quarta-feira, 29 de abril de 2009

Perguntas e respostas sobre artrite e exercícios físicos

Pessoas com artrite deveriam praticar exercícios físicos?

Sim. Estudos têm mostrado que exercícios físicos ajudam pessoas com artrite de várias formas. Exercícios reduzem a dor e rigidez na articulação e aumenta a flexibilidade, força muscular, saúde do coração e resistência. Eles também ajudam na redução de peso e contribuem para uma sensação de bem-estar.

Como os exercícios se encaixam num plano de tratamento para pessoas com artrite?

Exercícios são uma parte do plano de tratamento amplo para a artrite. Planos de tratamento podem incluir descanso e relaxamento, dieta apropriada, medicação, e orientação sobre o melhor uso das articulações e modos de conservar energia (ou seja, não desperdiçar movimentos), assim como a utilização de métodos para aliviar a dor.

Que tipos de exercícios são mais adequados para alguém com artrite?

Três tipos de exercícios são os melhores para pessoas com artrite:

Exercícios de extensão de movimento (por exemplo dança) ajudam a manter a movimentação normal das articulações e aliviar a rigidez. Esse tipo de exercício ajuda a manter ou elevar a flexibilidade.

Exercícios de força (por exemplo musculação) ajudam a manter ou aumentar a força muscular. Músculos fortes ajudar a dar apoio e proteger as articulações afetadas pela artrite.

Exercícios aeróbicos ou de resistência (por exemplo andar de bicicleta) elevam o condicionamento cardiovascular, auxiliam no controle de peso e melhoram as funções gerais. O controle de peso pode ser importante para pessoas que têm artrite devido à pressão a mais do peso extra em várias articulações. Alguns estudos mostram que o exercício aeróbico pode reduzir a inflamação em algumas articulações.

Muitos clubes e centros comunitários oferecem programas de exercício para pessoas com limitações físicas.

Como uma pessoa com artrite pode começar um programa de exercícios?

Pessoas com artrite devem discutir as opções de exercícios com seu médico e outros profissionais da área da saúde. A maioria dos médicos recomenda atividade física a seus pacientes. Muitas pessoas com artrite começam com exercícios leves, de extensão de movimento e aeróbicos de baixo impacto. Indivíduos com artrite pode participar de vários, mas não todos, esportes e programas de exercícios. O médico saberá quais (se algum) esportes não devem ser praticados.

O médico pode ter sugestões sobre como começar e pode direcionar o paciente a um fisioterapeuta. É melhor encontrar um fisioterapeuta que tenha experiência em trabalhar com pessoas com artrite. O fisioterapeuta irá elaborar um programa apropriado de exercícios e ensinar os clientes sobre métodos para alívio da dor, mecânica corporal adequada (disposição do corpo para uma tarefa dada, como levantar uma caixa pesada), proteção das articulações e conservação de energia.

Preparando-se para o exercício:


Como começar?

Discuta o programa de exercícios com seu médico

Comece com a supervisão de um fisioterapeuta ou preparador físico qualificado.

Aplique calor nas articulações doloridas (opcional; muitas pessoas com artrite começam seus programas de exercícios dessa forma).

Faça alongamento e aquecimento com exercícios de amplitude de movimento.

Comece os exercícios de musculação devagar e com pesos leves (um peso de 0,5-1,0 kg pode fazer uma grande diferença).

Progrida devagar.

Use bolsa de gelo depois dos exercícios (opcional; muitas pessoas com artrite começam seus programas de exercícios dessa forma).

Adicione exercícios aeróbicos

Considere exercícios recreativos apropriados (depois de fazer exercícios de extensão de movimento, alongamentos e aeróbicos). Poucas lesões na articulação afetada pela artrite acontecem durante exercícios recreativos se estes forem precedidos de exercícios de extensão de movimento, alongamentos e aeróbicos que colocam seu corpo na melhor condição possível.

Pegue mais leve se as articulações ficarem doloridas, inflamadas ou com vermelhidão, e procure a causa com seu médico para eliminá-la.

Escolha o programa de exercícios que mais goste e faça dele um hábito.


Quais são alguns dos métodos para alívio de dor para pessoas com artrite?

Há métodos conhecidos para ajudar a para a dor por períodos curtos de tempo. Esse alívio temporário pode facilitar a prática de exercícios para pessoas com artrite. O médico ou fisioterapeuta pode sugerir um método que seja melhor para cada paciente. Os métodos abaixo têm funcionado para várias pessoas:

  • Calor úmido fornecido por toalhas molhadas, compressas quentes, banheira ou chuveiro pode ser utilizado em casa por 15-20 minutos três vezes por dia para aliviar os sintomas. Um profissional da saúde pode usar ondas curtas, microondas e ultra-som para levar calor mais profundamente às áreas da articulação não-inflamadas. O calor profundo é recomendado para pacientes com inflamação aguda nas articulações. Calor profundo geralmente é usado ao redor do ombro para relaxar tendões tensos antes dos exercícios de alongamento.
  • Frio suprido por bolsa de gelo ou vegetais congelados enrolados na toalha ajudam a interromper a dor e reduzir o inchaço quando usado por 10-15 minutos por vez. Geralmente é utilizado para inflamações agudas nas articulações. Pessoas que têm o fenômeno de Raynaud não devem usar esse método.
  • Hidroterapia pode diminuir a dor e rigidez. Exercícios em piscinas maiores podem ser mais fáceis porque a água tira algum peso das articulações doloridas. Alguns pacientes também podem encontrar alívio no calor e movimento fornecido pela piscina de hidromassagem.
  • Terapias de mobilização incluindo tração (puxão suave e contínuo), massagem e manipulações (uso das mãos para restaurar o movimento normal das juntas endurecidas). Quando realizados por um profissional treinado esses métodos podem ajudar a controlar a dor a elevar a mobilidade das articulações e flexibilidade dos músculos e tendões.
  • TENS (estimulação trans-cutânea elétrica dos nervos) e biofeedback são dois métodos adicionais que podem proporcionar algum alívio à dor, porém muitos pacientes acham que eles são muito caros e gastam muito tempo. Com TENS, um choque elétrico é transmitido por eletrodos colocados na superfície da pele. Os equipamentos TENS custam entre US$ 80-800. As unidades baratas são boas. Pacientes podem usá-los durante o dia e ligá-los ou desligá-los de acordo com a necessidade de controlar a dor.
  • Terapia de relaxamento também ajuda a reduzir a dor. Pacientes podem aprender a aliviar a tensão muscular para aliviar a dor. Fisioterapeutas devem ser capazes de ensinar técnicas de relaxamento. Spas e estações de férias as vezes têm cursos especiais de relaxamento
  • Acupuntura é um método tradicional chinês para alivio da dor. Um acupunturista com qualificação médica posiciona agulhas em certas partes do corpo. Pesquisadores acreditam que as agulhas estimulam os nervos sensoriais profundos que dizem ao seu cérebro para liberar analgésicos naturais (endorfinas). Acupressure é similar à acupuntura, mas pressão é aplicada nos pontos ao invés do uso de agulhas.


Com que freqüência pessoas com artrite devem praticar exercícios físicos?

Exercícios de extensão de movimento podem ser feitos pelo menos a cada dois dias

Exercícios de força podem ser realizados a cada dois dias a não ser que tenha dor severa ou inchaço nas articulações.

Exercícios aeróbicos devem ser feitos de 20 a 30 minutos três vezes por semana a menos que tenha dor severa ou inchaço nas articulações. De acordo com a American College of Rheumatology, rotinas de 20-30 minutos pode ser feitas em incrementos de 10 minutos no curso do dia.

Que tipo de exercício de força é melhor?

Isso varia dependendo da preferência pessoal, tipo de artrite envolvida e o quanto ativa é a inflamação. O fortalecimento muscular em pessoas com artrite pode ajudá-las a livrarem-se do fardo das articulações com dor. O treinamento de força pode ser feito com pequenos pesos soltos, equipamentos de musculação, isométricos, tiras elásticas e exercícios com resistência da água. O posicionamento correto é crítico porque se feitos incorretamente os exercícios de força podem causar estiramento muscular, mais dor e maior inchaço na articulação.


Há diferentes exercícios para pessoas com tipos diferentes de artrite?

Há vários tipos de artrite. Médicos experientes, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais podem recomendar exercícios que são particularmente úteis para um tipo específico de artrite. Médicos e terapeutas também conhecem exercícios específicos para a articulação dolorida em particular. Há vários exercícios que ultrapassam o limite para pessoas com um tipo particular de artrite ou quando as articulações estão inchadas e inflamadas. Pessoas com artrite devem discutir seus programas de exercícios com um médico. Os médicos que tratam pessoas com artrite incluem: reumatologistas, cirurgiões ortopedistas, clínicos gerais, médicos de família e especialistas em reabilitação.

Quando a quantidade de exercício é demais?

A maioria dos especialistas concordam que exercícios causam dor se durarem mais de 1 hora, são muito extenuantes. Pessoas com artrite devem ver com seus fisioterapeuta ou médico como ajustar o programa de exercícios quando notarem alguns dos seguintes sintomas de exercício extenuante:

Fadiga incomum ou persistente

Fraqueza elevada

Extensão de movimento diminuída

Aumento do inchaço na articulação

Dor contínua (dor que dura mais de 1 hora depois do exercício)

Alguém com artrite reumatóide deve continuar a exercitar-se depois de uma crise geral? E se for uma crise local de articulação?

É apropriado colocar as articulações suavemente em suas amplitudes totais de movimento uma vez por dia, com períodos de repouso, durante crises agudas sistemáticas ou crises locais. O Paciente pode conversar com seu médico sobre a qual a melhor quantidade de repouso durante crises gerais ou de um articulação.

Os pesquisadores estão estudando exercícios e artrite?

Pesquisadores estão examinando os efeitos dos exercícios e esportes na evolução de deficiências músculo-esqueléticas, incluindo artrite. Eles descobriram que pessoas que praticam a corrida em intensidade moderada tem risco baixo, se algum, de desenvolver osteoartrite. Entretanto, estudos mostram que pessoas que participam de esportes com impactos diretos de alta-intensidade nas articulações, como por exemplo o futebol, têm o risco de desenvolver a doença. Esportes envolvendo impacto repetitivo nas articulações e rotação (como basquete e futebol) também elevam o risco de osteoartrite. Diagnóstico precoce e tratamento efetivo de lesões esportivas e reabilitação completa devem diminuir o risco de osteoartrite decorrente dessas lesões.

Os pesquisadores também estão examinando os efeitos da força muscular na evolução da osteoartrite. Estudos mostraram, por exemplo, que o fortalecimento dos quadrícepes pode reduzir a dor no joelho e incapacidade relacionada à osteoartrite. Um estudo mostrou que o aumento relativamente pequeno na força (20-25%) pode resultar numa diminuição de 20-30% do risco de desenvolver osteoartrite no joelho. Outras pesquisas continuam a procurar e encontrar benefícios dos exercícios para pacientes com artrite reumatóide, lúpus eritematoso sistêmico, espondilite anquilosante e fibromialgia. Eles também estão estudando os benefícios dos exercícios a curto e longo prazo em pessoas mais velhas.

