou destoar do ambiente (leia o quadro na próxima página).

Como regra geral, afirma Popkin, em um dia quente basta tomar bastante água, em várias doses. Se o suor for intenso, um suco de frutas ajuda a repor os sais minerais perdidos na transpiração. Na academia de ginástica, se a atividade durar mais de uma hora, pode-se recorrer a um isotônico, como o Gatorade, bebida elaborada especialmente para repor as perdas causadas pela transpiração.

Os isotônicos têm concentrações moleculares semelhantes às dos fluidos do corpo. São compostos de água, sódio, potássio e carboidratos e indicados para quem pratica exercícios físicos aeróbicos prolongados, como triatletas e maratonistas. Mas também servem para amadores que praticam atividades aeróbicas como corrida e futebol.

O consumo de isotônicos aumentou em 60% nos últimos cinco anos, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas não Alcoólicas. Até as crianças já têm opções isotônicas “kids” para levar na lancheira. O aumento do consumo dessa bebida levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária a reclassificá-la como “alimento para atletas” em vez de “alimento para praticante de atividades físicas”. A agência alega que uma alimentação balanceada é suficiente para atender às necessidades de esportistas amadores. E que o sal do isotônico pode fazer mal à saúde.

O isotônico tem nove vezes mais sal que um refrigerante como a Coca-Cola. E 3 mil vezes mais que um hidrante infantil, como o Pedialyte. “Se por um lado o isotônico é essencial para repor a energia de quem supera os próprios limites, por outro, se consumido como se fosse suco, por alguém sedentário, pode colaborar com a hipertensão”, diz a endocrinologista Ellen Paiva, diretora do Centro Integrado de Terapia Nutricional. Os números apoiam a tese da endocrinologista. O brasileiro consome em média 10 gramas de sal por dia. A recomendação da Organização Mundial da Saúde é de 6 gramas no máximo.

“Existe alarmismo nessa história. Ninguém se torna hipertenso por tomar um isotônico sem necessidade”, diz João Carlos Bouzas Marins, especialista em nutrição esportiva e professor da Universidade Federal de Viçosa. “O problema é o sujeito sedentário que bebe isotônico como se fosse água”.

Há também os esportistas que bebem pouco líquido. Passar uma tarde sob sol intenso jogando futebol e tendo apenas água como fonte de hidratação não é ideal. A eliminação excessiva de sais pode levar à desidratação. Os sintomas são boca seca, sensação de fadiga e, em casos mais graves, cãibra e sonolência. A sensação de sede, quando ocorre, mostra que o organismo já perdeu pelo menos 1 litro de água, um aviso de que o corpo caminha para a desidratação.

O melhor, segundo especialistas, é se antecipar à sede. Comece bebendo um copo d’água 20 minutos antes de começar a atividade física. E repita a dose a cada 15 minutos. Se o esporte for extenuante, complete com um isotônico. E faça pausas para o descanso, sempre que for possível. Na dúvida, consulte um nutricionista.

O melhor líquido para cada esporte
Nutricionista dá dicas de como combinar a bebida com a atividade física



Caminhada no parque
Se você não pretende reduzir medidas, peça um SUCO DE FRUTAS. É energético, refrescante e mantém a hidratação. Mas, se estiver de dieta, troque por água ou água de coco. Como a atividade é moderada, beba isotônico apenas se o calor estiver intenso

Musculação
ÁGUA, à vontade. Para melhorar o desempenho, recomenda-se fazer um lanche rico em carboidratos antes da malhação. Isotônicos, em exercícios anaeróbicos, são desaconselháveis


Futebol
ISOTÔNICO. A bebida ajuda a repor o líquido perdido (que chega a 3 litros) e restaura a perda de carboidratos e sais minerais. Mas não deve ser a única fonte de hidratação. Recomenda-se beber bastante água durante a prática esportiva





Passeio de bicicleta
Nada melhor que ÁGUA, antes, durante e depois da atividade física. Ela hidrata e mata a sede. Se estender o passeio por mais de uma hora, complemente com um suco ou isotônico






Frescobol na praia
Abasteça o corpo com ÁGUA DE COCO, um isotônico natural, rico em nutrientes e pouco calórico. A bebida contém sódio, potássio, cloro, carboidratos e vitaminas. Hidrata e ainda combina com o cenário