Pane no amortecedor

A artrite, longe de ser um mal da velhice,
está na mira de uma nova
geração
de medicamentos
Cristiane Segatto


Otávio Dias/ÉPOCA Maurilo Clareto/ÉPOCA


A BOA MALHAÇÃO
O engenheiro Adriano Costa ganhou músculos para combater a
artrite reumatóide, doença que impedia Roseli Gomes (acima) de amarrar os
sapatos

O primeiro sintoma pode ser uma pontada no joelho ou a fisgada que desce do quadril à panturrilha. Quem sofre de artrite, a degeneração das articulações que vem ganhando abrangência de epidemia, costuma atribuir os sinais iniciais aos excessos do futebol ou à vida sedentária. Afinal, dor nas juntas é indício de velhice, certo? Engano. O crescimento do diagnóstico de artrite em pessoas em idade produtiva levou a Organização Mundial de Saúde a deflagrar a Década do Osso e da Articulação, movimento internacional que pretende reduzir o mal até 2010. O arsenal de combate é composto de controle da obesidade, atividade física e novos remédios.
Calcula-se que mais da metade da população acima de 45 anos apresenta algum sinal de osteoartrite, a mais comum entre as mais de 100 formas da doença. Também conhecida como artrose, caracteriza-se pelo colapso da cartilagem que amortece o peso do corpo sobre as articulações. O problema é causado por múltiplos fatores, como flacidez muscular, tendões e ligamentos subutilizados e variações genéticas que levam algumas pessoas a ter cartilagens menos resistentes que outras. Mas está provado que os danos são provocados tanto pela escassez como pelo excesso de atividade física.
Não é à toa que jogadores de vôlei padecem de osteoartrite nos ombros e bailarinas passam maus bocados com dores nos tornozelos. O mesmo acontece com esportistas ocasionais, que abusam das aulas de step ou ginástica aeróbica nas academias. Todos esses fatores, agravados pelo aumento da obesidade, que sobrecarrega as articulações, explicam o avanço da doença.
'A prevalência da artrite na população mundial é espantosa e pode transformar o portador em excluído social ou dependente da família', diz Caio Moreira, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia. No caso da osteoartrite, prevenir é melhor que remediar. Os parcos recursos para enfrentá-la se resumem a remédios para aliviar a dor ou, em casos gravíssimos, implantação de próteses nas juntas destruídas.
O AVANÇO DA OSTEOARTRITE

A doença se caracteriza pelo colapso da cartilagem nas articulações, causado por sedentarismo ou excesso de atividade física
1. Cartilagem saudável
Feita de água, proteínas e açúcares, amortece o peso sobre o joelho
2. Cartilagem doente
Quando degradada, deixa de absorver o atrito entre os ossos e provoca dor

As estruturas envolvidas na evolução da moléstia

3. Músculos
Quando estão flácidos, elevam o estresse sobre o joelho
4. Inflamação
O sistema imunológico ataca a cartilagem degradada e produz um doloroso inchaço
5. Tendões e ligamentos
Se enfraquecidos, contribuem para o colapso da articulação
6. Ossos
Mudanças na estrutura óssea alteram as articulações e danificam a cartilagem


Infográfico de Erika Onodera sobre foto de Maurilo Clareto/ÉPOCA


A boa notícia é que uma nova geração de drogas enfrenta a artrite reumatóide, a inflamação nas articulações que atinge 1,6 milhão de brasileiros. A doença é crônica e hereditária (parentes de primeiro grau dos afetados correm risco 16 vezes maior de apresentar o problema), mas costuma ser disparada por infecção viral ou estresse emocional. Ela produz inchaço doloroso, rigidez articular e deformações posturais que podem levar o paciente à cadeira de rodas. A artrite reumatóide aflora até mesmo na infância, mas a maioria das vítimas tem entre 35 e 55 anos.
A professora de educação infantil Roseli Gomes Lopes, de 46 anos, sofre de artrite desde 1995. Tudo começou com uma dor aparentemente banal nos punhos, que depois se estendeu aos joelhos e aos pés. Roseli ficou impossibilitada de executar tarefas do dia-a-dia como dobrar roupas, pentear os cabelos ou amarrar o cadarço dos sapatos. Foi obrigada a desistir de ser mãe. 'Não podia levantar um copo, e hoje já faço supermercado sozinha', comemora.
Ela começa a recuperar a independência graças ao tratamento com um coquetel de remédios de uma classe de medicamentos que não traz a cura, mas interrompe os danos nas articulações. Eles combatem a proteína responsável pelo avanço da inflamação sobre as células sadias.
Um deles, o Remicade, do laboratório Schering-Plough, é o único disponível no Brasil. Mas outras drogas semelhantes vêm aí, como o Enbrel, do laboratório Wyeth, o Kineret, do Amgen (já lançado nos Estados Unidos), e a substância adalimumab, do Abbot, que deve ser aprovada pelas autoridades sanitárias americanas no início de 2003. Apesar de eficazes, esses lançamentos trazem certos inconvenientes. Devem ser injetados em ambulatório, custam cerca de R$ 5 mil por mês e terminam por deprimir o sistema imunológico, abrindo espaço para infecções.
As novas drogas são caras e causam importantes efeitos colaterais, mas devolvem qualidade de vida a pacientes que não melhoravam com os remédios convencionais', explica a reumatologista Evelin Goldenberg, professora de clínica médica da Universidade Federal de São Paulo.



Otávio Dias/ÉPOCA

ARSENAL
As novas drogas só devem ser utilizadas quando os recursos
tradicionais falham, diz a médica Evelin





O tratamento da artrite reumatóide não se resume aos medicamentos. Ele deve incluir ainda um bom programa de atividade física, com perda de peso para reduzir o estresse sobre joelhos e tornozelos, caminhadas que diminuem a sensação de fadiga, hidroginástica e musculação. Mais do que o estica-e-puxa das academias, o uso de pesos para fortalecer músculos, tendões e ligamentos virou um grande aliado da saúde das articulações.

Aos 42 anos, o engenheiro civil amazonense Adriano Bernardo Costa faz musculação com uma fisioterapeuta no próprio consultório da reumatologista. 'Melhorei muito', conta. 'Criei músculos e as dores passaram.' Além da malhação, Costa é tratado com medicamentos e sessões semanais de acupuntura para aliviar a tensão.
Acompanhamento psicológico também é fundamental. Os médicos observam que a artrite reumatóide aparece preferencialmente entre os perfeccionistas. Quem não admite falhar ou se sente na obrigação de ser o esteio da família prepara o terreno para que a doença hereditária surja.

Por incrível que pareça, aprender a lidar com as contrariedades é a primeira receita para combater a moléstia. 'Muitos pacientes não melhoram da artrite porque o salário está estacionado ou o casamento vai mal', diz o reumatologista Caio Moreira. A depressão, muito comum nesses casos, precisa ser combatida com medicamentos e terapia para barrar o círculo vicioso que alimenta o colapso das articulações.

Reforço estrutural
Como um novo remédio está vencendo a osteoporose
Um medicamento considerado revolucionário no tratamento da osteoporose, doença que afeta uma em cada três mulheres após a menopausa, foi aprovado há duas semanas pelas autoridades sanitárias americanas. Batizada de Fortéo, a nova droga induz o crescimento dos ossos. Até então, os melhores remédios disponíveis apenas conseguiam deter a perda de massa óssea. 'Pela primeira vez, será possível reverter a degeneração', aposta o reumatologista Sebastião Radominski, da Universidade Federal do Paraná.

ANTES DEPOIS

As falhas de um osso com osteoporose são reveladas pela imagem de tomografia computadorizada Após o tratamento, os filamentos internos do osso crescem e ganham espessura outra vez
O inconveniente do Fortéo é a forma de administração. O paciente toma uma injeção diariamente durante todo o tratamento, que dura de 18 a 24 meses. O aplicador é uma caneta-seringa semelhante à usada pelos diabéticos. O produto deverá chegar ao mercado americano antes de março e, no Brasil, até o fim de 2003. Avaliações iniciais mostraram que usuárias do Fortéo ganharam até 14,6% de massa óssea. 'Novos estudos poderão dizer se é possível recompor mais osso em tratamentos mais longos', diz Oswaldo Braco, pesquisador da Eli Lilly, empresa que desenvolveu o produto. Estudos organizados por 24 centros de pesquisa com 2.800 americanas indicaram que a droga reduziu em 65% os riscos de fraturas na coluna e em 53% nas outras partes do corpo. 'É a garantia de que o remédio pode melhorar a vida dos pacientes', diz Radominski.

Alexandre Mansur

Artrite

A artrite é a inflamação das articulações, em sentido amplo: é conjunto de sintomas e sinais resultantes de lesões articulares produzidas por diversos motivos e causas. É comum o termo artrite ser erroneamente utilizado como sinônimo de reumatismo (que é uma doença imunologicamente mediada), diferentemente da artrite que é uma reação inflamatória inespecífica e multicausal.


Classificação
As artrites podem ser classificadas em:

Artrite degenerativa
Artrite gotosa (também chamada de gota)
Artrite piogênica aguda
Artrite psoriática
Artrite reumatóide

Artrite degenerativa
Doença crônica caracterizada por degeneração da cartilagem articular, hipertrofia óssea, dor ao movimentar-se. Acomete preferencialmente joelhos, as articulações coxofemorais e a coluna espinhal.


Artrite gotosa
É uma doença causada por reação inflamatória a microcristais minerais de urato. Apresenta maior incidência no sexo masculino devido a fatores culturais e, na mulher, é mais frequente após a menopausa. Acomete principalmente o hálux (dedo do pé), dorso do pé, tornozelos, joelhos e cotovelos, deixando a região quente, dolorosa e hiperemiada (vermelhidão). Pode haver febre e, normalmente, há limitação dos movimentos devido a dor. O ácido úrico está elevado em 85% dos casos.


Artrite piogênica aguda
Com o aparecimento dos antibióticos, a incidência, evolução e o prognóstico das artrites piogênicas agudas se modificaram positivamente. As articulações mais afetadas são as coxofemorais, os joelhos, ombros e, menos freqüentemente, tornozelos, cotovelos, articulações sacrilíacas e os punhos.


Artrite psoriática
A psoríase é uma doença de pele, de causa desconhecida, caracterizada por erupção eritêmato-escamosa. Podendo também apresentar quadro articular grave.


Artrite reumatóide
A artrite reumatóide (AR) é uma entidade auto-imune sistêmica com notória predileção pelas articulações periféricas. É a mais comum das doenças reumáticas inflamatórias. Dadas as potenciais morbidades articulares inerentes à doença, seu impacto sócio-econômico é considerável, atingindo de 0,5% a 1% da população mundial

Jogos eletrônicos, bons ou maus?

O Natal está chegando e, como sempre, os jogos eletrônicos ou games são os
campeões dos pedidos feitos a Papai Noel pela maioria das crianças... e também
por muitos jovens e até adultos. Diante de tamanha solicitação, muitos pais se
perguntam se esse é o presente mais adequado para seus filhos, se é educativo,
se promove a interação etc. Existe, pois, certa desconfiança em relação a esses
produtos, mas, segundo vários especialistas, eles não são maléficos em si, desde
que utilizados com moderação.


Fonte: EducaRede Espanha
Tradução: Airton Dantas



Adaptação: Equipe EducaRede Brasil

Há vários anos esses jogos ocupam grande parte do tempo livre de crianças e adolescentes, e sua demanda é cada vez maior. Os pais podem achar surpreendente que uma criança de 6 anos domine essa tecnologia, mas na maioria das famílias com menores de 14 anos em casa há um desses games, cada vez mais atraentes e acessíveis.
Os jogos eletrônicos tiveram um enorme avanço, sobretudo em termos de qualidade visual, mas também em relação a aspectos pedagógicos. Atualmente, muitos centros educativos os utilizam para ensinar certas disciplinas e educar para a cidadania. Na província de Kyoto, no Japão, por exemplo, o videogame portátil Nintendo foi adotado nas aulas de inglês nas classes do segundo ano do ensino médio das escolas públicas. Testes feitos em 2007, mostraram um progresso de cerca de 40% no vocabulário da língua inglesa entre os alunos. Em entrevista, a coordenadora do projeto, Hideo Kageyama, afirmou que o videogame, “ao deixar o cérebro mais confortável, aumenta a concentração e melhora o aprendizado”.

Embora resultados como o apresentado sejam cada vez mais comuns, a inquietação provocada pelos videogames freqüentemente é motivada pelo desconhecimento de seus benefícios e/ou malefícios.

De um lado, há quem afirme que esse tipo de entretenimento pode provocar isolamento social. Assim, os pais devem ficar atentos e observar se o estado de alienação dos filhos, enquanto jogam, chega ao ponto de não quererem fazer mais nada, mesmo quando lhes propõem outras atividades atraentes. Essas vozes contrárias também alertam sobre os malefícios dos jogos à saúde. Nesse sentido, advertem sobre o risco de os jogos eletrônicos provocarem ataques epilépticos. Em resposta, os fabricantes passaram a informar no interior do produto que quem sofre de epilepsia deve consultar o médico antes de jogar.

De outro lado, os que são favoráveis a esse tipo de diversão assinalam as maravilhas de seu uso, principalmente em relação a seus aspectos educativos e de superação e aquisição de habilidades manuais. Um estudo apresentado durante a Convenção Anual da Sociedade Americana de Psicologia, em agoto deste ano, na cidade de Boston, nos EUA, mostrou que os games podem, entre outras coisas, aprimorar a habilidade de médicos em suas cirurgias. A pesquisa, que reuniu 300 cirurgiões para avaliar suas habilidades manuais em tarefas exigidas durante operações médicas, mostrou que os profissionais que jogaram videogames que trabalham com noções espaciais e destreza manual, foram mais rápidos nas tarefas propostas do que os profissionais que não tiveram contato com os games. Para Douglas Gentile, psicólogo da Universidade Estadual de Iowa, a influência dos games deve ser analisada sob vários aspectos. “Os efeitos podem se manisfestar de várias maneiras, desde quanto se joga, o conteúdo em questão, os elementos que exigem sua tenção na tela e os mecanismos de comando. Isso não significa que os jogos são 'bons' ou 'maus', mas são ferramentas educacionais poderosas e estimulam muitos efeitos que não esperávamos que pudessem estimular”, afirmou o pesquisador.




O vício em jogos eletrônicos

Um dos efeitos negativos que mais preocupam pais e educadores é a dependência que esse tipo de entretenimento pode causar em crianças e adolescentes. Segundo um estudo realizado por pesquisadores alemães, esses produtos atuam sobre o cérebro da mesma maneira que outras substâncias viciantes. Se submetem o cérebro continuamente a certos estímulos que causam a liberação de quantidades crescentes de dopamina – um neurotransmissor que proporciona a sensação de satisfação e prazer –, os jogadores acabam criando “uma memória da dependência”, que tem efeito sobre a atividade cerebral.

Muitos partidários desses jogos negam que eles gerem dependência. Para o fundador da única clínica da Europa dedicada ao problema, Keith Bakker, do Centro Smith & Jones, em Amsterdã, na Holanda, “cerca de 90% dos jovens que procuram tratamento por se considerarem jogadores compulsivos de videogame não são viciados”. Em entrevista à BBC, Bakker, que já tratou centenas de jovens, afirmou que “embora quando cheguem à clínica muitos dos garotos apresentem sintomas parecidos com os de outros tipos de vício ou dependência química, percebemos que quanto mais lidamos com eles, menos podemos chamar o problema de vício”. Segundo o pesquisador, os vícios múltiplos afetam apenas 10% dos jogadores compulsivos.

A intervenção dos pais e dos professores, de acordo com Bakker, é o único caminho para quebrar o círculo vicioso para os mais jovens. “Isso às vezes significa tirar a criança do computador por um tempo até ela se dar conta de seus hábitos e começar a ver que existem outras opções na vida”, afirma o fundador da clínica, que adotou novos métodos de tratamento em seu programa de reabilitação, priorizando atividades que desenvolvam habilidades sociais e de comunicação para ajudar seus pacientes a reintegrar-se à sociedade.

Não devemos esquecer também que o abuso dos games está freqüentemente associado a hábitos de vida familiar que dificultam conciliar educação dos filhos com vida profissional e outras atividades. Por isso, os pais não devem permitir que crianças e, sobretudo, os jovens utilizem os jogos eletrônicos ou a TV para preencher esse vazio, pois eles podem gerar dependência.



Conteúdos dos games: educativos ou perigosos?

As recomendações dos fabricantes em relação à idade a que se destinam seus jogos podem até dar uma orientação aos pais, mas nem sempre são adequadas. Os jogos eletrônicos são como livros, filmes e música. Existem para todas as idades e com todos os tipos de conteúdo: ação, esportes, aventura, simulações e construções, estratégia, quebra-cabeça, cartas, lógica, perguntas. Nesse sentido, da mesma forma que devem supervisionar a programação a que os filhos assistem na TV, os pais devem controlar os conteúdos a que as crianças têm acesso em um game, sem se esquecerem, contudo, de manter uma postura de negociação e não de imposição.

Inúmeros estudos declaram haver relação entre games violentos e a conduta agressiva, e outros problemas relacionados a ela, dos jogadores. No entanto, cabe a pergunta: são esses jogos que geram violência ou o contexto sociocultural violento no qual a criança vive é que influencia seu prazer pelos jogos violentos? Segundo o professor Claudemir Edson Viana, doutor em ciências da comunicação pela ECA/USP, autor da tese O lúdico e a aprendizagem na cibercultura: jogos digitais e Internet no cotidiano infantil (2005), feita a partir da análise de um grupo de 30 crianças entre 8 e 10 anos de idade, “a relação é dialética entre os produtos culturais, seus usuários e seus contextos socioculturais”.

De acordo com Viana ignora-se ainda neste contexto o fato da violência ser parte da psiquê humana. “A violência também vem de dentro pra fora, é um processo mental de todo ser-humano. Em torno dos três anos de idade, período no qual a criança não depende tanto da mãe, ela percebe que precisa aprender a lidar com os “perigos” da vida. Instintivamente ela usa de violência para se “defender”. Com o passar dos anos, por meio de brincadeiras, nas quais desafia e é desafiado, como pega-pega, ela aprende a lidar com o instinto violento para com o outro e a recepção do instinto violento do outro para com ela”, explica.

O essencial é ter clareza dos aspectos positivos e negativos dos jogos eletrônicos e, com base nisso, controlar seus conteúdos. Quanto aos aspectos positivos dos jogos eletrônicos, cabe destacar:



  • Ensinam os jogadores a tomar decisões e a agir e, com isso, o mais importante:
    eles vêem seus esforços recompensados.

  • Ajudam a adquirir conhecimentos
    (linguagens específicas, símbolos, técnicas etc.).

  • Proporcionam a
    sensação de destreza e plenitude, que conduz ao aumento da auto-estima e ao
    reconhecimento social perante os amigos.

  • Permitem exercitar a
    imaginação, sem limites espaciais ou temporais.

  • Desenvolvem a
    coordenação visomotora, ensinam habilidades psicomotoras e ajudam a “aprender a
    aprender”.


Já quanto aos aspectos negativos, ressalta-se:



  • Podem fazer com que os jogadores lhes dediquem tempo excessivo, abandonando outras tarefas.

  • Algumas pessoas com sintomas de fobia social utilizam esse tipo de entretenimento como refúgio.

LER/Computador em crianças

As crianças pré-escolares, manuseando teclas, fascinadas por sons e cores, sentem-se livres e brincam em frentes aos computadores. A criança também exercita a investigação, estimulando o gosto pela pesquisa, ajudando o seu desenvolvimento intelectual no que se refere às dimensões psicomotoras, cognitiva e afetivas. Os vídeo games e computadores têm seus pontos negativos, ressaltando o interesse exagerado pela máquina, passando as crianças e adolescentes, às vezes horas, entretidos em jogos e na Internet.
Vários problemas têm sido associados ao uso de computadores e vídeo games em crianças e adolescentes, como diminuição da atividade física e prática de esportes, obesidade, dor torácica, dor abdominal, fadiga, anorexia, ansiedade, cefaléia, comportamentos agressivos, convulsões por foto-estimulação e particularmente as dores músculo-esqueléticas localizadas ou difusas. Várias denominações têm sido utilizadas na literatura, com relação as dores e lesões músculo-esqueléticas associadas aos computadores.
Nos pacientes adultos e adolescentes, em regime de trabalho, utilizam-se alguns termos como tenossinovites dos digitadores ou L.E.R. (lesões de esforços de repetição); ou D.O.R.T. (distúrbio ósteo-muscular relacionado ao trabalho), que é atualmente o recomendado pela O.M.S. (Organização Mundial de Saúde).
A. Burke e colaboradores, da Universidade de Francisco, entrevistaram 212 crianças, e seus pais do primeiro ciclo, sobre o uso do computador e do uso dos monitor dos vídeo games para saber de sua queixas clínicas. Cerca de 30% tinham dores no punho, e 15% dores na coluna vertebral, quase diárias, com essas atividades. Na entrevista 46% dos pais afirmaram, que era muito difícil tirar as crianças dos computadores, e dos vídeo games, 35% dos pais disseram que depois que ganharam esses jogos diminuiu as atividades esportivas e os lazeres fora de casa.


Fonte :: Public Health Rep. 2002 Jul-Aug;117(4):350-7






Lesões ligamentares do joelho

As lesões ligamentares do joelho são comuns em indivíduos que praticam esportes, sendo a lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) a mais freqüente nos esportes de contato.