Balada agitada
A dica é substituir o sanduíche e o refrigerante, no fim da noitada, por um CALDO DE CANA. A garapa hidrata e nutre de forma equilibrada. Prefira um isotônico se tiver problemas com o excesso de calorias



Fonte: Ellen Paiva/Centro Integrado de Terapia Nutricional

Caminhar e exercício vigoroso para mulheres


É sabido que existe uma relação inversa entre uma atividade física vigorosa e uma diminuição do risco de ter infarto do miocárdio e ter outros eventos cardiovasculares.
Os exercícios são medidos em quantidade de energia metabólica gastos na sua execução “metabolic equivalents MET score”.
JoAnn E. Manson e colaboradores, do Departamento de Medicina, do Brigham and Women’s Hospital, de Boston, compararam a incidência de eventos coronarianos entre 73.743 mulheres menopausadas, aos 50 anos, que foram acompanhadas até os 79 anos de idade, sob o aspecto das atividades físicas. Nesse período foram registrados 345 casos de doença cardíaca coronariana e 1.551 casos de eventos cardiovasculares.
Os escores MET, entre andar com passos vigorosos e exercícios extenuantes, foram relacionados com as mesmas reduções de fatores de risco nessas mulheres, não variando com a idade nem a massa corporal.
Isso significa que os exercícios realizados pelas mulheres em andar (não fazendo compras, nem olhando vitrine, mas em passos cadenciados e constantes), pode reduzir a incidência de infarto do miocárdio e eventos cardiovasculares da mesma forma que a prática de exercícios mais intensos na Academia de Ginástica.




Fonte :: N Engl J Med. 2002 Sep 5;347(10):716-25

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Metabolismo em marcha lenta


A partir dos 30 anos, o ritmo natural do nosso corpo vai diminuindo gradativamente. Um dos resultados dessa queda é a facilidade de ganhar peso e acumular gordurinhas. Felizmente, existem maneiras de reverter esse quadro

por Rita Trevisan

Quando o assunto é metabolismo - a forma como o nosso corpo aproveita as calorias que vêm dos alimentos para diversos processos bioquímicos -, as mulheres já nascem com uma grande desvantagem. Isso por causa da própria constituição física, que prevê uma proporção maior de tecido gorduroso em relação aos homens, que possuem mais músculos. Mas, com o tempo, a situação fica ainda pior. A massa magra tende a encolher, dando lugar à temida gordura, e os quilinhos a mais vão se acumulando. Tanto o tamanho quanto o número de fibras musculares diminui. O processo se agrava mesmo a partir dos 30 anos. Para se ter uma idéia, por volta dos 35, a perda de tecido muscular pode chegar a 340 g por ano. A substituição gradativa de músculos por gorduras tem ainda outro efeito sobre o funcionamento do organismo, o de desacelerar o metabolismo, diminuindo, conseqüentemente, a velocidade do gasto calórico. "Enquanto o músculo é uma usina de gasto de energia, capaz de consumir calorias até quando estamos em repouso, as células de gordura trabalham no sentido contrário, armazenando energia. Então, se há uma diminuição da massa muscular, que vai gradativamente sendo substituída por tecido adiposo, o gasto energético tende a diminuir", explica Ricardo Zanuto, mestre e doutorando em Fisiologia Humana e Biofísica pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), na Capital. Outros fatores influenciam nesse processo que faz o corpo, lentamente, ir diminuindo sua marcha. Além do próprio envelhecimento celular, a produção dos hormônios sexuais e do crescimento - que influenciam no processo de constituição e manutenção da massa magra - sofre alterações importantes. "Com o avanço da idade e as mudanças hormonais, perdemos tecido muscular e fica muito mais difícil recuperá-lo. Além disso, há uma redução da resposta às catecolaminas, hormônios fundamentais no processo de queima da gordura. A conseqüência é o aumento da massa gorda", esclarece Zanuto. A dona de casa Rosemeire de Souza Rubira, de 39 anos, sentiu na pele essa mudança em seu metabolismo. "Eu sempre fui magra, nunca freqüentei academias e comia de tudo. Não precisava sequer me preocupar com o peso. Depois dos 30, comecei a engordar sem parar. Para me manter nos 57 kg que tenho hoje, malho quatro vezes por semana, pegando pesado na musculação. Cortei também lanches e guloseimas... nem compro mais para não correr o menor risco de abusar", conta. Uma injeção de ânimo Rose está no caminho certo para garantir o peso ideal durante os anos que terá pela frente. Segundo os especialistas, a melhor maneira de reagir aos efeitos do tempo é justamente buscando meios de promover um gasto calórico mais elevado, capaz de mandar embora as gordurinhas acumuladas, ajudando, ainda, a recuperar a massa muscular perdida. "À medida que o metabolismo desacelera, no processo natural de envelhecimento, a atividade física vai assumindo um papel cada vez mais importante. Isso porque o peso do exercício, no gasto energético total, será maior", diz o endocrinologista Pedro Saddi, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os benefícios da prática regular de exercícios podem ser colhidos a qualquer tempo. A musculação é uma das melhores formas de reverter, gradativamente, a proporção entre tecido adiposo e massa magra. Mas o que já sabemos é que qualquer tipo de atividade física - desde que feita com uma certa freqüência e aumentando-se a intensidade gradativamente - é capaz de dar um empurrão e tanto no metabolismo. E, quando ele trabalha num ritmo mais acelerado, a queima de calorias também se torna mais eficiente.