A ruptura desse ligamento provoca uma frouxidão articular, principalmente nos movimentos rotacionais e causa, freqüentemente, incapacidade para a prática esportiva e desgaste articular. A reconstrução ligamentar tem como objetivo reconstituir o ligamento lesado, por meio da sua substituição por uma estrutura que assemelha-se ao tecido ligamentar, de forma que esse tecido seja funcionalmente eficaz.
Os resultados pós-cirúrgicos são avaliados quanto ao grau de frouxidão ligamentar residual, ao nível funcional, à alteração da acuidade proprioceptiva( sentir o joelho), à satisfação do paciente e quanto à presença de algumas complicações como a dor, o derrame articular, a limitação do movimento articular e a hipotrofia dos músculos da coxa, principalmente o músculo quadríceps( músculo da coxa). Em decorrência dessas avaliações, alguns autores, consideraram a reconstrução do ligamento como o fator primordial para a estabilidade articular e para o retorno à atividade física.
Considerando, ainda, a presença de frouxidão ligamentar residual após a reconstrução do LCA, existe estudos que demonstraram uma ausência de associação do nível funcional dos pacientes avaliados com sinais clínicos objetivos, tais como o teste de Lachman e o teste de pivot shift positivos; e com sinais clínicos subjetivos, tais como a presença de dor, da queixa funcional e da queixa de instabilidade. Esses autores concluíram que não existe relação direta entre nível funcional e grau de frouxidão ligamentar.
A hipotrofia do músculo quadríceps é outro fenômeno, freqüentemente, observado nos pacientes em pós-operatório de reconstrução do LCA. Alguns autores demonstraram, através dos estudos que incluíam a mensuração da força do músculo quadríceps, que o déficit encontrado entre membros pode ser observado até dois anos após a cirurgia. No entanto, esse déficit de força parece não ter relação com outras variáveis, como o nível funcional e a frouxidão ligamentar residual, demonstrando uma ausência de evidências que comprove a dependência direta da resposta muscular em decorrência da estrutura ligamentar.
Dessa forma, uma vez que o objetivo final da reconstrução ligamentar é o retorno à atividade física, no mesmo nível pré-lesão, avaliar fatores neuromusculares e mecânicos pode ajudar a esclarecer como eles influenciam e/ ou determinam a estabilidade articular. Além disso, o entendimento desses mecanismos pode contribuir para elucidar a razão pela qual indivíduos mesmo após a reconstrução não
conseguem retornar à atividade física e ao mesmo nível funcional. I.Eitzen e colaboradores ortopedistas da Universidade Ullevaal da Noruega estudam 73 indivíduos com ruptura total unilateral do LCA agendada para cirurgia LCA com enxerto autólogo foram incluídos no estudo.Os autores queriam identificar as variáveis independentes que podem predizer se função do joelho vai voltar ao estado da pré lesão A função foi avaliada pelo teste Cincinnati Knee Score de pontuação dois anos após a cirurgia do LCA. A força muscular do quadríceps , lesões meniscais e Short-Form-36 Bodily Pain sub score corporal (teste que avalia o estado emocional do paciente em relação a dor) foram identificados como preditores significativos para a função do joelho. Indivíduos que já tem no pré-operatório, déficit das forças do quadricipital acima de 20% também tinham significativamente maiores déficit de resistência dois anos após a cirurgia.

veja www.intramed.uol.com.br

Fonte :: Br J Sports Med. 2009 Mar 17

Cabo de Guerra

Cabo de guerra, também conhecido por jogos da corda, é uma atividade esportiva que envolve força, onde duas equipes disputam entre si um teste da mesma.

Brincadeira de cabo de guerra.


Segundo as regras internacionais cada equipe deve ser composta de oito integrantes. Os competidores ficam dispostos em linha reta, seguidos ao longo do cabo, de aproximadamente 10 cm de diâmetro. Entre os dois grupos existe uma linha central. O cabo é marcado em seu ponto central e em dois outros pontos distantes quatro metros de seu centro. A disputa é iniciada pelos dois times com a marca central do cabo coincidindo com a linha central.

O objetivo do jogo é puxar o grupo oponente, fazendo com que ele cruze a linha central com sua marca de quatro metros do cabo. Outra forma de vencer a disputa é conseguir fazer o oponente cometer uma falta. O esporte foi incluído nos Jogos Olímpicos de 1900 a 1920.

No ano de 1900, em Paris, principiou como modalidade olímpica nos Jogos Olímpicos de Verão. Apenas duas equipes participaram da disputa, a vencedora elegeu-se campeã. A equipe sueco-dinamarquesa obteve vitória sobre as duas primeiras disputas, conquistando a medalha de ouro.

Por Patrícia Lopes

Biomecânica da Corrida



O mais importante para um corredor é o fortalecimento do aparelho locomotor, tais como ossos, músculos e articulações, pois 50% a 70% dos corredores apresentam algum tipo de lesão.
Essas lesões não estão na corrida ou na forma de correr e sim na carga de treinamento, volume e intensidade. As lesões como decorrência das atividades físicas de longa distância estão diretamente relacionadas à somatória das cargas de treinamento, danificando, assim, o tecido biológico.

Algumas variáveis do treino podem causar lesão. Por exemplo, nos sprints finais, o aluno já está com fadiga muscular e caso tenha que dar o máximo do aparelho locomotor nesse momento, o índice de se lesionar aumenta, pois aumenta em 40% o impacto sobre as articulações.

Outro aspecto relevante, que poucos dão importância, é o aumento do ciclo semanal, ou seja, com apenas 10% semana, aumenta o índice de lesão, portanto o incremento deve ser lento e gradativo por semana, isso é uma coisa “boba”, porém definitiva. Os maiores índices de lesões constatados em estudos, são na transição da caminhada para a corrida, ou seja, a pessoa que nunca correu e começa uma atividade aeróbia com objetivo de correr, tem boa probabilidade de se lesionar ao passar da fase caminhada para a corrida.
A geometria da colocação do pé influencia muito na corrida, o ideal é pisar calcanhar, meio e ponta do pé, assim, há uma preservação do aparelho locomotor com menor gasto energético. Entretanto, quando se pisa meio e ponta do pé, diminui o impacto e aumenta a velocidade, mas o gasto energético é muito grande e no outro dia o indivíduo sentirá muitas dores nos músculos tibial e panturrilha.

Calçados


Hoje em dia se dá muita importância aos calçados, as empresas agradecem, pois fala-se muito que devemos trocar de calçado em média a cada 6 meses de treino. Pois bem, foi feito um estudo com um par de tênis com uso superior a 5 anos e outro novo, com uso de até 6 meses e constatou-se que a absorção de impacto entre ambos era praticamente a mesma para a mesma velocidade. Portanto, do ponto de vista da biomecânica, os calçados são apenas coadjuvantes para os corredores e não o ator principal.

Esteira x Rua

Não há uma diferença biomecânica significativa entre correr na esteira e na rua, o que há é uma diferença fisiológica. Quando se corre na rua sempre há o fator ambiente (frio, calor, chuva, vento, terreno, etc.) que influenciará na performance do indivíduo. Entretanto, há algumas esteiras que têm um sistema de amortecimento de impacto, o que pode ser bom para treinos longos.

Prof. Fabrício Artesi

Correr na rua requer cuidados com ritmo do treino, tênis e vestimenta

Para muitas pessoas, deixar a segurança da esteira para ganhar as ruas parece um passo gigantesco; nessa transição, aproveite as primeiras horas da manhã ou o finzinho da tarde.


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A primeira providência ao trocar a corrida indoor pela corrida ao ar livre é encontrar uma área segura perto de sua casa ou academia e dividir os treinos entre a esteira e uma calçada ou rua próximas. Corra por 5 a 10 minutos na esteira, ande e corra do lado de fora por 5 minutos e volte para a esteira. Repita esse ciclo duas ou três vezes. Comece fazendo 2 a 3 minutos do lado de fora, e aumente o tempo gradualmente.

Use um tênis adequado
Use um tênis de corrida confortável e que não esteja gasto. Vá a uma loja especializada em corrida, onde alguém poderá avaliar a forma como você pisa e ajudá-lo a encontrar um modelo adequado. Tênis gastos, desconfor­táveis ou feitos para outras atividades podem causar lesões.

Ande mais vezes
Enquanto se adapta ao novo ambiente, faça mais pausas para caminhar que as feitas durante o treino na esteira. Se está acostumado a parar e andar a cada 3 minutos, por exemplo, faça o mesmo a cada 1 minuto de corrida.

Vista a roupa certa
É importante usar as roupas certas para ambientes externos. Grande parte das roupas de corrida pode absorver e retirar suor da sua pele, mantendo você aquecido em um clima mais frio e refrescado no verão. As roupas adequadas podem fazer a diferença.

Regras da rua

Percurso tranqüilo
Explore ruas seguras do bairro para não ter que se preocupar com carros.

Encare o tráfego
Nunca corra na mesma direção que os carros. Vá pelo acostamento e no contrafluxo. Os carros não irão necessaria­mente vê-lo ou desviar de você.

Identifique-se
Leve RG, endereço e informações para contatos de emergência. Se possível.


Fonte: Runners
Edição: F.C.
03.12.2008

Siga nosso roteiro e ganhe motivação para malhar

Com estes truques, a preguiça vai passar longe de você



Levando em conta todos os benefícios da prática de exercícios físicos, você decidiu abandonar o sedentarismo. Mas a decisão de suar a camisa não foi suficiente para te transformar em fã número um de esportes. Para incentivar você a persistir na missão e não abandonar os treinos logo após as primeiras semanas de prática, o Minha Vida contou com um time de especialistas das mais renomadas academias de São Paulo. Além das dicas, os profissionais ressaltaram quais armadilhas podem desestimular quem está começando. Aprenda a usar as armas a seu favor e espante de vez a preguiça que insiste em te rodear.
Foque nos motivos do pontapé inicial
Em muitos casos, o que leva pessoas resistentes aos exercícios passarem a praticá-los é a preocupação com a saúde. Quando notam que já estão sofrendo com alguns prejuízos, elas procuram algum tipo de atividade física , afirma o coordenador de ginástica da Bio Ritmo, Saturno de Souza. Ele conta que é comum receber alunos que perderam o fôlego ao brincar com os filhos ou que já não têm mais o mesmo pique na hora de bater uma bola com os amigos.
Ter os motivos que te levaram a se exercitar sempre em mente é uma das dicas de motivação dada pelo coordenador da Bio Ritmo. Ele lembra que as atividades físicas funcionam como um regulador do sistema corpóreo, já que equilibram todo o corpo. Manter a conclusão de que os exercícios são fundamentais para o bom funcionamento do corpo em primeiro plano serve como motivação , completa.

Escolha modalidades que te agradem
Saturno aconselha os iniciantes nos esportes a praticar atividades de curta duração. Uma caminhada de 30 minutos ou um treino com a mesma duração, praticados três vezes por semana, são suficientes para sentir resultados no corpo , garante.

O coordenador de ginástica conta que se exigir demais logo no começo da prática pode ter efeito contrário. Segundo ele, o ideal é aumentar a intensidade e o tempo dos exercícios aos poucos, conforme as melhoras forem aparecendo.
Além de não exagerar na dose, é fundamental encontrar uma atividade que te agrade. Se você não gosta de caminhar, vai ser mais difícil dar continuidade ao projeto. Opte pelas pedaladas, por exemplo. Para quem não gosta de se exercitar sozinho, em vez das séries de musculação, pode escolher aulas de exercícios localizados e interagir com outros alunos , indica Saturno.

Descobrir a modalidade mais indicada para você é fácil, segundo a professora da Competition, Marcela Braghin. Ela aconselha os iniciantes a se aventurar por diversos tipos de aula para saber escolher a que mais agrada. Leve em conta também algumas características da sua personalidade. Se você é muito agitado, por exemplo, certamente vai se adaptar bem às aulas em grupo, acompanhadas de música .

A dica é confirmada pela cantora Marina Elali. Como gosta de dançar desde criança, não teve dúvidas na hora de escolher uma atividade física. Mesmo com as viagens para realizar os shows, ela conta que não deixa de se exercitar. O segredo para tanta motivação? Ela revela: a dança me faz bem, me sinto mais feliz e disposta. É um processo natural, cada dia me sinto mais disposta .

O coordenador de ginástica Saturno alerta que praticar as modalidades feitas por seus amigos pode se transformar em armadilha. Quando os gostos não são parecidos, a companhia não vai adiantar muita coisa. Procure por um tipo de exercício que realmente te agrade , insiste. Não radicalize na dieta
Da mesma forma que exagerar nos exercícios não é recomendado, seguir um cardápio muito restrito é mais um atalho para cair no desânimo. Saturno lembra que a alimentação está diretamente ligada à prática de exercícios. Fazendo dietas radicais, você se sente mais fraco, a energia diminui e o cansaço surge mais facilmente , cita Saturno. Ainda de acordo com o especialista no assunto, quando as alterações na alimentação são necessárias, elas também devem ser feitas aos poucos, sem que o corpo passe por efeitos bruscos em uma fase que está se adaptando aos exercícios.

Veteranos também correm perigo
Mesmo quando você já não se enquadra mais na categoria de iniciantes das atividades físicas, não dá para bobear. A rotina dos treinos é um exemplo típico de fator desestimulante. A dica de Saturno para driblar o inconveniente é aproveitar todas as possibilidades oferecidas pelas academias. A variedade das aulas é grande atualmente. E até mesmo os treinos de musculação podem ser dinâmicos. Você pode trabalhar determinados grupos musculares em um dia e outros, no dia seguinte , exemplifica. Além de quebrar a rotina, a professora da Competition garante que alternar os tipos de exercícios é uma medida eficaz contra a fadiga.

A consultora de atividade física do portal Minha Vida, Valéria Alvim, ressalta que mudanças nos treinos, com realização de novas séries e diferentes intensidades, por exemplo, são fundamentais para que a acomodação não se instale e os benefícios dos exercícios sejam constantes. É por este motivo que se submeter a uma avaliação física a cada seis meses é necessário. Baseado na avaliação, novos objetivos são traçados e novos estímulos são dados ao corpo, respeitando os limites individuais do aluno , completa.

Para não deixar o desânimo te pegar de surpresa, fique atento também aos locais onde você treina. O coordenador da Bio Ritmo conta que a academia ou o parque freqüentado precisam fazer parte do seu roteiro, seja no caminho do trabalho ou perto de casa. É comum vermos alunos que mudaram de emprego e se exercitam perto do escritório antigo, abandonarem as atividades , constata Saturno.

Misturar café com leite diminui absorção de cálcio

Atente às combinações desfavoráveis à sua saúde e aposta nas duplas certas



Ao montar os pratos das suas refeições, você combina os alimentos que mais agradam seu paladar, pensando também nos valores nutricionais na hora da escolha. Algumas combinações comuns na mesa dos brasileiros, porém, podem fazer com que os alimentos percam determinadas propriedades. Resultado: a absorção de minerais e vitaminas é prejudicada.

Quem faz o alerta é a nutricionista funcional, Daniela Jobst. O famoso café com leite é um exemplo de junção que não funciona bem em termos nutricionais. A cafeína acaba diminuindo a absorção de cálcio, ferro e vitamina C contidos no leite .
O hábito de tomar um cafezinho depois das refeições também não é recomendado. O motivo é o mesmo: a cafeína impede a total absorção de ferro e vitamina C colocados no prato.
Apesar de nutritivo, o espinafre também interfere na absorção do
cálcio fornecido por outros participantes da salada, como brócolis e repolho. Daniela aconselha a dosar o consumo de espinafre quando misturado com outros ingredientes, ou melhor ainda, consumi-lo em porções individuais.

Falando em combinações de alimentos não muito favoráveis à saúde, a polêmica união entre manga e leite vem à mente. Fique tranqüilo se quiser saborear os dois alimentos juntos, pois eles não são nada ameaçadores. A nutricionista afirma que a idéia não passa de mito. Provavelmente, a conclusão errônea de que manga com leite faz mal deve ter surgido pelo fato de a bebida e a fruta serem alimentos de difícil digestão , desmistifica ela. O mesmo mito ronda a melancia e o leite, mas, apesar da fama, eles não endurecem o estômago , completa.
Ainda falando de frutas, a especialista ressalta que usar açúcar ou adoçantes artificiais para deixar sucos naturais mais doces não é aconselhável. Segundo ela, nenhum dos dois interfere na oferta de vitaminas e minerais das frutas. Mas outros motivos fazem o boicote ser necessário.
O açúcar, além de somar muitas calorias à bebida, não fornece nutrientes importantes ao organismo. Já os adoçantes artificiais, cita Daniela, são suspeitos de causar câncer e são produtos industrializados inflamatórios. Qualquer processo inflamatório acumula gordura , alerta quem recorre aos adoçantes para emagrecer.

Inclua combinações certeiras no prato
Ficar de olho nas duplas desfavoráveis à obtenção dos nutrientes pode ser aliado a outro hábito saudável: lançar mão de combinações do bem. No primeiro lugar da lista, a nutricionista funcional lembra do trivial feijão com arroz. Os dois ingredientes típicos da nossa alimentação possuem aminoácidos. Juntos, eles formam proteínas importantes ao organismo.

Além disso, os minerais e vitaminas fornecidos por eles são ótimos para o funcionamento do intestino e equilíbrio do metabolismo. Se puder trocar o arroz branco pelo integral, as fibras garantem mais benefícios ainda , incentiva Daniela.

Já a saborosa feijoada se destaca quando conta com a participação da laranja. A fruta cítrica ajuda na digestão das proteínas e, por ser ácida, diminui o pH do estômago. Tudo isso favorece a quebra dos alimentos em partículas e facilita assim, a digestão e absorção dos nutrientes.

Outra ajuda dada pelas frutas cítricas é na absorção do ferro obtido pelas fontes vegetais. Para que elas entrem em ação, a especialista recomenda que a ingestão da fruta escolhida seja feita logo após a refeição, como sobremesa. Caso você prefira consumir a fruta em forma de suco, beba antes de começar o prato para não diluir o suco gástrico e dificultar a digestão .

Azeite combinado com manjericão é mais um truque revelado pela nutricionista funcional. Segundo ela, o azeite é capaz de potencializar os nutrientes da erva, intensificando seus efeitos antiinflamatórios e prevenindo doenças crônicas.

Explore as frutas e todas as suas variações

Sucos, geléias e até sorvetes formam um time de peso na hora de fornecer nutrientes

Atender a recomendação diária de frutas nem sempre é tarefa prática. Elas precisam estar presentes no cardápio todos os dias, representadas por três a cinco porções. Atingir este consumo é fundamental para que o organismo obtenha fibras, água, vitaminas e minerais suficientes para manter as suas funções diárias , ressalta a nutricionista funcional Patrícia Davidson. A especialista da clínica que leva seu nome afirma que a variedade também é importante. Cada fruta se destaca por um tipo de vitamina ou mineral, e tem variações na quantidade de água . (5 deslizes que põem sua saúde em risco)
Para ficar em dia com as recomendações e garantir todos os nutrientes necessários para o bom funcionamento do seu organismo, vale mesclar as frutas in natura com alimentos que contam com a participação delas. Sucos naturais, geléias, frutas secas e até mesmo sorvetes são maneiras diferentes de consumir as porções diárias, variando no sabor. (Aprenda a combinar os alimentos e vença a balança)
Patrícia alerta, no entanto, que algumas regras devem ser seguidas para que a equivalência seja eficaz. Os sucos, por exemplo, precisam ser naturais e não podem ser coados. Quando passados pela peneira, diversos benefícios das frutas, como as fibras necessárias para o funcionamento do intestino e para a manutenção da glicose e do colesterol, são perdidos. (Cascas e talos rendem receitas nutritivas e deliciosas)

A orientação é para que, além de optar por sucos naturais, a ingestão seja feita logo depois do preparo , ressalta a responsável pela equipe nutricional do Minha Vida, Roberta Stella, sobre mais um fator que exige atenção. Ela explica que as vitaminas hidrossolúveis, como a vitamina C, por exemplo, são facilmente perdidas. Por isso, quanto menor for o intervalo entre a preparação e o consumo, melhor o aproveitamento. (Dieta das brasileiras é pobre a ponto de pôr a saúde em risco).

Os sorvetes também devem ser obtidos das próprias frutas para que as vantagens se aproximem das frutas in natura. Roberta alerta, porém, para a presença de açúcar e gordura na composição deles. (Você sabe diferenciar os tipos de gordura?)

Quando o foco são as geléias, o alarde feito por Patrícia Davidson é sobre a quantidade de adoçantes que muitas delas apresentam. Procure as geléias sem açúcar, mas certifique-se também que elas não sejam repletas de adoçantes. Eles fazem com que o produto perca a característica natural. Escolha geléias que sejam doces apenas pelo sabor da fruta , orienta. (Alguns adoçantes engordam e são suspeitos de causar câncer)
Ainda de acordo com Patrícia, para as geléias contribuírem nutricionalmente com a alimentação, devem ser consumidas todos os dias, pelo menos, na quantidade de uma colher de sopa. Mas a geléia não deve substituir todas as porções de frutas do dia. Pode ser trocada apenas uma vez, porque apresenta uma grande perda de nutrientes no preparo . Mesmo assim, o doce vale como opção para dar sabor a alimentos como bolachas, pães e torradas.
Já a desvantagem das frutas secas é que elas não apresentam a mesma variedade das versões in natura. Goiaba, carambola e morango são exemplos de saquinhos que você não encontra nas prateleiras dos mercados. Patrícia diz que as frutas secas precisam ser bem acondicionadas para manter as características nutricionais das versões naturais. Guarde dentro de potes hermeticamente fechados na geladeira. Isso ajuda a evitar a deterioração por fungos e mantém a qualidade nutricional do produto , aconselha.

Ao consumir a forma desidratada das frutas, atente para os excessos. Segundo Roberta Stella, eles são mais facilmente cometidos quando a quantidade de água dos alimentos é reduzida. Além disso, apesar de práticas e ótimas para os lanches intermediários, as frutas secas apresentam mais calorias que suas versões naturais. (Conheça mais sobre as frutas secas)

Aposte em sucos poderosos
Para aproveitar não só os nutrientes dos sucos, mas também a potente combinação de ingredientes funcionais, Patrícia indica as seguintes receitas.

Suco anti-celulite

Ingredientes
- 1 colher de sobremesa de salsa
- 1 pires de chá de couve manteiga crua
- 1 fatia média de abacaxi
- 350 ml de água de coco
- 3 folhas de hortelã
- ½ limão para suco

Modo de preparo
No dia anterior ao preparo do suco, coloque a água de coco em forminhas para gelo e leve ao congelador. Para preparar o suco, bata bem no liquidificador a água de coco, a couve e a salsinha. Acrescente o abacaxi, gotas de suco de limão e hortelã. Bata até ficar bem homogêneo. Adoce, caso seja necessário. Se preferir, substitua o abacaxi por melão.