"A partir dos 35 anos, a perda de tecido muscular na mulher
pode chegar a
340 g por ano"



A contadora Elaine Perez, de 33 anos, sempre brigou com a balança. Com a proximidade dos 30, viu os ponteiros dispararem. Quando chegou aos 89 kg, despertou para a necessidade de adotar um estilo de vida mais saudável. Começou a treinar quatro vezes por semana numa academia, com um personal trainer, e mudou radicalmente a dieta. Hoje, um ano e meio depois, está 18 kg mais magra. "Como não fazia atividade física, não podia comer nada e já engordava. Hoje, percebo que a resposta do meu organismo para a queima de calorias é muito mais rápida. Até me permito cometer alguns pecados na dieta de vez em quando. Mas sem exagerar", brinca.
Elaine também percebeu uma melhora considerável em sua disposição e até no humor. "Sou outra pessoa", conta. O aumento da sensação de tranqüilidade e bem-estar que normalmente é percebido pelos praticantes de atividades físicas regulares tem tudo a ver com a elevação na produção de serotonina, uma substância que influi sobre o humor e que é estimulada quando nos exercitamos. Outra vantagem de mexer o corpo: se estamos mais centrados e calmos, a ansiedade diminui, assim como a compulsão por comida.
O real papel da alimentação Tão importante quanto adotar uma rotina de exercícios é investir num cardápio balanceado no dia-a-dia. Com o corpo trabalhando contra você - mandando embora os músculos e recepcionando como convidadas de honra as gorduras -, o jeito é adotar uma postura ainda mais disciplinada à mesa. Isso significa fornecer o aporte de energia necessário de acordo com o seu gasto calórico, nem mais, nem menos. Mas não basta preocupar-se apenas com a quantidade. A qualidade do que se coloca no seu prato também é fundamental. O próprio carboidrato, atacado como um vilão nos programas de emagrecimento durante muito tempo, volta a ser reconhecido como um grupo alimentar essencial ao bom funcionamento do organismo. Só com uma quantidade mínima dele é possível garantir que o metabolismo continue funcionando num ritmo contínuo. Ele também fornece combustível para que o corpo realize todas as suas atividades bioquímicas e é imprescindível para a queima de gorduras. "O carboidrato é necessário para que a gordura seja decomposta e metabolizada e, conseqüentemente, o indivíduo emagreça", explica Saddi. Além disso, quando não o consumimos, nos sentimos mais cansados e o rendimento na atividade física diminui.



Mexa-se!



É impossível, na sua rotina agitada, separar um tempo para a atividade física regular? Pois isso não deve servir de desculpa para adotar um estilo de vida sedentário. Com pequenas mudanças no dia-a-dia, é possível aumentar o seu gasto energético total. Confira!

*Fique em pé dez minutos diariamente em uma hora em que normalmente estaria sentada, e esse empurrão no metabolismo vai evitar que você ganhe 1 kg por ano.