Patrícia explica que a mistura de antioxidantes e verduras é potente para reduzir a inflamação típica da celulite. De acordo com ela, as verduras garantem maior desintoxicação, o limão contém vitamina C e limoneno, ambos com atividade antiinflamatória, garantindo uma pele mais lisa. O potássio da água de coco evita a retenção de líquido, outra característica do processo inflamatório. A receita ainda colabora na recuperação das células e dá mais viço a ela, melhorando o aspecto de casca de laranja.

Metabolismo acelerado

Ingredientes
- 1 colher de sopa de mate solúvel
- 1 copo de 200 ml de água
- ½ maçã sem semente
- ½ mamão papaia
- 1 banana prata
- ½ copo de 100 ml de leite de soja
- Gelo a gosto

Modo de preparo
Bata todos os ingredientes no liquidificador e sirva gelado.

Por ser um suco protéico, a bebida é energética e estimulante, garantindo que o metabolismo funcione a todo vapor. Segundo a nutricionista funcional Patrícia Davidson, a presença do mate na receita faz o suco interessante para as manhãs, já que garante mais disposição para o dia. A especialista aconselha a preferir o mate solúvel em vez do industrializado apresentado em copinhos, pois o primeiro é isento de aditivos químicos. Os aditivos, quando consumidos com regularidade, influenciam no metabolismo, tornando-o mais lento.

Desintoxicante

Ingredientes
- 1 copo de 300 ml de abacaxi em cubos
- 1 colher de sopa de raspas de casca de limão
- ½ colher de sobremesa de gengibre fresco ralado

Modo de preparo
Bata todos os ingredientes no liquidificador e sirva.

Os componentes do abacaxi, como vitaminas do complexo B, ácido pantotênico e vitamina A, fazem a fruta ser energética. Além disso, o abacaxi tem efeito antiinflamatório, diurético e digestivo, graças a uma substância encontrada em seu miolo, a bromelina. Já a casca do limão e o gengibre contêm substâncias antioxidantes, tendo funções antiinflamatórias. Quanto maior for a expulsão de toxinas do organismo, mais disposição física você vai notar. Outros benefícios percebidos são pele mais firme e intestino funcionando em ordem.

Suco para pele dourada e hidratada

Ingredientes
- ¼ de uma cenoura média crua
- ¼ de um mamão papaia médio
- ½ limão médio para suco
- 1 colher de sobremesa de semente de linhaça dourada
- 1 colher de sobremesa de gérmen de trigo
- 1 colher de sobremesa de farelo de semente de linhaça dourada
- Água

Modo de preparo
Bata todos os ingredientes e sirva.

O mamão papaia e a cenoura se destacam por serem ricos em vitamina A, nutriente capaz de recuperar e regenerar o tecido celular. Fundamental também para a saúde dos cabelos e unhas. Além disso, a receita contém grandes quantidades de vitamina C e flavonóides, que entram em ação contra os radicais livres, protegendo a pele dos efeitos nocivos do sol e prevenindo contra o envelhecimento precoce. Já o gérmen de trigo contém quantidade suficiente de vitamina E. Juntamente com o ômega-3 fornecido pela linhaça dourada, o ingrediente garante a hidratação da pele e também preveni o envelhecimento das células.

O que faz você engordar?

Além das calorias a mais, descubra por que os quilos extras não somem



Atento às orientações dos especialistas em nutrição, você já sabe o que fazer para manter um cardápio equilibrado: fica de olho no valor calórico dos alimentos, privilegia nutrientes importantes ao organismo e evita os doces e as tentações fritas. Mas, nem assim o ponteiro da balança desce. O mistério certamente vai ser desvendado quando você consertar alguns outros hábitos que influenciam no ganho de peso.
Para começar a explicação, a responsável pela equipe nutricional do Minha Vida, Roberta Stella, imagina uma balança com dois pratos. Vamos supor que, em um prato, temos a quantidade de energia fornecida pelos alimentos. No outro, a quantidade de energia gasta pelo corpo , completa. A partir daí, três situações são possíveis.
Em uma delas, os dois lados estão iguais, mantendo o equilíbrio do peso corporal. Quando o lado da energia consumida é maior, o aumento de peso acontece, pois o excesso é guardado em forma de gordura. O contrário acontece quando o lado da energia gasta é maior que o da consumida. É justamente este desbalanceamento que leva à eliminação dos quilos extras. (Mantenha seu cardápio longe dos mitos).
A conclusão é que a subida do ponteiro da balança realmente se dá por causa das calorias desnecessárias e não gastas. O engano está em achar que os culpados são somente os alimentos ricos nelas. Roberta esclarece que os nutrientes fornecedores de energia são quatro: carboidratos, proteínas, gorduras e álcool.

Sendo assim, não importa o tipo de alimento ou padrão alimentar seguido, mas sim, a quantidade deles. Se a ingestão de alimentos que oferecem bons nutrientes, como legumes, frutas, verduras e cereais integrais, for exagerada, o ganho de peso também vai ser notado. (Mate a vontade de comer bobagem).

Evidentemente que, priorizando os alimentos menos calóricos, é mais fácil economizar calorias. Ao comer um bolo recheado, você consome muito mais calorias do que comendo uma fruta. Por outro lado, se comer seis frutas pode chegar ao valor calórico do bolo , exemplifica a nutri.

Para emagrecer, é preciso dar preferência aos bons alimentos, mas, ao mesmo tempo, adequar a quantidade deles, garantindo que não haja excesso calórico. (Fuja da gelatina, sem deixar a sobremesa nem a dieta de lado).
Maus hábitos engordam
Somadas às calorias abundantes, algumas atitudes na hora de sentar à mesa juntam pontos a favor do excesso de peso.
Confira a lista, entenda como os maus costumes influenciam no ponteiro da balança e certifique-se que tais hábitos não fazem parte da sua rotina alimentar.

Jejum prolongado: ao passar muitas horas sem ingerir nada, a fome se acumula e você fica mais vulnerável aos abusos. Para driblar o inconveniente e evitar que os quilos a mais se instalem, a nutricionista do Minha Vida aconselha a dividir o menu diário em cinco refeições. Entre elas, café-da-manhã, almoço, jantar e lanches intermediários. (Volte ao seu peso normal sem passar fome).

Corte de refeições: o café-da-manhã costuma passar batido por muitas pessoas, apesar de se destacar como uma das principais refeições do dia. Os alimentos consumidos nas primeiras horas do dia quebram um longo período de jejum , esclarece Roberta Stella. Além disso, o café-da-manhã conta com a participação de alimentos fornecedores de nutrientes fundamentais para o bom funcionamento do organismo, como o leite e seus derivados, ricos em cálcio. (Monte um banquete de nutrientes no café-da-manhã).

Petiscar sem parar: o maior problema de não estipular horários para fazer as refeições principais e os lanches intermediários é que o descontrole pode te levar a beliscar o dia todo. O costume é atalho certo para o excesso de calorias, já que é fácil se perder na quantidade das porções ingeridas. (Petiscar entre as refeições arrasa sua dieta).

Não beber a quantidade ideal de água: além de hidratar o corpo, a ingestão regular faz com que a sensação de fome seja retardada. O consumo de, pelo menos, dois litros diários de água combinado com as fibras dos alimentos melhora a função intestinal , comenta a nutricionista sobre mais um beneficio da ingestão correta da bebida. (Águas saborizadas fazem dois litros parecer pouco).

Trocar água por sucos: embora os sucos naturais sejam boas fontes de nutrientes, eles não podem substituir a água livremente. Os sucos são calóricos e a ingestão excessiva não é recomendada. Para se hidratar nos intervalos das refeições, prefira água natural ou chá com adoçante. Os sucos podem entrar em cena nas refeições principais, não ultrapassando a medida de um copo de 200 ml , aconselha a especialista. (Explore as frutas e suas variações).

Comer rapidamente: deixe a correria de lado e reserve, pelo menos, 30 minutos para fazer suas refeições, em um ambiente calmo e agradável. De acordo com a responsável pela equipe nutricional do Minha Vida, ao se alimentar em pouco tempo, você deixa a textura e o sabor dos alimentos passar despercebidos. Outra agravante é que o cérebro não tem tempo suficiente de captar a sinalização de saciedade. Resultado: provavelmente, você vai consumir mais do que precisa.

Gripe suína tem sintomas parecidos com a dengue

OMS faz reunião especial para discutir medidas de emergencia


Nesta segunda-feira, os 27 integrantes da Organização Mundial da Saúde OMS se reunirão para discutir sobre as providencias de combate à gripe suína. Há uma preocupação que a doença vire epidemia mundial se ações emergenciais de contenção não sejam iniciadas logo. O México aparece como principal pólo da doença, que já faz pacientes nos Estados Unidos e no Canadá.

O infectologista do Hospital Bandeirantes Guilherme Furtado comenta que o cuidado emergencial para impedir a doença de se espalhar pelo mundo procede e a OMS está tendo uma atitude correta em discutir rapidamente sobre as ações de contenção do vírus.

"Os sintomas da gripe suína são realmente parecidos com a gripe comum (pelo vírus Influenza), só que a mortalidade é maior. Isto pode confundir as pessoas que pensam estar com um resfriadinho bobo e demoram mais para procurar o médico. O diagnóstico desta doença é principalmente clínico. O estudo do vírus só é feito em laboratórios de referência", afirma o médico.

A gripe suína também tem sintomas muito parecidos com os da dengue, problema endêmico no Brasil. A exceção fica por conta da queixa de dores nos olhos, comum entre as pessoas picadas pelo mosquito Aedes aegypt.

Transmissão
A gripe suína não é transmitida pelo consumo de carne de porco. A doença recebeu este apelido porque o vírus causador, normalmente, afeta os suínos (e não os seres humanos). Espirrar, tossir e ter contato com objetos de uso pessoal de pessoas com a suspeita da doença pode levar ao contágio. Ao sinal de qualquer suspeita, o melhor é procurar ajuda médica. Antibióticos e outros remédios consumidos sem prescrição médica podem agravar ainda mais o quadro.

Sintomas

Febre alta
(mais de 39ºC)
Tosse
Dor de cabeça forte e constante
Dores pelo
corpo (nos músculos e nas articulações)
Congestão nasal

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Falando sobre Galileu - NOTÍCIAS

DESIGNS INESQUECIVEL





VW FUSCA ...

PROJETADO EM 1931 PELO ENGENHEIRO FERDINAND PORSCHE, QUE O BATIZOU DE "CARRO DO POVO"("VOLKSVAGEN", EM ALEMÃO).EM 1933, ADOLF HITLER ORDENOU A PORSCHE QUE FABRICASSE UM AUTOMÓVEL BARATO, CAPAZ DE TRANSPORTAR DOIS ADLTOS E TRÊS CRIANÇAS E QUE ALCANÇASSE 100 KM/H. LANÇADO COMO VOLKSVAGEN TIPO 1 EM 1938, SEUS DIFERENCIAIS, ALÉM DA FORMA, ERAM A SIMPLICIDADE MECÂNICA, OS MOTORES COM RESFRIAMENTO DE AR MOVIDO A ÓLEO E O DESIGN INOVDOR DA SUSPENSÃO, QUE USAVA BARRAS DE TORÇÃO, EM VEZ DE BOBINAS OU FEIXO DE MOLAS.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Desnutrição na infância pode provocar obesidade

Estudos mostram que a doença aumenta cada vez mais entre as populações de menor renda. Distúrbios orgânicos e má alimentação são alguns dos fatores responsáveis

O desnutrido de hoje poderá ser o obeso de amanhã. É o que dizem especialistas. Eles garantem que obesidade não é só doença de rico. Famílias de baixo poder aquisitivo estão expostas ao problema, que também é de natureza social e pode ter relação com a desnutrição na infância. De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no período de julho de 2002 a junho de 2003, com o apoio do Ministério da Saúde, em adultos acima dos 20 anos, 38,6 milhões de brasileiros estão acima do peso. Desses, 10 milhões são obesos. Para a coordenadora da Política Nacional de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Maria de Fátima Carvalho, o estudo é muito importante e não pode ser interpretado equivocadamente. "A pesquisa publicou dados sobre a população adulta. Esses dados trazem tendências de médias nacionais que podem encobrir diferenças importantes de gênero, raça e estado fisiológico. Essas tendências precisam ser investigadas", afirma Maria de Fátima. A coordenadora destaca estatísticas do estudo que mostram que as mulheres mais pobres, em idade fértil, têm maior prevalência de desnutrição e, portanto, podem gerar crianças de baixo peso, com maior risco de morrer no primeiro ano de vida. Segundo ela, esse quadro indica que a desnutrição continua a ser problema no Brasil. Junto a isso, informações de pesquisas anteriores ainda revelam prevalência alta de desnutrição crônica em crianças menores de cinco anos, resultado de exposições freqüentes à fome e às doenças infantis desde o nascimento. A diminuição da desnutrição na idade adulta e o aumento do número de obesos é uma tendência no Brasil desde meados da década de 80 e caracteriza o que os especialistas chamam de transição nutricional. "Isso é conseqüência do aumento da expectativa de vida, associado às mudanças nos padrões tecnológicos, culturais e sociais e no estilo de vida, mas não significa que o país resolveu o problema da fome", ressalta Maria de Fátima. "Em um domicílio onde moram obesos podem existir crianças desnutridas. É necessário acabar com a concepção de que o problema da obesidade é da classe rica. Hoje ela é um problema de todas as classes sociais", reforça. Na opinião de Maria de Fátima, a coexistência entre obesidade e insegurança alimentar e nutricional em uma mesma família desperta perguntas sobre a associação entre fome e excesso de peso. "Como explicar que indivíduos que não possuem dinheiro necessário para a alimentação podem apresentar excesso de peso?", questiona a coordenadora. Maria de Fátima lembra que em outros países estudos demonstraram essa relação e apontaram que entre as mulheres altas taxas de obesidade associam-se à desnutrição, à pobreza e ao baixo nível de escolaridade. "No Brasil ainda não temos estudos que expliquem com clareza esse paradoxo. Precisamos desses estudos para compreender essa situação e assegurar intervenções governamentais que incluam a prevenção e o declínio da obesidade". A opinião de Maria de Fátima é compartilhada pelo coordenador do Comitê Permanente de Nutrição das Organizações das Nações Unidas (ONU) no Brasil, Flavio Valente. "Não podemos tratar a obesidade como um problema individual e sim como uma questão de preocupação pública", afirma. Valente também encara a pesquisa do IBGE como um alerta às conseqüências da fome. "A pesquisa não trouxe novidades positivas como muitos alardearam. Hoje cerca de 40% das mulheres em idade fértil sofrem de anemia" explica. Flávio Valente lembra que o combate à desnutrição infantil começa desde que a criança está na barriga da mãe. Por isso, as mulheres necessitam da atenção especial. Estudos científicos demonstram que a criança que sofre de desnutrição, desde o ventre até os dois anos, têm o seu metabolismo afetado. Essa disfunção faz com que no futuro essa criança tenha tendência a desenvolver a obesidade.
Obesidade: hábitos e custos - Além de distúrbios orgânicos, outros fatores apontados pela coordenadora da Política Nacional de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde podem explicar as tendências, como as mudanças no padrão alimentar e de no estilo de vida. Para famílias de baixo poder aquisitivo, o custo de compra de alimentos de baixa qualidade nutricional e elevada densidade energética - encontrados a preços mais acessíveis em supermercados, lanchonetes e bares - se torna a opção possível. Isso dificulta a aquisição de produtos mais saudáveis, como verduras, frutas, legumes e carnes magras, que têm custo relativamente mais alto. Com a falta de tempo, dinheiro e informação adequada, as pessoas trocam pratos saudáveis por refrigerantes ricos em açúcar, alimentos industrializados, sanduíches e salgados. "Hoje o consumo de açúcar do brasileiro é muito maior do que deveria. Assim também é o consumo de outros alimentos com alto teor de gorduras", alerta Maria de Fátima. Nesse caso, segundo a coordenadora da Política Nacional de Alimentação e Nutrição do ministério, ricos e pobres são afetados.

Vale sempre lembrar que ser obeso ou acima do peso significa a exposição a uma série de problemas de saúde. Pessoas obesas sobrecarregam a coluna e os membros inferiores. A longo prazo, elas tendem a apresentar degenerações (artroses) de articulações da coluna, quadril, joelhos e tornozelos. Os obesos também encontram-se mais vulneráveis a uma série de doenças ou distúrbios, como hipertensão, alguns tipos de câncer, diabetes e doenças cardiovasculares.

Verduras, legumes e frutas diminuem riscos
De acordo com Flávio Valente, da ONU, o fortalecimento de uma política que minimize o problema da obesidade passa por um trabalho de combate e prevenção à desnutrição infantil, pela educação alimentar, com o objetivo de trazer de volta ao cardápio dos brasileiros gêneros alimentícios mais saudáveis, como o feijão e o arroz, e pelo estímulo à prática de atividades físicas.

Para o coordenador do Comitê Permanente de Nutrição da ONU, programas de transferência de renda como o Bolsa Família, do Governo Federal, o fortalecimento da agricultura familiar e a regulamentação da distribuição de merendas são estratégias fundamentais para que se estimule uma mudança de hábitos e se combata a desnutrição. "Também precisamos de mais investimento no acompanhamento da gravidez das mulheres de camadas mais pobres da sociedade", explica.

Segundo a coordenadora da Política Nacional de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Maria de Fátima Carvalho, desde 1999 o governo vem dando enfoque maior à questão da alimentação e nutrição, e, nos últimos dois anos, tem discutido e promovido uma série de ações no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e entre os diversos setores do Poder Executivo.

Mais recentemente, esse trabalho vem buscando adequar diretrizes definidas junto à Organização Mundial de Saúde (OMS) e obedece a três eixos estratégicos de atuação. O primeiro é o incentivo ao consumo de verduras, legumes e frutas, como elemento da alimentação saudável, pois esses grupos de alimentos diminuem os riscos de se adquirir doenças crônicas não transmissíveis, entre elas a obesidade, se consumidos de forma regular e em quantidades adequadas. O segundo é utilizar a escola como espaço de promoção da alimentação saudável. O terceiro são ações regulatórias para a publicidade de alimentos infantis e para a comercialização de alimentos nas escolas.

Nesse sentido, o Ministério da Saúde já obteve sucesso com a Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre Rotulagem Nutricional Obrigatória. A resolução exige da indústria de alimentos que todas as informações nutricionais sejam impressas nas embalagens dos produtos colocados à venda, o que facilita a seleção de alimentos mais saudáveis.

O ministério também investe na obtenção de mais dados que possam otimizar os trabalhos. Está em curso a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde de mulheres e crianças menores de 5 anos, que disponibilizará informações sobre o estado nutricional destes grupos populacionais. A pesquisa será fundamental para a prevenção e controle da desnutrição, da obesidade e da anemia por carência de ferro e de hipovitamonose A entre mulheres e crianças com menos de 5 anos.

Nos últimos dois anos, O Ministério da Saúde disponibiliza uma série de publicações para os profissionais de saúde sobre abordagem da alimentação saudável em todas as fases da vida. Entre elas destacam-se o Guia Alimentar para Crianças Menores de 2 anos e o Guia Alimentar para População Brasileira Maior de 2 anos, que está em fase de consolidação. Os dois guias são instrumentos fundamentais para a promoção da alimentação saudável.



44% das crianças têm colesterol elevado

JULLIANE SILVEIRA

da Folha de S.Paulo
MAURÍCIO SIMIONATO
da Agência Folha, em Campinas

Uma pesquisa da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) com 1.937 crianças e adolescentes entre dois e 19 anos atendidos no Hospital das Clínicas da universidade constatou que quase metade deles possui índices altos de colesterol e triglicérides.

Segundo o estudo, realizado entre 2000 e 2007, 44% dos pesquisados apresentaram índices elevados de colesterol.

"Eu exagerava nos alimentos ricos em gordura quando tinha 11 anos e meu colesterol estava em 269 mg/dL. Então iniciei o tratamento com dieta e esportes. Hoje meu colesterol é 160 mg/dL", diz a estudante Jéssica Rossi Ruggeri, 17, que ainda precisa diminuir seu índice.

A pesquisadora responsável, Eliana Cotta de Faria, do Departamento de Patologia Clínica da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, atribui os altos índices a fatores de risco como sedentarismo, má alimentação, obesidade e diabetes, além da hereditariedade.

De acordo com a pesquisa, 44% das crianças entre dois e nove anos apresentaram valores alterados do colesterol total, 36%, do LDL (colesterol ruim) e 56%, dos triglicérides. Os altos índices de triglicérides estão associados a um risco maior de doença coronariana.

O resultado foi muito similar no grupo dos adolescentes e jovens de dez a 19 anos. "Não é de se estranhar que a população hospitalar tivesse índices um pouco mais altos. Mas não imaginávamos que estes índices seriam tão altos", diz Faria.

Não há dados brasileiros sobre a taxa de colesterol entre crianças e adolescentes, e, segundo Ieda Jatene, presidente do departamento de cardiologia pediátrica da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia) não é possível extrapolar os números encontrados na Unicamp para o resto do país.

Gordura trans

Para Roseli Sarni, pediatra e presidente do Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, uma das explicações para os níveis elevados de colesterol, além de maus hábitos alimentares em geral, é o mau entendimento dos rótulos de produtos com gordura trans. "Quando a mãe lê zero, ela entende que o alimento é livre desse tipo de gordura, o que não é verdade", diz. A legislação admite que o fabricante diga que seu produto tem "0% de gordura trans" quando tem até 0,2 g do elemento por porção. Com isso, a criança é liberada a consumir alimentos com esse tipo de gordura.

A prevenção, segundo Eliana Faria, começa com o estilo de vida da família, que é transposto para a realidade da criança. "Uma criança não pode decidir comer mais legumes se os pais não compram legumes", diz.

Para diminuir os níveis de colesterol no sangue, devem ser priorizados dieta balanceada e exercícios físicos. É preciso estimular o consumo de frutas, verduras, legumes e peixes marinhos, reduzir o consumo de óleos, açúcares e gorduras e preferir alimentos integrais.