* Desça do ônibus um ponto antes e ande quatro quarteirões até o seu trabalho e no retorno à sua casa, todos os dias. Você vai estimular o seu metabolismo e queimar 40 calorias. Faça isso durante um ano e eliminará até 3 kg.

* Suba dois lances de escadas em vez de tomar o elevador duas vezes por dia. Esse cuidado vai evitar que você ganhe, aproximadamente, 1 kg por ano.

* Dançar a noite inteira também é uma ótima pedida para quem quer perder peso. Aa cada 15 minutos no ritmo da música, cerca de 100 calorias vão embora!

* Leve seu cachorro para passear todos os dias e dê uma voltinha pelo bairro de no mínimo meia hora. Iisso vai evitar que você ganhe dois quilos por ano.

* Pular corda é um excelente exercício para despertar o seu metabolismo e fazê-lo trabalhar com mais ânimo. Aa cada 15 minutos de atividade, 200 calorias são queimadas.

FONTE: LIVRO ACELERE SEU METABOLISMO, DE LYSSIE LAKATOS E TAMMY SHAMES (ED. BEST-SELLER)

As proteínas também são fundamentais, especialmente porque fornecem matéria-prima para a construção e reparo dos músculos, essencial ao aumento da massa magra. Sem elas, mesmo um treinamento pesado não renderá os resultados esperados. A proteína tem ainda a vantagem de diminuir a velocidade da digestão dos carboidratos, o que resulta num prolongamento da sensação de saciedade e mesmo da ativação metabólica.

As gorduras - até elas! - possuem um papel importantíssimo no proo- cesso de obtenção de mússculos. Parece uma afirmação paradoxal? Para entendê- la, bassta saber que, na falta de um mínimo de gordura no organismo, o corpo passará a usar os músculos como um combustível allterrnativo para adquiirir a energia essencial aos seus processos vitais. Mais um argumento a favor das gorduras é o fato de que, quando associadas aos carboidratos, elas ajudam a estabilizar o nível de glicose no sangue, aumentando a sen- sação de saciedade.

Outros cuidados
Alguns deslizes, aparentemente inocentes, podem afetar a equação massa muscular x tecido adiposo, tão importante nesse processo. O hábito de pular refeições e passar muito tempo sem comer, por exemplo, pode funcionar como um sabotador do seu programa de emagrecimento. Isso porque, na ausência de um aporte energético - feito por meio das refeições regulares -, o organismo passa a funcionar num ritmo mais lento e começa a fazer reservas maiores, para o caso de uma emergência. "A verdade é que o nosso corpo foi preparado, desde as épocas mais primitivas, para armazenar energia. Isso porque o homem dependia dos frutos que colhia e dos animais que caçava para sobreviver. Ou seja, sua alimentação variava de acordo com as condições do ambiente e as oportunidades de obtenção de comida eram mais ou menos imprevisíveis. Hoje em dia, a oferta de alimentos é maior do que a nossa necessidade de consumi-los. Mas o corpo não sabe disso, e continua obedecendo ao mesmo mecanismo de reserva quando se sente ameaçado", explica o endocrinologista Pedro Saddi.



"Além de exercícios físicos, a dica dos especialistas para evitar o sobrepeso é adotar uma dieta moderada que combine carboidrato, proteína e gordura"





O resultado é que, ao menor sinal de falta de comida, o organismo trata de desacelerar o meetabolismo e tanto a queima dos depósitos de gordura quanto das calorias se dão de maneira mais lenta. Por isso aquela velha orientação de alimentar-se de três em três horas continua sendo muito válida. Mas é preciso prestar atenção nas quantidades, claro. "Os estudos comprovam que emagrece mais quem come mais vezes por dia" diz o endocrinologista.

O mesmo efeito rebote é provocado pela adoção de dietas restritivas, que prevêem um consumo diário que fica abaixo de 1.000 calorias. Além do mesmo efeito sobre o metabolismo, a falta de nutrientes pode fazer o corpo começar a queimar músculos para se abastecer. No fim das contas, os prejuízos - incluindo os males à saúde - não compensam os ganhos.



FOTOS: SHUTTERSTOCK E ARQUIVO PESSOAL