As mudanças, no entanto, não devem ser drásticas, pois a criança pode ficar ainda mais resistente em mudar sua alimentação. "Começamos com uma mudança quantitativa, para depois fazer a qualitativa", diz Sarni. Isto é: o recomendado é reduzir alimentos que aumentam o colesterol ruim, para, gradativamente, substituí-los por opções mais saudáveis.

Medicamentos

Em julho, a Academia Americana de Pediatria tomou uma decisão radical em relação às crianças com colesterol alto: orientou que os pequenos acima de oito anos sejam medicados com drogas (estatinas) para prevenir doenças cardíacas.

No Brasil, os pediatras indicam medicamentos a partir dos dez anos, mas apenas para crianças com uma doença genética chamada hipercolesterolemia familiar, que eleva os níveis de colesterol, independentemente do estilo de vida. Para as demais, eles defendem uma dieta equilibrada associada a exercícios físicos.

A cautela tem justificativa. Não há estudos a longo prazo sobre o uso das estatinas em crianças ou que mostrem que, usando a medicação precocemente, elas estarão mais protegidas do que aquelas que iniciaram a terapia na vida adulta.

Treino errado nas academias gera epidemia de lesões

HELOÍSA HELVÉCIA

editora do Vitrine

Recomeça a corrida maluca às academias. Como em toda véspera de verão, as salas de musculação incham, as aulas de bike bombam. E sobe o índice de sarados machucados.

Ali, onde se busca saúde, são fabricadas também --com cinturas de pilão e barrigas de tanquinho-- contusões, dores, doenças que incapacitam.

Não há estatística associando uma artrose precoce ao abuso de "leg press". Nem a mesa de cirurgia de hoje à mesa romana de ontem (aparelho em que a vítima, de bruços, chuta o ar com a barra de ferro nos tornozelos). Mas há ortopedistas, fisioterapeutas e professores de olho nessas relações. Eles identificam uma epidemia de lesões causadas pelo tipo de treino praticado na maioria das 10 mil academias do país (somadas também as informais).

Reabilitado após uma lesão no ombro e outra no quadril, o economista Rafael Biral faz o supino inclinado, em segurança


"As características genéticas de cada um não são respeitadas nesses treinos", diz a fisioterapeuta Mônica Gianotti, especializada em medicina do comportamento pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). "Os professores não sabem identificar sinais patológicos nem a má postura nos aparelhos. O resultado são mais distúrbios musculoesqueléticos."

O que a fisioterapeuta vê na clínica o economista Rafael Biral sente na carne. Acostumado a correr, jogar bola e passar duas horas na academia, parou tudo depois de uma lesão no quadril, que se tornou crônica.

Não foi só o quadril. Antes, Rafael, 29, já tinha rompido o tendão do ombro por estresse, quer dizer: não por trauma, e sim pelo esforço feito num mesmo lugar do corpo por longo período. Ou, em português claro: pela violência repetida de um exercício que ou era contra-indicado, ou feito errado.

A dor estava lá fazia tempo, mas o economista seguia treinando. Até que operou. "Meu ombro não ficou cem por cento. Fui o maior culpado."

Depois do castigo de dois anos parado, Rafael diz ter descoberto uma fisioterapia "diferente" e outro jeito de se exercitar. "Mudei o estilo. Freqüentei academias grandes e pequenas. Em todas, a orientação era ruim. São espaços da estética, a saúde não é considerada."

É, academia não é mesmo um "ambiente cuidador", comenta Alexandre Blass, atual treinador de Rafael. Mestre em esporte de alto rendimento, Blass aponta a distância entre a universidade e o comércio de fitness como uma das causas dessas falhas: "A complexidade da atividade física exige mais conhecimento. Academias até têm médico, fisioterapeuta, educador. Mas não integram essas áreas".

Integrado ao fisioterapeuta Marcelo Semiatzh, Blass trabalha na preparação de quem corre, ou treina, e quer melhorar seu desempenho sem elevar o risco de lesão. A metodologia da dupla é desenvolver a percepção e a coordenação da pessoa, reeducando sua postura.

Semiatzh diz que a faixa etária do público de academia vem aumentando e que, se é bom que mais gente saia do sedentarismo, nem todos estão preparados para tudo. Especializado em reeducação postural, o fisioterapeuta diz que, em vez de tanta puxação de ferro e aulas "energéticas", o ideal seria treinar a pessoa a suportar o peso do corpo e a elevar a eficiência nos gestos do dia-a-dia.

Pesadelos de salto alto

Ao deixar a vida sedentária, dez anos atrás, a empresária Priscilla Todeschini, 39, partiu para musculação, spinning e esteira. "Aí entrei nessa de correr." Com a meta da maratona de 2000 em Nova York, ela aumentou o ritmo. Teve contratura na panturrilha direita. Depois, rompeu o músculo sóleo, na panturrilha esquerda. "Vivi nove anos com dores incríveis. Acordava como se tivesse dormido de salto alto." Também teve fratura por estresse na perna direita. "Hoje, com a consciência que tenho, acho sala de musculação um terror. Ninguém sabe que aparelho fazer, como sentar. A orientação dada é generalizada."

A empresária, mesmo com dores, não desistiu de correr. Passou por equipes profissionais até conhecer, na academia, um professor que fazia um trabalho específico em corrida e pesquisava dor e prevenção de lesão. "Aprendi a entender meu corpo. Deixei de fazer uma série de exercícios, mas corro o mesmo que antes. A diferença é que não tenho dor nenhuma."

O treinador de Priscilla, Luiz Fernando Alves, passou por sete academias. Formado em esporte e pós-graduado em biomecânica, fisiologia, traumatologia e reabilitação pela USP, ele critica o sistema da avaliação pro forma, que impera: "Não existe uma análise postural capaz de guiar a orientação na esteira, bicicleta ou musculação. A avaliação física nunca oferece informações para uma conduta preventiva, que deve ser observada em academias".

Para esse professor, cuja linha de trabalho é a correção sistemática de movimentos e o despertar da percepção do corpo, alguns simples ajustes biomecânicos, tanto nas aulas coletivas como nos treinos individuais, poderiam evitar dores. "Mas o profissional de educação física não é preparado para ler o corpo do aluno e vetar exercícios que vão exacerbar os desequilíbrios existentes", diz.

O que "pega" mais

Hoje, segundo Luiz Fernando, os cursos de atualização em biomecânica ensinam qual exercício "pega" mais o músculo "X" ou "Y". "Você aprende que aquele movimento vai ativar mais o peitoral ou o glúteo, mas a custo de quê? Preserva articulação? Protege ligamentos? Nada disso é visto na faculdade. O disseminado, hoje, é o que "pega" mais. Se está "pegando", está bom", ironiza.

O que "pegou" para o médico infectologista Décio Diamente, 50, foi ombro. E joelho. Ele freqüentava academia de forma intermitente, como a maioria dos 5% de brasileiros matriculados. "Fazia, parava, fazia, parava. Parava por questões profissionais, ou por lesões", diz.

O médico começou por recomendação, para fortalecer clavícula e escápula. "Mas acabei entrando no sistema massificado: máquinas, esteira. Quando percebia, estava com dor." O problema virou crônico. Teve tendinite com bursite no ombro (inflamação no tendão com a doença reumática que inflama as bursas, cavidades que contêm o líquido sinovial). "Doía muito e dói ainda."

Pior foi o joelho esquerdo, que "abriu o bico" aos poucos. Culminou com ruptura de menisco, neste ano. Operou em maio e, desde então, faz fisioterapia e treinamento especial.

"Eu não associava as lesões aos treinos. Mas, no caso do joelho, estava na esteira quando senti uma dor aguda muito forte. Até ali, não passava pela cabeça que aquilo estivesse me prejudicando. Aqueles aparelhos foram criados para o fisiculturismo, quando o objetivo de gente como eu é, sim, ter definição muscular, mas sem pretensão de Mister Universo." Hoje, Décio não treina sem supervisão. "Não adianta ficar solto na academia. Eu não pedia ajuda. Erro meu."

Não buscar orientação na atividade física "é o erro mais comum", diz o ortopedista Rene Abdalla, co-autor do livro "Lesões nos Esportes" e coordenador do Centro de Traumatologia Esportiva da Unifesp. "Agora, todo mundo quer se recuperar rápido do inverno, e os excessos no peso e na bike podem desencadear lesões." Ele diz que o spinning responde por mais de 50% das queixas de dor em joelhos.

Outras fontes potenciais de machucados são a esteira e as aulas de body jump, segundo a reumatologista Fernanda Lima, coordenadora do ambulatório de medicina esportiva e reumatologia da USP. Mas até o alongamento, que em geral é visto como preventivo, pode prejudicar se a postura certa não for observada, lembra o treinador Luiz Fernando Alves.

Então, qual a alternativa à malhação camicase? "O aluno deve buscar avaliação física séria e checar se a academia dá suporte", diz Fernanda Lima.

O melhor é evitar o treino massificado, diz a médica Laíra Campello, especializada em medicina esportiva pela Unifesp. "A pesquisa da academia deve ir além de preço e localização. A pessoa deve checar se há acompanhamento na evolução do treino e qual a política de admissão de pessoal."

A falta de qualificação profissional "aumenta significativamente o risco de lesões", diz o professor universitário de educação física Alfredo Cesar Antunes, doutorando pela Universidade Estadual de Campinas. Autor de duas pesquisas sobre o perfil de instrutores de academias, Antunes mostrou que a maioria não possuía contrato de trabalho e disputava mercado com não-graduados.

Outra conclusão de seu estudo é a de que o mercado valoriza a aparência e juventude do instrutor, não a experiência e a formação. "Muita ação precisa ser feita tanto pelos cursos de preparação quanto pelos conselhos de educação física", diz.

"Ainda existe muita informalidade em academias", concorda Claudio José Albuquerque e Silva, médico especializado em medicina esportiva e presidente da Acad (Associação Brasileira das Academias). "O ramo de fitness é novo no país, tem menos de 20 anos. Nesse período, não tem havido adequações da graduação à realidade. Os currículos têm foco no passado."

Culpa da cebola

Mas, segundo o presidente da Acad, "grande parte das lesões ocorre pela própria irregularidade dos clientes na frequência". Só 5% da população freqüenta academias, na estimativa da associação. E é a minoria dessa minoria que mantém uma prática regular. "Existe um vai-e-volta imenso. Os clientes querem ganhar massa muscular e perder peso rápido, não querem trabalho de longo prazo. Aí vem o exagero."

Era mesmo exagerada, no início da carreira, a corredora Conceição de Maria Carvalho Oliveira, 32, segundo lugar no ranking de corrida de rua da Confederação Brasileira de Atletismo. "Não sabia meus limites, extrapolava." Antes de cair nas mãos certas, ela diz que colecionou "contusões sérias". Mesmo não sendo fã de academia, a atleta a freqüentava, antes de provas: "Como não tinha conhecimento, eu era uma dor só, sofria com joelhos e lombar. Queriam que eu virasse uma mala de músculos". Hoje, diz que sabe se policiar para não passar da medida. "Descobri um treino mais profundo e não quis mais saber de academia."

O que não a livra --nem ninguém-- de machucado. Sua primeira vitória do ano, duas semanas atrás, veio depois de 40 dias parada, o tempo de curar uma fratura no pé esquerdo. Aconteceu na feira: a campeã deslizou numa casca de cebola.